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Economistas melhoram projeções para déficit fiscal e dívida pública em 2026 e 2027, mostra Prisma

Economistas melhoram projeções para déficit fiscal e dívida pública em 2026 e 2027, mostra Prisma

Reuters

15/04/2026

Placeholder - loading - Moedas de real retratadas no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 2010. REUTERS/Bruno Domingos
Moedas de real retratadas no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 2010. REUTERS/Bruno Domingos

BRASÍLIA, 15 Abr (Reuters) - Economistas consultados pelo ​Ministério da Fazenda melhoraram suas projeções para o déficit primário do governo central em 2026 e 2027, apontando ainda uma redução na expectativa para a dívida pública, mostrou o relatório Prisma divulgado nesta quarta-feira.

A mediana das expectativas para o déficit primário em 2026 passou a R$59,019 bilhões, de R$65,959 bilhões em março. Para 2027, a previsão é de déficit de R$50,359 bilhões, dado melhor que a estimativa anterior de rombo de R$56,212 bilhões.

O ⁠governo ⁠tem como meta alcançar um superávit ​de 0,25% ‌do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e um superávit de 0,50% do PIB em 2027, mas há despesas que não são consideradas para efeitos da meta, que conta ainda com uma margem ⁠de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.

O Prisma estimou ​que a dívida bruta do governo ficará em 83,28% do PIB ​em 2026, contra previsão de 83,41% apontada ‌em março. Para ​2027, a ⁠expectativa é que o indicador salte para 86,60% do PIB em 2027, um pouco abaixo do patamar de 86,75% estimado no relatório anterior.

A equipe econômica ​do governo tem argumentado que o endividamento segue em trajetória de alta apesar de uma melhora nos resultados primários por conta do nível alto da taxa Selic, que eleva o gasto do governo com juros ​da dívida pública.

O Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual em março, a 14,75% ao ano, sem indicar quais serão os próximos passos para os juros básicos, citando um cenário mais incerto com a guerra no Irã.

Do lado da arrecadação, a expectativa mediana da receita líquida do governo central subiu para este ano e o próximo. A projeção ​indica a entrada de R$2,537 trilhões em 2026, contra R$2,520 trilhões estimados antes. ‌Em 2027, o dado é ⁠visto em R$2,682 trilhões, contra R$2,677 trilhões projetados há um mês.

Na frente dos gastos, houve alta na previsão para as despesas do governo ⁠central neste ano, a R$2,597 trilhões, de R$2,588 ⁠trilhões anteriormente, e em 2027, ⁠indo a R$2,733 ⁠trilhões, ​de R$2,732 trilhões estimados no mês passado.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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