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Economistas projetam déficit primário menor em 2026 e 2027, mostra Prisma

Economistas projetam déficit primário menor em 2026 e 2027, mostra Prisma

Reuters

14/07/2026

Placeholder - loading - Moedas de real retratadas no Rio de Janeiro, 15 de outubro de 2010, REUTERS/Bruno Domingos
Moedas de real retratadas no Rio de Janeiro, 15 de outubro de 2010, REUTERS/Bruno Domingos

14 Jul (Reuters) - Economistas consultados pelo Ministério ​da Fazenda melhoraram suas projeções para o déficit primário do governo central em 2026 e 2027, mostrou o relatório Prisma divulgado nesta terça-feira.

A mediana das expectativas para o déficit primário em 2026 passou para R$58,077 bilhões no relatório de julho, de R$59,016 bilhões em junho. Para 2027, a previsão é de déficit de R$53,878 bilhões, rombo menor que a estimativa anterior de R$54,716 bilhões.

O governo tem como meta alcançar um superávit de 0,25% ⁠do ⁠Produto Interno Bruto em 2026 e ​de ‌0,50% em 2027, mas há despesas que não são consideradas para efeitos da meta, que conta ainda com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.

O Prisma estimou que a ⁠dívida bruta do governo ficará em 83,00% do PIB em 2026, ​mesma previsão apontada em junho. Para 2027, a expectativa é que ​o indicador salte para 86,50% do PIB, ‌percentual também igual ​ao ⁠estimado no mês anterior.

A equipe econômica do governo tem argumentado que o endividamento segue elevado apesar de uma melhora em resultados primários por conta do nível ​alto da taxa básica Selic, que eleva o gasto com juros da dívida pública.

A Selic está atualmente em 14,25% ao ano, mas no mercado há a expectativa de que o Banco Central promova novo ​corte de 25 pontos-base no início de agosto. O recrudecimento da guerra entre EUA e Irã no Oriente Médio, no entanto, mantém o cenário para os juros nebuloso em função dos impactos inflacionários do conflito ao redor do mundo, incluindo o Brasil.

Do lado da arrecadação, a expectativa mediana da receita líquida do governo central para este ano apontada no Prisma ​subiu para R$2,567 trilhões de R$2,555 trilhões no levantamento anterior. Para 2027, a ‌projeção é de R$2,732 trilhões, ⁠contra R$2,723 trilhões do levantamento anterior.

Na frente dos gastos, houve alta na previsão para as despesas do governo central neste ano, a R$2,626 ⁠trilhões, de R$2,619 trilhões anteriormente. No caso de ⁠2027, a projeção das despesas ⁠é de R$2,776 ⁠trilhões, ​igual ao verificado um mês antes.

(Por Fabrício de Castro; edição de Isabel Versiani)

Reuters

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