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    Dólar cai ante real com otimismo sobre estímulos globais; mercado aguarda Copom

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    07/02/2011 REUTERS/Lee Jae-Won

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    Atualizada em  

    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou em baixa nesta quarta-feira, com o real surfando nos ganhos de moedas emergentes e outros ativos de risco, uma vez que a posse de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos direciona o mercado para expectativas de mais estímulos.

    A expectativa pela sinalização de política monetária do Banco Central do Brasil também esteve no radar, com muitos analistas acreditando que o BC possa preparar nesta quarta o terreno para retomada de alta de juros, o que tenderia a beneficiar a moeda brasileira.

    O dólar à vista caiu 0,66%, a 5,3108 reais na venda, depois de oscilar entre 5,3574 reais (+0,21%) e 5,2834 reais (-1,17%).

    A divisa norte-americana cedia contra a maioria de seus pares, com destaque positivo para moedas emergentes, como peso chileno (+2%), lira turca (+0,8%) e peso colombiano (+0,7%).

    O democrata Joe Biden tomou posse como presidente dos EUA nesta quarta-feira, prometendo acabar com a 'guerra incivil' em um país com profundas divisões políticas, economia abalada e uma pandemia de coronavírus que matou mais de 400 mil norte-americanos.

    Há expectativa de que Biden apresente ao Congresso, ainda nos primeiros dias de governo, sua proposta para um pacote fiscal de 1,9 trilhão de dólares. Mais estímulos significam mais liquidez que pode migrar para mercados de maior risco, como o Brasil, estimulando entrada de dólares e potencialmente baixando o preço da moeda.

    Do lado doméstico, a decisão do Copom nesta quarta ocupou os holofotes, com muitos no mercado contando que o BC retirará do texto promessa de manter os juros caso certos critérios sejam respeitados.

    O entendimento é de que esse seria o primeiro passo para se vislumbrar alta da Selic, o que poderia dar algum suporte ao câmbio. Segundo analistas, um dos motivos para a pressão sobre o real é o juro em patamar muito baixo, que deixa a moeda mais vulnerável a operações de hedge ou de financiamento para apostas em outras divisas.

    O BNP Paribas afirmou estar comprado em reais, apesar dos desafios fiscais do país, e citou entre os motivos a perspectiva de que o 'incremento do carry' seja positivo para a moeda. O banco disse que já esperava um desempenho melhor do real devido à liquidez no mundo e ao aumento dos preços das commodities. 'Agora, com um carry maior, o real parece ainda mais atrativo', disseram em nota Gustavo Arruda e Samuel Castro.

    Conforme pesquisa do Bank of America, o real é a maior aposta entre as moedas da América Latina que terão desempenho superior nos próximos seis meses. Ainda de acordo com a sondagem, a deterioração fiscal é o principal risco citado em relação ao Brasil, concentrando 72% das respostas.

    O mercado segue às voltas com temores de criação de novas despesas, uma vez que a percepção de que a imunização contra a Covid-19 no Brasil será lenta e sujeita a reveses eleva receios quanto à força da recuperação da economia --o que poderia aumentar pressões por mais gastos fiscais.

    'A equipe econômica vai ter muito trabalho para não deixar explodir a panela de pressão das demandas por mais auxílio emergencial', disse Marcos Mollica, gestor de fundos multimercados do Opportunity.

    'A popularidade do presidente da República em queda em meio ao crescimento exponencial da Covid-19, vacinação lenta e desemprego alto criam ambiente político difícil para a ala fiscalista', finalizou.

    Escrito por Reuters

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