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    Empréstimo em avaliação para elétricas poderia envolver R$17 bi, dizem fontes

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    14/08/2015. REUTERS/Paulo Whitaker

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    Por Luciano Costa

    SÃO PAULO (Reuters) - Uma operação em avaliação no governo que envolveria empréstimos emergenciais para apoiar distribuidoras de energia, que temem sofrer fortes perdas devido a impactos do coronavírus sobre o setor, poderia movimentar até cerca de 17 bilhões de reais, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento das conversas.

    As concessionárias de distribuição têm mostrado preocupação com a acentuada redução da demanda por energia e com uma possível disparada da inadimplência devido a medidas de isolamento adotadas pelo Brasil contra a disseminação do vírus.

    Uma das saídas que vêm sendo discutidas pelo segmento junto ao governo seria a viabilização de empréstimos às elétricas para cobrir perdas de caixa enquanto durar a crise gerada pela pandemia, embora a ideia ainda não seja um consenso entre os envolvidos nas negociações, disse uma das fontes.

    A possível operação de apoio às elétricas, que poderia envolver o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou um 'pool' de bancos, incluindo privados, foi alvo de ampla reunião entre governo e representantes de distribuidoras nesta quinta-feira, com participação de dezenas de pessoas por meio de videoconferência, disseram as fontes.

    'Falam em aproximadamente 17 bilhões de reais', disse a primeira fonte, que falou sob a condição de anonimato porque as conversas sobre o tema são privadas.

    'Há diversos cenários, esse valor está dentro dos cenários, mas não é o único (projetado). Isso é basicamente considerando perdas de mercado e questões de inadimplência', disse uma segunda fonte, que tem conhecimento das discussões.

    Até o momento, no entanto, não há decisão tomada, uma vez que o governo e técnicos do setor de energia que participam das conversas ainda não chegaram a um consenso sobre a necessidade ou conveniência dos empréstimos de apoio às distribuidoras e sobre como lidar com eventuais impactos sobre os consumidores.

    Há no momento uma visão mais favorável à operação no Ministério de Minas e Energia, enquanto parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem mostrado resistência caso a saída desenhada envolva repasse de custos aos consumidores finais, disse a primeira fonte.

    Segundo essa fonte, há hoje mais diretores contrários à ideia na Aneel do que favoráveis.

    Em meio às negociações com o governo por ajuda, diversas distribuidoras enviaram na quarta-feira notificações a geradores em que classificam a pandemia de coronavírus como um 'evento de força maior' que poderia justificar reduções de volumes em contratos de compra de energia.

    A italiana Enel, uma das que enviou os avisos, destacou nas notificações que tem mantido interlocução com autoridades 'em busca de uma solução sistêmica' para os problemas ocasionados pelo coronavírus.

    Procurado, o Ministério de Minas e Energia não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

    (Por Luciano Costa)

    Escrito por Reuters

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