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    Dólar se afasta de mínimas do dia com apreensão sobre estímulo nos EUA

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    REUTERS/Ricardo Moraes

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    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar começou a semana em queda ante o real, com as operações domésticas seguindo a fraqueza da moeda norte-americana no exterior, mas a cotação fechou longe das mínimas da sessão, conforme investidores pesaram incertezas sobre aprovação de novos estímulos nos Estados Unidos em meio a persistente desconforto relacionado ao coronavírus.

    O dólar à vista caiu 0,64% nesta segunda-feira, a 5,6055 reais na venda. A divisa oscilou entre queda de 1,31% (para 5,5675 reais) e alta de 0,10% (para 5,647 reais).

    No exterior, o dólar cedia 0,29% no fim da tarde, depois de perder 0,53% na mínima da sessão.

    Veja gráfico do dólar/real e do índice do dólar nesta segunda-feira:

    O real revezou com o peso chileno a ponta de cima na lista de moedas em alta frente ao dólar nesta sessão. O mercado se apegou a comentários feitos no domingo pela presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi.

    Segundo ela, embora permanecessem diferenças com o governo do presidente Donald Trump sobre um amplo pacote de alívio ao coronavírus, seria possível aprovar o estímulo antes das eleições.

    Mas as incertezas sobre o 'timing' de alcance de um acordo deram o tom na parte da tarde, já que, segundo Pelosi, para a aprovação de um texto antes das eleições seria preciso um acordo até terça-feira. Em Wall Street, os índices de ações abandonaram altas de mais cedo e fecharam em queda de mais de 1%, segundo dados preliminares.

    Após o fechamento dos mercados, o porta-voz de Pelosi afirmou que a presidente da Câmara dos EUA espera que até terça haja 'clareza' sobre se será possível aprovar um estímulo antes da eleição e que ela e Mnuchin estão reduzindo as diferenças.

    No plano doméstico, o real segue afetado por incertezas no campo fiscal, o que fica evidente no tombo de 28,41% da moeda em 2020 --pior desempenho entre os principais pares.

    Analistas do Morgan Stanley notaram que o real sofreu na semana passada o maior corte de posições compradas --ou seja, aquelas que ganham com a valorização da divisa brasileira-- na América Latina e em relação à semana anterior.

    'Seguimos neutros no real, devido aos elevados riscos no noticiário e a um potencial aumento da volatilidade antes das eleições nos EUA', disseram analistas do banco em nota. Eles ponderam, contudo, que a 'história de crescimento' do Brasil segue atrativa, o que pode beneficiar a moeda.

    Escrito por Reuters

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