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Dólar segue em baixa no Brasil mesmo após Copom indicar corte de juros em março

Dólar segue em baixa no Brasil mesmo após Copom indicar corte de juros em março

Reuters

29/01/2026

Placeholder - loading - Pessoa conta notas de US$100 09/04/2025 REUTERS/Willy Kurniawan
Pessoa conta notas de US$100 09/04/2025 REUTERS/Willy Kurniawan

Atualizada em  29/01/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 29 Jan (Reuters) - ⁠O dólar segue em baixa no Brasil nesta quinta-feira, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicar na véspera que pretende cortar os juros em março, enquanto no exterior a moeda norte-americana sobe ante uma cesta de divisas fortes, mas cede ante alguns pares do real.

Às 10h02 o dólar à vista tinha baixa de 0,39%, aos R$5,1879 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,08%, aos R$5,1930.

Na noite de ​quarta-feira o Copom anunciou a manutenção da taxa ⁠básica ⁠Selic em 15% ao ano, como era largamente esperado, mas deixou claro que poderá iniciar o ciclo de cortes em março.

'Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros', disse o BC em comunicado. 'O Comitê antevê, ‌em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em ​sua próxima reunião, porém reforça que manterá ‌a restrição adequada para ​assegurar ​a convergência da inflação à meta.'

O corte da Selic em março, em tese, tende a tornar o Brasil um pouco menos atrativo aos investimentos estrangeiros, mas agentes do ​mercado têm ponderado que ainda assim o país seguirá atraente para operações de carry trade, considerando que as taxas no exterior são bem menores.

Nos EUA, por exemplo, a taxa de referência segue na faixa de 3,50% a 3,75%, e na tarde de quarta-feira o Federal Reserve deu poucas pistas sobre quando haverá espaço para mais cortes.

Em operações de carry trade, investidores tomam empréstimos no exterior, onde os juros são menores, e aplicam no Brasil, onde o retorno é maior.

Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para mercados emergentes como o Brasil -- com destaque para a bolsa -- tem pesado sobre as cotações do dólar, que ⁠se reaproximou dos R$5,20.

Nesta manhã, o dólar sustenta ganhos ante uma cesta de divisas ‌fortes, mas recua ante pares do ⁠real como o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano, em uma indicação de que o fluxo de recursos para países emergentes continua.

Na quarta-feira, ‍o dólar fechou cotado a R$5,2080, em alta de 0,01%.

Às 11h30 o Banco Central realiza leilão de 50.000 ​contratos ‌de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de março.

(Edição de Camila Moreira)

Reuters

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