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Dólar se firma em alta ante real com avanço das cotações também no exterior

Dólar se firma em alta ante real com avanço das cotações também no exterior

Reuters

13/03/2026

Placeholder - loading - Notas de 100 dólares 09/04/2025 REUTERS/Willy Kurniawan
Notas de 100 dólares 09/04/2025 REUTERS/Willy Kurniawan

Atualizada em  13/03/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) - O dólar ​ganhou força no Brasil entre o fim da manhã e o início da tarde, firmando-se em alta, em meio à piora dos mercados também no exterior, onde a moeda norte-americana ganhou força ante as demais divisas e o petróleo voltou a oscilar acima dos US$100 o barril, com a continuação da guerra no Oriente Médio.

Internamente, o Banco Central realizou pela manhã um 'casadão' -- leilões simultâneos de venda de dólares no mercado à vista e de negociação de contratos de swap cambial reverso.

Às 13h15, o dólar à vista subia 0,68%, aos R$5,2822 na venda, enquanto no exterior a moeda norte-americana também subia ante pares do real como o peso mexicano ⁠e o ⁠rand sul-africano.

Na B3, o contrato de dólar futuro ​para abril -- ‌atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,50%, aos R$5,3080.

O Banco Central vendeu nesta manhã, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra ⁠de dólares no mercado futuro.

Ao fazer o 'casadão', o BC eleva a liquidez no mercado ​à vista em momentos de estresse como o atual, em que o dólar tem sido pressionado ​pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Porém, o efeito ‌do 'casadão' sobre as cotações do ​dólar ⁠é, na prática, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.

Em sua operação regular de rolagem, que também tende a não influenciar as cotações, o BC vendeu no fim ​da manhã 50.000 contratos (US$2,5 bilhões) de swap cambial tradicional visando o vencimento de 1º de abril.

No exterior, a guerra no Oriente Médio segue em curso, com o Irã afirmando que navios devem se coordenar com sua Marinha para passar pelo Estreito de Ormuz, por onde são transportados cerca de 20% do petróleo ​mundial.

Já os Estados Unidos emitiram uma isenção de 30 dias para que os países comprem produtos petrolíferos russos sancionados que estão atualmente no mar, na esperança de aliviar os preços do petróleo e do gás.

Após exibir leves baixas na manhã desta sexta-feira, o petróleo Brent virou para o positivo e neste início de tarde oscilava novamente acima dos US$100 o barril, mantendo os temores de que a guerra espalhe inflação pelos países, incluindo o Brasil.

'Houve uma piora no exterior, com o petróleo voltando aos US$100, com a indefinição na ​guerra. O dólar também estará subindo ante os pares do real', comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

No ‌campo comercial, o escritório do Representante de ⁠Comércio dos EUA informou na noite de quinta-feira que iniciou investigações de práticas comerciais desleais da Seção 301 de 60 economias, incluindo o Brasil, em relação ao que chamou de falhas na adoção de ⁠medidas sobre trabalho forçado.

A medida representa um esforço do governo Trump para ⁠restabelecer a pressão tarifária sobre países de todo ⁠o mundo, depois que ⁠a ​Suprema Corte dos EUA considerou ilegais, em 20 de fevereiro, suas tarifas globais.

(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)

Reuters

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