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ENTREVISTA-Coamo prevê receita de até R$15 bi em 2018, com alta da soja e frota própria

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Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - Uma conjunção de fatores positivos pode elevar o faturamento da Coamo, maior cooperativa agrícola do Brasil, em cerca de 35 por cento em 2018, para até 15 bilhões de reais, disse à Reuters seu presidente, um ícone do agronegócio do Brasil.

José Aroldo Gallassini, um dos fundadores da cooperativa com sede em Campo Mourão (PR) nos anos 70, disse que a Coamo ampliará seus ganhos neste ano contando com melhores preços da soja no Brasil, que está sendo beneficiado pela disputa entre EUA e China.

Além disso, a cooperativa que atua no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul colhe agora os frutos de uma retenção de vendas da produção de grãos do ano passado --em 2018, a safra está sendo comercializada a melhores valores que em 2017, com a ajuda também do câmbio favorável.

Não bastasse a conjuntura de mercado positiva, a Coamo praticamente passou ilesa à confusão gerada pela implementação pelo governo brasileiro de uma tabela de frete rodoviário, uma vez que possui uma grande frota própria, evitando custos adicionais com o transporte que estão ameaçando multinacionais do agronegócio como a Cargill.

'O cooperado não vendeu a produção total do ano passado, deixou um pouco para este ano. Assim, devemos ter faturamento bem maior em 2018. Vai para 14 a 15 bilhões... agora está vendendo bem, e está vendendo volume', afirmou Gallassini, em entrevista por telefone.

O crescimento na receita da Coamo, que fechou 2017 com 11,07 bilhões de reais, queda de 3,3 por cento ante 2016, ocorrerá apesar de uma redução de 30 a 35 por cento na safra de milho afetada pela seca, que deverá levar a cooperativa a reduzir seu recebimento total de grãos para um patamar inferior às históricas 7,66 milhões de toneladas de 2017.

'Agora tem esse aspecto da China, a briga com o americano favoreceu os preços. Será um ano bom apesar do tumulto', disse ele, referindo-se às condições do mercado de soja em Chicago, que atingiu mínimas de cerca de dez anos neste mês, diante de tarifas de 25 por cento impostas pela China à soja dos EUA a partir de julho.

A situação vem sendo compensada por prêmios maiores pela soja do Brasil, que deverá elevar o plantio da oleaginosa a partir de setembro, de olho em um maior mercado chinês com as restrições aos norte-americanos pelo principal comprador global.

Do total que a cooperativa recebe, a soja representa a maior parte, ou quase cerca de 5 milhões de toneladas. E o produto está sendo negociado pela Coamo a valores muito maiores do que no ano passado.

'A soja chegou a até 80 reais (a saca), conforme a região... Ano passado teve uma parte vendida a 60, outra a 70 reais', comentou ele, ressaltando que as cotações do milho também estão muito mais altas do que em 2017, pela quebra da segunda safra em função da seca, que tem ameaçado agora o trigo.

'Em relação ao custo de produção, esse valor está muito bom, o cooperado está vendendo... Orientamos para vender, para fazer a média da sua produção. Se jogar, pode ganhar muito, mas também pode perder muito...', ponderou ele, ressaltando que o produtor precisa se precaver, até porque de uma hora para outra os norte-americanos podem se acertar com os chineses.

Com boa rentabilidade, a expectativa é de que os produtores da região da Coamo no Paraná e Santa Catarina invistam na próxima safra de soja, mas não em aumento de plantio, até porque essas áreas já têm limites de uma agricultura consolidada e o milho é deixado para a chamada 'safrinha'.

Em Mato Grosso do Sul, sim, haveria possibilidade de algum incremento de plantio.

'O cooperado já vendeu 15 por cento da safra (de soja) que ele vai plantar, por causa dos bons preços', disse Gallassini, comentando que situação de tamanha venda antecipada na Coamo é incomum para o plantio que começa em setembro.

FRETE

A Coamo, assim como todo o Brasil, sofreu os impactos da paralisação dos caminhoneiros em maio, mas tem lidado bem com consequências do protesto.

A cooperativa tem conseguido driblar os efeitos dos maiores custos gerados pela instituição de uma tabela de frete mínimo. Isso porque conta com grande frota própria.

'Temos 780 caminhões, compramos mais 151 caminhões... está para chegar, um pouco é aumento de frota e outro é para renovar a frota mesmo', revelou Gallassini, lembrando ainda que a cooperativa conta também com 400-450 veículos da chamada 'frota dedicada', que são veículos contratados por todo o ano previamente.

A cooperativa ainda usa a chamada 'frota spot' ou eventual, em momentos de maior volume.

