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Dólar oscila perto da estabilidade com atenções voltadas para o exterior

Dólar oscila perto da estabilidade com atenções voltadas para o exterior

Reuters

30/03/2026

Placeholder - loading - Cédulas de dólares norte-americanos 24 de abril de 2018 Antara Foto/Hafidz Mubarak/via REUTERS
Cédulas de dólares norte-americanos 24 de abril de 2018 Antara Foto/Hafidz Mubarak/via REUTERS

Atualizada em  30/03/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 30 Mar (Reuters) - ​O dólar oscila perto da estabilidade ante o real, com os investidores atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que mantêm a moeda norte-americana em alta ante parte das divisas de países emergentes no exterior.

Às 11h28, o dólar à vista subia 0,18%, aos R$5,2487 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para abril -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,13%, aos R$5,2490.

As atenções seguem voltadas para os desdobramentos da guerra que opõe EUA e Israel contra o Irã.

Nesta segunda-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o ⁠país está ⁠em negociações para encerrar o conflito, mas ​reiterou ‌aviso para que Teerã abra o Estreito de Ormuz, ou corra o risco de sofrer ataques a seus poços de petróleo e usinas de energia. Trump também ameaçou atacar as usinas de dessalinização que fornecem água ao Irã.

Já o Irã qualificou ⁠as propostas de paz dos EUA como 'irrealistas, ilógicas e excessivas' e lançou ​mais mísseis contra Israel.

Neste cenário, o petróleo tipo Brent voltou a subir nesta manhã, ​para acima dos US$113 o barril, e o ‌dólar mantinha ganhos ante ​divisas de ⁠emergentes como o peso chileno e o rand sul-africano.

Em relação ao real, porém, o movimento é mais acomodado até o momento, em uma manhã em que o Ibovespa ensaia uma recuperação ​e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem baixas.

Mais cedo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, avaliou que os choques de oferta como o observado neste momento com o conflito no Irã provavelmente pressionam a inflação para cima e a atividade econômica para ​baixo. No entanto, ele defendeu que a instituição tenha cautela ao incorporar o impacto da guerra em seus cenários.

'O Banco Central tem toda uma governança justamente para tentar aparar as pontas, para que a gente não tenha posições mais extremadas sobrepondo o processo de decisão de política monetária', disse.

Atualmente, o mercado está dividido sobre o que o BC anunciará em abril: novo corte de 25 pontos-base da Selic, manutenção da taxa básica em 14,75% ao ​ano ou redução de 50 pontos-base.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa ‌hoje está na faixa de 3,50% a ⁠3,75% -- vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real ⁠nos últimos meses. A guerra, porém, tem sido um fator ⁠de alta para a moeda norte-americana.

Na sexta-feira, ⁠o dólar à ⁠vista ​fechou o dia com elevação de 0,70%, aos R$5,2574.

(Edição de Paula Arend Laier e Isabel Versiani)

Reuters

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