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    Em outro país talvez fosse classificado como genocídio, diz Doria sobre atitude de Bolsonaro

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    Doria, em entrevista em São Paulo 7/1/2021 REUTERS/Amanda Perobelli

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    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O comportamento do presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia de Covid-19 talvez fosse considerado genocídio em um outro país, disse nesta sexta-feira o governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB).

    Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Doria classificou como 'inacreditável' declaração dada mais cedo por Bolsonaro de que o governo federal fez a sua parte para enfrentar o colapso da saúde pública em Manaus, onde pacientes morreram asfixiados por falta de oxigênio.

    'Em outro país isso talvez fosse classificado como genocídio', disse Doria, que antes chegou a se exaltar e bater com o telefone celular no púlpito ao ler uma notícia divulgada pela CNN Brasil de que o Estado do Amazonas estava pedindo a outros Estados que recebam bebês prematuros afetados pela falta de oxigênio no sistema hospitalar de Manaus.

    'Gente, é o fim do mundo isso! É o fim do mundo! Para quem é pai, quem é mãe, não tem oxigênio para bebê!', afirmou.

    Doria é desafeto político de Bolsonaro e apontado como provável candidato à Presidência da República em 2022, enquanto Bolsonaro, que ataca frequentemente o governador paulista, já anunciou que tentará a reeleição.

    Em conversa com apoiadores ao deixar o Palácio do Planalto na manhã desta sexta-feira, Bolsonaro classificou como 'terrível' a situação vivida por Manaus, ao mesmo tempo que disse que o governo federal fez sua parte.

    'Terrível o problema lá. Agora, nós fizemos a nossa parte', disse. 'As Forças Armadas deslocaram para lá um hospital de campanha, o ministro da Saúde esteve lá na segunda-feira providenciou oxigênio', disse.

    Manaus, capital do Amazonas, enfrenta o momento mais crítico de saúde pública desde o início da pandemia, de acordo com autoridades estaduais, e a elevação da demanda por oxigênio causada pelo aumento de casos da doença fez com que o produto faltasse, gerando uma situação dramática nos hospitais.

    Escrito por Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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