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    Dólar fecha em maior patamar desde 30 de maio com maior aversão global a risco após queda do iuan

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    Homem conta notas de dólar em casa de câmbio em Manila, Filipinas 07/02/2018 REUTERS/Romeo Ranoco

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    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar encerrou com forte alta ante o real nesta segunda-feira, no maior patamar desde 30 de maio, acompanhando o movimento da divisa no exterior, onde prevalecia a aversão ao risco após a China permitir que o iuan rompesse a marca de 7 por dólar.

    O dólar avançou 1,68%, a 3,9572 reais na venda, maior patamar de fechamento desde 30 de maio, quando a cotação foi a 3,9790 reais na venda.

    Na máxima do pregão, a divisa norte-americana foi a 3,9680 reais na venda e na mínima, tocou nível de 3,8855 reais na venda.

    Na B3, o dólar futuro de maior liquidez subia 2,05%, a 3,973 reais.

    A China deixou o iuan romper o nível de 7 por dólar nesta segunda-feira pela primeira vez em mais de uma década, num sinal de que o país está disposto a tolerar mais fraqueza no câmbio.

    A decisão chinesa de não agir motivou uma fuga dos ativos de risco, inclusive emergentes, pautada pela preocupação de que isso pode escalar ainda mais as tensões entre Estados Unidos e China.

    De fato, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o governo chinês de 'uma grande violação' e disse que o movimento foi 'manipulação cambial.'

    A desvalorização da moeda chinesa vem dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, surpreender os mercados financeiros ao prometer impor tarifas de 10% sobre 300 bilhões de dólares de importações chinesas a partir de 1º de setembro.

    'Mercados financeiros ao redor do globo exibiram um forte sentimento de aversão ao risco motivado pelos novos sinais de piora nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a China, com o forte risco desta guerra comercial se estender para uma guerra cambial', disse a equipe da corretora Correparti, em nota a clientes.

    O índice do dólar --fortemente influenciado pelo movimento de divisas de outros mercados desenvolvidos, como euro e iene-- mostrava queda de 0,54%.

    Os índices acionários dos EUA todos encerraram com quedas de mais de 2% e registraram o maior declínio percentual diário do ano.

    Internamente, o dia foi de noticiário tranquilo, com investidores atentos à retomada dos trabalhos no Congresso após o período de recesso parlamentar. A expectativa é que pautas econômicas, especialmente a votação em segundo turno da reforma da Previdência, ocorram ao longo desta semana.

    No entanto, mesmo com potencial de noticiário positivo ligado à Previdência nos próximos dias, o câmbio local deve seguir à mercê do cenário externo, avaliou o economista-chefe do banco Haitong Brazil, Flávio Serrano.

    (Por Laís Martins)

    Escrito por Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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