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Dólar opera perto da estabilidade ante o real com Oriente Médio no foco

Dólar opera perto da estabilidade ante o real com Oriente Médio no foco

Reuters

07/07/2026

Placeholder - loading - Funcionário de banco recolhe notas de dólar americano em agência em Bangcoc, Tailândia, 26 de janeiro de 2023. REUTERS/Athit Perawongmetha
Funcionário de banco recolhe notas de dólar americano em agência em Bangcoc, Tailândia, 26 de janeiro de 2023. REUTERS/Athit Perawongmetha

Atualizada em  07/07/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 7 ​Jul (Reuters) - O dólar se reaproximou da estabilidade ante o real nesta manhã de terça-feira após abrir em leve alta, enquanto no exterior a moeda norte-americana ainda não exibe tendência firme ante as demais divisas, com investidores atentos a focos de tensão no Oriente Médio.

Às 9h39, o dólar à vista subia 0,07%, aos R$5,1359 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para agosto -- o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,19%, aos R$5,1675.

Na segunda-feira, o presidente ⁠norte-americano, ⁠Donald Trump, disse que os EUA ​chegarão ‌a um acordo com o Irã ou “terminarão o serviço”, em mais uma ameaça de ação militar no Oriente Médio.

Nesta terça-feira, dois navios-tanques -- um do Catar e outro da Arábia Saudita -- foram atingidos no ⁠Estreito de Ormuz, sem que houvesse reivindicação de autoria dos ataques. ​O Irã afirmou que não haveria mais negociações de paz, a ​menos que Trump cesse as ameaças de ‌retomar a guerra.

Em meio ​às ⁠tensões, o dólar subia ante divisas de países emergentes como o peso chileno, a lira turca e o peso mexicano, mas recuava ante a rupia indiana ​e o sol peruano.

O petróleo Brent operava em alta, na faixa dos US$72 o barril -- patamar bem inferior ao visto nos meses anteriores, antes de EUA e Irã avançarem nas negociações de paz.

No Brasil, parte das ​atenções também está voltada às discussões nos EUA sobre a tarifação de produtos brasileiros. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve falar em uma audiência sobre o tema em Washington nesta terça-feira.

Flávio busca persuadir o governo Trump a adiar uma tarifa comercial de 25% sobre os produtos brasileiros para até depois das eleições de outubro. Em junho, pouco depois de ​Flávio ter se reunido com altos funcionários norte-americanos em Washington, o governo Trump ‌propôs tarifas sobre o Brasil alegando ⁠violações comerciais e práticas desleais.

A sequência de eventos levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve concorrer à reeleição, a acusar ⁠o senador de ter ajudado a desencadear a ⁠medida — acusação que Flávio nega.

Na segunda-feira, ⁠a moeda norte-americana ⁠à ​vista fechou com queda de 0,71% no Brasil, aos R$5,1322.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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