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Dólar fecha em alta no Brasil com exterior no radar

Dólar fecha em alta no Brasil com exterior no radar

Reuters

27/07/2026

Placeholder - loading - Casa de câmbio decorada com imagens de notas de dólar e de euro, em São Paulo 5 de março de 2020 REUTERS/Rahel Patrasso
Casa de câmbio decorada com imagens de notas de dólar e de euro, em São Paulo 5 de março de 2020 REUTERS/Rahel Patrasso

Atualizada em  27/07/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 27 Jul (Reuters) - O dólar ​fechou a segunda-feira em alta no Brasil, acompanhando o desempenho da divisa norte-americana no exterior, que seguiu forte mesmo em meio ao alívio nos mercados globais após a trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã.

O dólar à vista encerrou o dia com variação positiva de 0,62%, aos R$5,1130.

Às 17h43, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,41% na B3, aos R$5,1200.

O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, disse ao programa “Fox News Sunday” e a outros veículos de comunicação dos EUA que o presidente Donald Trump havia decidido suspender os ataques para dar ⁠mais tempo ⁠à diplomacia.

Nesta segunda-feira, Trump afirmou que os ​EUA estão ‌mantendo “boas negociações” com o Irã e que “há uma boa chance de que algo possa acontecer” em relação a um possível acordo. Ele também ameaçou com uma “forte ação militar” caso a diplomacia fracasse.

A trégua fez os contratos futuros do petróleo Brent caírem 8,7%, fechando a ⁠US$88,36 o barril, menor valor desde 17 de julho.

Nesse contexto, a divisa norte-americana ​apresentou desvalorização em relação ao euro e ao iene, e um desempenho misto em relação ​a moedas emergentes pares do real.

Contudo, o dólar se ‌recuperou no exterior das ​mínimas do ⁠dia, uma vez que a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano foi mais modesta em comparação com a queda nos rendimentos em outros mercados, oferecendo suporte à moeda norte-americana.

Às 17h43, o índice ​do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,27%, a 101,530.

Isso se refletiu no Brasil, com o dólar subindo ante o real, ainda que, em tese, a trégua no Oriente Médio deveria trazer alívio para o mercado de ​câmbio doméstico. Segundo analistas, fatores locais pesaram nas negociações.

'Em resumo, o real opera hoje dividido entre o alívio global, com petróleo em queda e trégua no Oriente Médio, e o componente doméstico, político e fiscal, que sustenta alguma demanda por proteção. Dia de digestão e não de tendência definida nos mercados', disse Rafael Stephano, advisor sênior da Blue3 Investimentos.

Nesta segunda-feira, pesquisa BTG/Nexus apontou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manteve com 47% das intenções de voto em um eventual ​segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que caiu um ponto percentual, para 43%, em relação ao ‌levantamento anterior publicado em 13 de julho.

Pela manhã, ⁠a pesquisa Focus do Banco Central mostrou que as projeções para o câmbio no final de 2026 se mantiveram em R$5,20, enquanto para o final de 2027 houve aumento de R$5,28 ⁠na semana anterior para R$5,29.

Nesta semana, a agenda traz os ⁠dados de julho do IPCA-15 na terça-feira, enquanto, ⁠no exterior, as atenções ⁠se ​voltam para a decisão de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira.

(Por Igor SodréEdição de Pedro Fonseca)

Reuters

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