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    Dólar 'ignora' Copom, fecha em alta e bate máxima recorde ante real com força da moeda no exterior

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    REUTERS/Bruno Domingos

    Publicada em  

    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar teve forte alta de mais de 1% e encerrou em máxima histórica nominal ante o real nesta quinta-feira, alavancado pelo movimento externo depois de ter começado o dia em queda após o Banco Central sinalizar fim do ciclo de cortes de juros.

    O dólar à vista fechou em alta de 1,11%, a 4,2859 reais na venda, ligeiramente acima do recorde anterior de 4,2858 reais do último dia 31 de janeiro.

    Na máxima desta quinta, a cotação alcançou 4,2865 reais na venda, bem próximo do pico recorde intradiário de 4,2873 reais na venda batido também em 31 de janeiro.

    Na B3, o dólar de maior liquidez tinha valorização de 1,14% neste pregão, a 4,2890 reais.

    Segundo profissionais do mercado, o exterior pesou mais sobre o câmbio nesta sessão, com a moeda dos Estados Unidos em alta generalizada ante divisas de países ricos e emergentes.

    'Teve fluxo de saída. A ajuda do Copom ao real não é no curtíssimo prazo. E as moedas emergentes estão 'apanhando' hoje, e isso está sendo mais importante para o movimento local', disse Luis Laudisio, operador da Renascença.

    Na véspera, o Banco Central divulgou que janeiro registrou saída líquida de dólares (considerando o fluxo de câmbio contratado), dando sequência a meses de constantes perdas de moeda estrangeira.

    Também na quarta, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual à nova mínima histórica de 4,25% ao ano e indicou o fim do atual ciclo de cortes na taxa básica de juros, em meio à leitura de que os ajustes já feitos ainda vão surtir efeito na economia e com foco crescente nas expectativas de inflação para 2021.

    Desde a noite da véspera, analistas comentaram que a sinalização mais dura do Banco Central sobre interromper o processo de queda de juros poderia oferecer algum alento ao real, que está entre as divisas de pior desempenho neste ano.

    Na manhã desta quinta, o dólar chegou a cair para 4,2093 reais na venda, baixa de 0,70%.

    A conclusão do processo de afrouxamento monetário ajudaria a conter a queda dos diferenciais de retornos entre Brasil e o restante do mundo, movimento que vem minando a atratividade do real como ativo de investimento.

    Mas outras notícias no dia, além da força do dólar no exterior, pesaram contra o real. A agência de classificação de risco Fitch Ratings não deu indicações sobre melhora no curto prazo para o rating soberano do Brasil e lembrou que países com perfil do Brasil costumam demorar de dez a 11 anos para recuperar o grau de investimento. O status de grau de investimento poderia atrair fluxos de capitais ao país.

    Além disso, o Banco Central fez colocação parcial de contratos de swap cambial tradicional, vendendo apenas 5.150 papéis de uma oferta total de até 13 mil ativos. Na prática, o BC caminha para enxugar do mercado 393 milhões de dólares em liquidez, dentro de um cenário já de carência de fluxos novos.

    Escrito por Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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