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Dólar supera os R$5,30 com maior alta desde os primeiros dias da guerra no Oriente Médio

Dólar supera os R$5,30 com maior alta desde os primeiros dias da guerra no Oriente Médio

Reuters

20/03/2026

Placeholder - loading - Ilustração fotográfica mostrando uma peça de gasoduto, bandeiras de EUA e Irã e uma nota de dólar 18/06/2025 REUTERS/Dado Ruvic
Ilustração fotográfica mostrando uma peça de gasoduto, bandeiras de EUA e Irã e uma nota de dólar 18/06/2025 REUTERS/Dado Ruvic

Atualizada em  20/03/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 20 Mar (Reuters) - O ​dólar fechou a sexta-feira com alta firme no Brasil e novamente acima dos R$5,30, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, em meio aos receios sobre os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.

O dólar à vista fechou a sessão com alta de 1,84%, aos R$5,3125. Foi a maior alta em um único dia desde 3 de março, na primeira semana da guerra, quando subiu 1,91%

Nesta semana, a divisa acumulou leve baixa de 0,08% e, no ⁠ano, ⁠recuo de 3,22%.

Às 17h18, o dólar ​futuro para ‌abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,54% na B3, aos R$5,3185.

O avanço global do dólar ganhou força no fim da manhã, com a percepção de que a guerra no Oriente Médio pode durar ⁠mais do que o inicialmente esperado.

Três autoridades norte-americanas disseram à Reuters ​que os EUA estão enviando milhares de fuzileiros navais e marinheiros para ​o Oriente Médio. As fontes, que falaram ‌sob condição de anonimato, ​não ⁠especificaram qual seria o papel dos soldados adicionais.

Além disso, Israel e Irã continuaram seus ataques na região, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou seus aliados da ​Otan por conta da falta de apoio à guerra, chamando-os de 'covardes'.

Neste cenário, o dólar subiu ante praticamente todas as demais divisas, incluindo pares do real como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

O petróleo tipo ​Brent zerou as perdas de mais cedo e passou a subir, encostando nos US$112 o barril, e os rendimentos dos Treasuries tinham ganhos firmes, com investidores avaliando que as chances de um corte de juros nos EUA este ano diminuíram.

'Essa percepção do mercado de que a guerra pode se prolongar está fazendo o mercado ajustar a perspectiva -- e as apostas -- sobre o Fed', comentou no início ​da tarde Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, ao justificar a aceleração do ‌dólar ante o real. 'O 'driver' (vetor) dos negócios (no ⁠câmbio) é 100% o externo hoje.'

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,3268 (+2,12%) às 16h38, para depois encerrar pouco abaixo ⁠deste nível -- mas acima dos R$5,30, um ponto de ⁠resistência técnica importante.

No fim da manhã, ⁠o Banco Central ⁠vendeu ​50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril.

Reuters

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