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Dólar fecha abaixo dos R$5,20 em sessão de fluxo de investimentos para emergentes

Dólar fecha abaixo dos R$5,20 em sessão de fluxo de investimentos para emergentes

Reuters

09/02/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar e de real 18/12/2024 REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de dólar e de real 18/12/2024 REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  09/02/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 9 Fev (Reuters) - O recuo firme da moeda norte-americana ⁠no exterior conduziu a queda do dólar ante o real nesta segunda-feira, para abaixo dos R$5,20, em mais uma sessão de forte fluxo de investimentos para países emergentes como o Brasil.

Em meio ao avanço de mais de 1% do Ibovespa, o dólar à vista fechou o dia com queda de 0,59%, aos R$5,1886 -- o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou aos R$5,1539. No ano, a divisa acumula agora baixa de 5,47%.

Às 17h03, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,61% na B3, aos R$5,2105.

No exterior, o dólar sustentou baixas firmes ante o iene, após a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi no fim de semana. Além disso, cedeu ante o euro e a libra, com investidores à espera pela divulgação ao longo da semana de dados de varejo, inflação e empregos nos Estados ​Unidos.

O dia também foi de queda firme para o dólar ante moedas de países ⁠emergentes, como ⁠o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno, restando ao real acompanhar a tendência.

“O dólar opera em queda hoje sob predominância de fatores externos: a queda acentuada do DXY (índice do dólar) e a continuidade do movimento de rotação de fluxos globais em direção a mercados emergentes”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.

“Além disso, o ambiente internacional favorável ao risco, marcado pela alta das bolsas nos EUA, na Europa e no Japão, tem dado suporte às moedas emergentes ‌de forma geral, com destaque para o real.”

Em paralelo, o Tesouro anunciou pela manhã a emissão de títulos em dólares no mercado ​internacional, com um novo benchmark de dez anos, para 2036. Além disso, foi ‌realizada captação por meio de títulos ​de 30 ​anos Global 2056.

Conforme o serviço de informações financeiras IFR, o Brasil captou um total de US$4,5 bilhões, com US$3,5 bilhões pelo papel com vencimento para 2036 e US$1,0 bilhão com o título para 2056.

Como ocorre tradicionalmente, a expectativa é de que essa nova emissão do Tesouro abra a janela para ​captações internacionais por parte de empresas, o que reforça, no mercado, a perspectiva de entrada de mais dólares no país, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

“E contra o fluxo não há argumentos”, disse Rugik, que não descarta a possibilidade de um dólar ainda mais fraco no curto prazo, mais próximo dos R$5,00.

Neste contexto, após marcar a cotação máxima de R$5,2129 (-0,13%) às 9h08, pouco depois da abertura da sessão, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1748 (-0,85%) às 13h02.

Pela manhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou durante evento em São Paulo que a palavra-chave deste momento do ciclo de política monetária é “calibragem”, classificando o termo como “essencial”. Ao mesmo tempo, defendeu que a previsão de corte de juros não representa uma 'volta da vitória'.

'A gente está numa situação diferente do que estávamos naquele momento quando a gente concluiu a alta (dos juros)... Mas também esta não é uma volta da vitória, porque justamente a gente ainda tem dados que mostram uma resiliência econômica, por isso que a gente está falando de um ajuste', afirmou.

No fim de janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica Selic em ⁠15% ao ano, mas sinalizou a intenção de cortá-la a partir de março. No mercado, a principal dúvida é sobre o tamanho do primeiro corte: 25 ‌ou 50 pontos-base.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados ⁠Unidos -- cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.

No boletim Focus divulgado no início do dia, a ‍mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2025 seguiu em R$5,50.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do ​vencimento ‌de março.

Às 17h07, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,81%, a 96,814.

Reuters

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