'Tem que mudar essa tabela, não estão fluindo os fretes (do setor)... No caso da Coamo, não vamos ter esse problema... É uma pena que chegou neste impasse', disse o presidente da Coamo, que espera uma solução da parte do governo ou da Justiça.

A compra dos 151 caminhões pela Coamo foi planejada antes da paralisação dos caminhoneiros, notou o executivo, lembrando que a renovação e o crescimento da frota da cooperativa visam garantir a expansão dos negócios.

(Por Roberto Samora)

Escrito por Thomson Reuters

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Air Europa traz moderno Boeing 787 Dreamliner na rota de Salvador a Madri

A companhia aérea Air Europa retomará suas atividades na capital baiana a partir do dia 21 de dezembro. Os voos têm previsão de decolagem sempre às quartas e sextas-feiras, embarcando os passageiros no moderno Boeing 787 Dreamliner, considerado um dos mais eficientes equipamentos à disposição no mercado.

A Vinci, operadora do Aeroporto Internacional de Salvador - Dep. Luís Eduardo Magalhães, comemora a volta da parceria com a companhia espanhola, após o hiato ocasionado pela pandemia do Covid-19. “Madri é uma das cidades mais emblemáticas da Europa e a retomada do voo tornará mais fácil para nossos passageiros voar para o continente. Estamos muito animados com a volta do voo da Air Europa, que atenderá a uma demanda crescente do turismo receptivo à cidade de Salvador, tanto para passageiros quanto para cargas”, disse David Thompson, diretor comercial do Aeroporto de Salvador.

Modernidade

O novo avião da Air Europa é o mais sustentável disponível no mercado atualmente. Entre suas vantagens, destacam-se a redução em 60% do impacto sonoro emitido, além da redução de 20% de consumo de combustível. A aeronave não impacta apenas na sustentabilidade, mas também no conforto oferecido ao passageiro, com uma nova classe executiva e entretenimento individual na classe econômica. Os passageiros poderão contar, ainda, com serviço wi-fi, com diferentes opções, de acordo com o volume de navegação necessária, streaming, além de um completo e variado entretenimento audiovisual.

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As 5 capas de álbum mais icônicas da história

Uma boa identidade visual tem a função de atribuir significado e sentido para aquilo que nossos ídolos querem transmitir através de suas canções. Como música é uma arte de muitas camadas e facetas, o que está estampado nas capas de álbuns é essencial para nos aprofundarmos ainda mais nas composições alheias. Por isso, a Antena 1 decidiu explorar algumas das capas que mais se destacaram na indústria da música.

Confira:

Breakfast in America – Supertramp

O sexto álbum de estúdio da banda de rock inglesa, Supertramp, foi lançado em 1979. A arte da capa foi desenvolvida pelos artistas Mike Doud e Mick Haggerty, e desenvolvida pelo próprio grupo. A ideia era representar todas as mudanças e dificuldades pelas quais os membros estavam passando por se mudar da Inglaterra para os Estados Unidos.

[music-item artistSlug=supertramp musicSlug=goodbye-stranger]

O design representa diversos monumentos de Manhattan como se fossem parte de uma mesa de café da manhã. Um exemplo disso é a própria garçonete que veste um uniforme amarelo mostarda, a mulher representa a Estátua da Liberdade.

Com um ar cômico e muito criativo, a capa ficou extremamente reconhecida. Logo, no 22º Grammy Awards em 1980, “Breakfast in America” ganhou dois prêmios de Melhor Pacote de Álbum e Melhor Gravação Não Clássica

Alladin Sane – David Bowie

O sexto álbum de estúdio do músico inglês, David Bowie foi divulgado em 1973, e até hoje é um grande marco na história da música. A arte é um dos grandes símbolos que marcaram a carreira do camaleão, e foi desenvolvida por Brian Duffy.

Com grande influência dos Rolling Stones em suas músicas, o álbum apresenta um novo personagem do artista, Alladin Sane. O nome é um trocadilho com "A Lad Insane" (um rapaz insano, em tradução livre), que Bowie descreveu como "Ziggy Stardust vai para a América". O britânico já tinha um grande e conhecidíssimo personagem que virou o pseudônimo do artista, Ziggy Stardust – ele foi a persona de palco de Bowie durante 1972 e 1973.

A arte da capa, fotografada por Brian Duffy, foi a capa mais cara já feita na época. Mostra um raio no rosto de Bowie e representa a dupla personalidade do personagem Aladdin Sane, além os sentimentos mistos que Bowie tinha sobre suas turnês e o estrelato. É considerada uma de suas imagens mais icônicas da indústria.

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – The Beatles

Os Beatles possuem diversas capas revolucionárias, porém a do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” é icônica demais e tem muitos significados escondidos. O disco foi divulgado em 1967 e a arte desenvolvida por Paul McCartney, Peter Blake, Jann Haworth e Robert Fraser.

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