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Dólar fecha em queda firme contra o real com exterior favorável e eleições

Dólar fecha em queda firme contra o real com exterior favorável e eleições

Reuters

21/08/2026

Placeholder - loading - Funcionário de banco conta notas de dólar 26 de janeiro de 2023 REUTERS/Athit Perawongmetha
Funcionário de banco conta notas de dólar 26 de janeiro de 2023 REUTERS/Athit Perawongmetha

Atualizada em  21/08/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 21 Ago (Reuters) - ​O dólar fechou a sexta-feira em queda firme contra o real, que liderou os ganhos entre as principais moedas, pegando carona no enfraquecimento da moeda norte-americana, ao mesmo tempo em que os agentes monitoraram o noticiário eleitoral.

O dólar à vista fechou em queda de 1,00%, aos R$5,1417 na venda.

Às 17h40, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- caía 1,05% na B3, aos R$5,1515.

Na semana, o dólar ⁠acumulou ⁠1,53% de queda contra o real.

A ​moeda norte-americana ‌caiu no exterior para o menor nível em três meses, com o aumento das preocupações de que o plano do Tesouro dos Estados Unidos de expandir a recompra de títulos públicos ⁠de longo prazo possa pressionar ainda mais a divisa.

Por volta das ​17h40, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda ​norte-americana frente a uma cesta de ‌seis divisas -- subia 0,07%, ​a ⁠98,856.

Nesse ambiente, o real e o peso chileno lideraram os ganhos da sessão entre as moedas mais líquidas, enquanto o euro atingiu o maior valor desde ​14 de maio e a libra esterlina atingiu o maior nível desde 11 de fevereiro.

Além do quadro cambial favorável no exterior, o cenário eleitoral doméstico deu ainda mais fôlego para o real.

Investidores aguardam a ​divulgação, no início da noite desta sexta-feira, de uma nova pesquisa de intenções de voto do Datafolha sobre o cenário para as eleições presidenciais de outubro. Na última segunda-feira, levantamento BTG/Nexus mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem em empate técnico em um eventual segundo turno, embora o petista continue numericamente à ​frente.

A perspectiva de uma disputa presidencial mais acirrada, com menor diferença de ‌percentual de intenções de voto entre ⁠os principais candidatos, é bem-vista pelo mercado, que vê um risco fiscal maior em um eventual próximo mandato de Lula.

'O mercado segue ⁠bastante sensível ao quadro fiscal, que, por sua ⁠vez, é uma derivada direta ⁠do desfecho eleitoral', ⁠disse ​Bruno Perri, economista-chefe e fundador da Forum Investimentos.

(Por Igor SodréEdição de Alexandre Caverni)

Reuters

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