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Dólar termina sessão estável, mas acumula queda de 2,17% em fevereiro

Dólar termina sessão estável, mas acumula queda de 2,17% em fevereiro

Reuters

27/02/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar e de real 18/12/2024 REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de dólar e de real 18/12/2024 REUTERS/Amanda Perobelli

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 27 Fev (Reuters) - Após superar ​os R$5,17 pela manhã, em meio à disputa dos investidores pela formação da Ptax de fim de mês, o dólar perdeu força ante o real e fechou a sexta-feira muito próximo da estabilidade, com a moeda norte-americana também demonstrando maior fraqueza no exterior no fim da tarde.

O dólar à vista encerrou a sessão com leve baixa de 0,09%, aos R$5,1344. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,81% e, no mês, recuo de 2,17%. No acumulado de 2026, o dólar à vista registra queda de 6,46%.

Às 17h06, o dólar futuro para abril -- que nesta sexta-feira passou a ⁠ser o ⁠mais líquido no Brasil -- cedia 0,03% na ​B3, aos ‌R$5,1750.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido ⁠de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Em função da ​disputa, houve maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às ​janelas de coleta do BC, às 10h, 11h, 12h ‌e 13h.

Definida a Ptax (R$5,1495 ​na venda), ⁠o dólar passou a oscilar sem a pressão técnica vista mais cedo, se reposicionando próximo da estabilidade ante o real durante a tarde.

Neste cenário, após atingir a cotação máxima de R$5,1717 (+0,63%) às 10h43, em ​meio à disputa pela Ptax, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1230 (-0,32%) às 13h13, logo depois da definição da taxa.

No restante da sessão, o dólar pouco se afastou da estabilidade ante o real, sendo que no exterior a moeda norte-americana também perdeu um pouco de ​força ante outras divisas.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, subiu 0,84% em fevereiro, acelerando ante os 0,20% de janeiro e bem acima da projeção mediana captada em pesquisa da Reuters com economistas, de 0,57%.

Nos 12 meses até fevereiro, a taxa avançou 4,10%, acima da projeção de 3,82%.

Os resultados do IPCA-15 tiveram maior impacto no mercado de renda fixa, onde as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) ​dispararam, com investidores reduzindo um pouco as apostas de que o Banco Central em março cortará em ‌50 pontos-base a taxa básica Selic, hoje ⁠em 15%.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ⁠ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais ⁠baixos nos últimos meses.

No exterior, às 17h12, ⁠o índice do dólar -- ⁠que ​mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,15%, a 97,585.

Reuters

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