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    Dólar sobe cerca de 1% e volta a R$3,90 com exterior e cena eleitoral local

    Por Thomson Reuters

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    Atualizada em

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia cerca de 1 por cento nesta quarta-feira, de volta ao patamar de 3,90 reais, com os investidores reagindo ao cenário externo, ainda afetado pela situação da Turquia, e à cena eleitoral brasileira após nova pesquisa eleitoral.

    Às 10:17, o dólar avançava 0,90 por cento, a 3,9018 reais na venda, depois de ter recuado 0,78 por cento na sessão passada.

    Na máxima dessa sessão, a moeda norte-americana foi a 3,9138 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 1 por cento.

    'O recuo da véspera veio de trégua externa. Hoje, com a retaliação dos turcos, as preocupações voltaram', afirmou o diretor da consultoria financeira Via Brasil Serviços, Durval Correa.

    A Turquia dobrou as tarifas sobre algumas importações norte-americanas, incluindo álcool, carros e tabaco, nesta quarta-feira, em retaliação aos movimentos dos Estados Unidos, mas a lira se recuperava frente ao dólar depois que as medidas de liquidez do banco central tiveram o efeito de sustentar a moeda.

    Ancara agiu em meio ao aumento da tensão entre os dois países sobre a detenção de um pastor norte-americano e outras questões diplomáticas na Turquia, que ajudaram a levar a lira a uma queda recorde em relação ao dólar.

    O movimento de recuperação da lira era isolado, já que as preocupações com a Turquia fazia demais moedas de países emergentes e o euro caírem ante o dólar, também por conta da exposição de bancos do bloco à Turquia. O dólar também avançava ante uma cesta de moedas

    Internamente, pesquisa de intenção de votos para a Presidência da República divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas também contribuía para o mau humor dos investidores.

    O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, lidera as intenções de voto para as eleições de outubro com 23,9 por cento de preferência no cenário o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Marina Silva (Rede) é a segunda colocada, com 13,2 por cento de apoio, em empate técnico com Ciro Gomes (PDT), que registra 10,2 por cento de apoio. Geraldo Alckmin (PSDB) vem a seguir, com 8,5 por cento, à frente de Alvaro Dias (Podemos), com 4,9 por cento, e de Fernando Haddad (PT), com 3,8 por cento.

    'A pesquisa trouxe aversão ao risco. Mostrou que Alckmin está parado, o que é um mal sinal para o mercado', afirmou Correa.

    O tucano é preferido pelo mercado por considerá-lo um candidato mais voltado às reformas econômicas.

    O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão leilão de até 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de setembro, no total de 5,255 bilhões de dólares.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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