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Dólar oscila perto da estabilidade ante o real apesar de alta no exterior

Dólar oscila perto da estabilidade ante o real apesar de alta no exterior

Reuters

06/07/2026

Placeholder - loading - Pessoa conta notas de dólar americano em casa de câmbio em Jacarta, Indonésia, 9 de abril de 2025. Foto tirada através do vidro. REUTERS/Willy Kurniawan
Pessoa conta notas de dólar americano em casa de câmbio em Jacarta, Indonésia, 9 de abril de 2025. Foto tirada através do vidro. REUTERS/Willy Kurniawan

Atualizada em  06/07/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 6 ​Jul (Reuters) - O dólar oscila perto da estabilidade ante o real nesta manhã de segunda-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana sobe ante outras divisas, em uma manhã até o momento sem gatilhos fortes no noticiário.

Às 9h35, o dólar à vista subia 0,08%, aos R$5,1727 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para agosto -- o mais líquido no mercado brasileiro -- caía 0,01%, aos R$5,2085.

Após o feriado de sexta-feira nos EUA, que reduziu a liquidez nos mercados ⁠em ⁠todo o mundo, o dólar iniciou ​a ‌segunda-feira em alta ante divisas fortes como o euro, a libra e o iene -- neste caso, com a moeda japonesa se mantendo próxima das menores cotações em 40 anos.

O dólar também se mantinha ⁠em alta ante boa parte das divisas de países emergentes, incluindo ​o peso chileno e a rupia indiana, mas no Brasil tinha ​variações contidas ante o real, em uma ‌sessão de agenda relativamente ​esvaziada.

Mais ⁠cedo, o boletim Focus do Banco Central revelou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim de 2026 seguiu em R$5,20 e ​para o encerramento de 2027 permaneceu em R$5,28. A inflação esperada para este ano foi de 5,33% para 5,30% e para o próximo passou de 4,17% para 4,18%.

Já a taxa básica Selic projetada para o fim ​deste ano seguiu em 14,00% e para o final do próximo ano em 12,00%. Atualmente a Selic está em 14,25%.

“A divergência de política monetária entre o Fed (Federal Reserve), que está com viés de alta de juros, e o BC, com viés de corte de juros, enfraquece o real”, pontuou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em relatório a clientes.

“Na ​semana, o dólar/real conseguiu fechar abaixo de R$5,20, ou seja, abaixo da linha ‌da concentração de longo prazo... Assim, ⁠as chances de o dólar continuar subindo, em direção a R$5,30 ou R$5,35, reduziram”, avaliou. Na sexta-feira, a moeda norte-americana à vista fechou com ⁠queda de 0,76%, aos R$5,1688.

Às 9h34, o índice ⁠do dólar -- que mede o desempenho ⁠da moeda norte-americana ⁠frente ​a uma cesta de seis divisas -- subia 0,21%, a 101,080.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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