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Dólar segue perto da estabilidade no Brasil apesar de alta no exterior

Dólar segue perto da estabilidade no Brasil apesar de alta no exterior

Reuters

26/02/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar  09/04/2025 REUTERS/Willy Kurniawan
Notas de dólar 09/04/2025 REUTERS/Willy Kurniawan

Atualizada em  26/02/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 26 ​Fev (Reuters) - O dólar opera próximo da estabilidade ante o real nesta quinta-feira, em meio ao avanço da moeda norte-americana ante a maior parte das demais divisas no exterior, com os investidores digerindo os resultados financeiros da gigante tecnológica norte-americana Nvidia.

No Brasil, a temporada de balanços corporativos também é destaque na bolsa, que nas últimas semanas tem atraído forte fluxo estrangeiro, com efeitos no câmbio.

Às 9h31, o dólar à vista subia 0,17%, aos R$5,1332 na venda.

Na B3, ⁠o ⁠contrato de dólar futuro para março -- ​atualmente o ‌mais líquido no Brasil -- avançava 0,15%, aos R$5,1355.

Um dos destaques no exterior nesta quinta-feira é o recuo do dólar ante o iene, após o presidente do Banco do Japão (BOJ), Kazuo Ueda, manter ⁠viva a perspectiva de alta de juros no curto prazo. Em ​entrevista ao jornal Yomiuri, ele disse que analisará os dados nas ​reuniões de março e abril para decidir ‌o caminho da política ​monetária.

Porém, ⁠o dólar sustenta ganhos ante divisas pares do real como o peso chileno e o rand sul-africano.

Nos EUA, a fabricante de chips Nvidia divulgou resultados melhores ​do que o esperado e previu receitas para o trimestre atual acima das estimativas do mercado. Ainda assim, os números não motivavam uma busca maior por ativos de risco nesta quinta-feira, pelo menos por enquanto.

Às ​9h24, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,09%, a 97,704.

Os agentes também seguem atentos ao desempenho da bolsa brasileira, que nas últimas semanas tem conduzido boa parte do recuo do dólar ante o real, em meio ao forte fluxo de entrada de investimentos estrangeiros.

Profissionais ouvidos pela Reuters têm destacado ​ainda o diferencial de juros entre Brasil e EUA como fator para ‌atração de dólares ao país, o ⁠que impacta as cotações. Enquanto a Selic está em 15%, a taxa de referência norte-americana está na faixa de 3,50% a 3,75%. No ⁠acumulado do ano até 20 de fevereiro, o ⁠Brasil já recebeu US$8,426 bilhões líquidos, ⁠conforme dados do ⁠Banco ​Central.

Na quarta-feira o dólar à vista encerrou em queda de 0,60%, aos R$5,1247.

Reuters

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