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Empresários viam inflação menor e economia melhor até eclosão da guerra no Irã, mostra pesquisa Firmus

Empresários viam inflação menor e economia melhor até eclosão da guerra no Irã, mostra pesquisa Firmus

Reuters

30/03/2026

Placeholder - loading - Logotipo do Banco Central do Brasil em sua sede em Brasília, Brasil, em 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado
Logotipo do Banco Central do Brasil em sua sede em Brasília, Brasil, em 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 30 Mar (Reuters) - ​Empresas consultadas pelo Banco Central apresentaram uma visão mais otimista para a inflação neste ano e uma melhora na percepção da economia, segundo pesquisa publicada pela autoridade monetária nesta segunda-feira com dados coletados antes da eclosão da guerra no Irã.

Em nova edição da pesquisa Firmus, que traz a percepção de empresas de fora do setor ⁠financeiro ⁠sobre seus negócios e as ​principais ‌variáveis econômicas, a mediana das expectativas para a inflação em 2026 passou de 4,2% no relatório publicado em dezembro para 4,0%. A projeção foi ⁠mantida em 4,0% para 2027 e, para 2028, os ​empresários estimaram inflação de 3,8%, na primeira vez que ​o dado foi divulgado para ‌esse ano.

De acordo ​com ⁠a pesquisa, a percepção sobre a situação econômica atual no país melhorou pela segunda edição consecutiva, enquanto o otimismo ​quanto ao desempenho relativo do setor de atuação da empresa consultada avançou em relação ao trimestre anterior, atingindo o maior nível dos últimos cinco trimestres.

Apesar da ​melhora na percepção, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 1,8% para 2026, mesma alta estimada para 2027.

A Firmus tem coletas trimestrais e o resultado divulgado nesta segunda diz respeito à percepção apresentada por 309 empresas participantes entre 9 e 27 ​de fevereiro, antes do início dos ataques dos Estados Unidos ‌e Israel contra o ⁠Irã.

A eclosão da guerra no Oriente Médio, que gerou forte impacto sobre a cadeia logística do petróleo, provocou ⁠volatilidade e elevações na cotação ⁠do barril, com bancos centrais ⁠prevendo pressões ⁠inflacionárias ​como decorrência desse choque.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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