Dólar sobe no Brasil com tensões no Oriente Médio no radar
Dólar sobe no Brasil com tensões no Oriente Médio no radar
Reuters
18/08/2026
Atualizada em 18/08/2026
Por Igor Sodre
SÃO PAULO, 18 Ago (Reuters) - O dólar operava em leve alta ante o real nesta terça-feira, refletindo a piora dos mercados internacionais diante de novas tensões no Oriente Médio, que pressionam os preços do petróleo e renovam as preocupações com a inflação global.
Às 10h07, o dólar à vista subia 0,16%, a R$5,2080 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para setembro -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,09%, aos R$5,2270.
No exterior, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,09%, a 99,628.
Os mercados respondem nesta terça à redução das chances de um acordo de paz no Oriente Médio depois que o Irã afirmou que adotará uma postura militar “totalmente ofensiva”, uma vez que os esforços para negociar um fim definitivo à guerra com os Estados Unidos estagnaram, disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters.
Os EUA também descartaram a prorrogação de um acordo de cessar-fogo temporário que expirou em 17 de agosto.
Nesse contexto, os preços dos contratos futuros do petróleo Brent e WTI atingiram seus níveis mais altos desde 30 e 31 de julho, respectivamente, no início da sessão, refletindo no mercado de câmbio.
No horário mencionado acima, os contratos futuros do petróleo Brent subiam 0,28%, para US$91,12 o barril.
'Não há, na agenda do dia, fatos ou indicadores de grande relevância que possam provocar impacto significativo nas operações do mercado de moedas. Existem alguns fatores que merecem atenção, mas a sensibilidade do mercado de divisas a esses eventos é menor neste momento. Portanto, não se espera uma alteração expressiva ao longo do dia, a menos que surja algum acontecimento fora do radar', escreveu o analista de inteligência de mercados da StoneX, Leonel Oliveira Mattos.
O dólar à vista encerrou a sessão de segunda-feira com queda de 0,41%, aos R$5,1998.
(Por Igor Sodré; edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)
Reuters

