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Dólar sobe ante real em dia agitado com exterior, PIB e Ptax

Dólar sobe ante real em dia agitado com exterior, PIB e Ptax

Reuters

29/05/2026

Placeholder - loading - Notas de real e de dólar,  18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de real e de dólar, 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  29/05/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 29 Mai (Reuters) - O dólar ​subia ante o real nesta manhã de sexta-feira, com investidores à espera de mais detalhes sobre as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, enquanto no Brasil o mercado digere os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre.

A disputa pela formação da Ptax de fim de mês era outro fator de influência sobre as cotações.

Às 9h56, o dólar à vista subia 0,30%, aos R$5,0485 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para julho -- que nesta sessão tornou-se o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,12%, aos R$5,0845.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes ⁠financeiros tentam ⁠direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, ​sejam elas compradas (no ‌sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Em função da disputa, é comum haver maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de coleta de valores pelo BC, às 10h, 11h, 12h e 13h.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ⁠informou que o PIB do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante os ​três meses anteriores, acelerando ante a alta de 0,3% do último trimestre de 2025. Economistas ouvidos pela Reuters ​projetavam avanço de 1,0% no primeiro trimestre deste ano.

Na comparação ‌com o primeiro trimestre de ​2025, o ⁠PIB cresceu 1,8%, em linha com a expectativa.

A atividade econômica ainda aquecida no Brasil reforça as preocupações com a inflação, colocando em dúvida a continuidade do ciclo de cortes da taxa básica Selic no segundo semestre.

Atualmente a Selic está em ​14,50% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros foi nos últimos meses um fator favorável à atração de dólares para o Brasil.

O mercado também está atento aos desdobramentos do anúncio de que os EUA planejam designar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como 'Organizações ​Terroristas Estrangeiras' a partir de 5 de junho.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinha tentando evitar isso, temendo que elas possam abrir caminho para uma eventual ação militar dos EUA ou sanções contra bancos que, eventualmente, podem fazer negócios com membros das facções, sem saber. Ainda não estão claros eventuais impactos econômicos, incluindo sobre o fluxo de investimento direto no país.

No exterior, as atenções estão novamente voltadas para o Oriente Médio. Na quinta-feira, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse a jornalistas que Washington 'ainda não chegou lá' com o Irã em um acordo, mas que ​as partes estão próximas disso.

Fontes disseram à Reuters que os dois países chegaram a um acordo para estender o cessar-fogo e ‌suspender as restrições ao transporte marítimo através do ⁠Estreito de Ormuz. O plano, no entanto, ainda depende da aprovação do presidente Donald Trump.

Às 9h37, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,07%, a ⁠99,060. Em relação às divisas de países emergentes, o dólar subia ante ⁠o peso mexicano, mas caía ante a rúpia indiana INRUSD=R> ⁠e o peso chileno.

Na quinta-feira, ⁠o ​dólar à vista fechou o dia no Brasil com baixa de 0,56%, aos R$5,0331.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)

Reuters

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