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ENTREVISTA-Questão de Bebianno não muda em nada disposição para reformas, diz Major Olimpio

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Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do PSL paulista, senador Major Olimpio, afirmou nesta quinta-feira em entrevista à Reuters que o caso envolvendo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, 'não muda absolutamente nada' a disposição do governo de levar adiante a agenda de reformas econômicas, como a reforma da Previdência, e um pacote anti-crime.

'Não muda absolutamente nada no cenário do tamanho da necessidade, do tamanho do buraco que está o país, do tamanho do descalabro da violência e da criminalidade. Deus me livre! Isso aí nem o mais ferrenho opositor vai colocar um ruído de comunicação dentro do Executivo como fazer um cavalo de batalha para obstruir a esperança de recuperação do país', disse Olimpio.

Na véspera, Bolsonaro deu uma entrevista em que disse ter determinado à Polícia Federal que investigue denúncias de que seu partido, o PSL, repassou dinheiro público para candidatos de fachada na eleição do ano passado e garantiu que Bebianno, que presidiu o partido durante o processo eleitoral e um dos principais articuladores da campanha presidencial, deixará o cargo se estiver envolvido.

Pouco antes, seu filho, o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, tinha dito em rede social que Bebianno mentira ao afirmar que tinha conversado com o presidente sobre as denúncias. Bolsonaro disse que não tratou do caso com seu ministro da Secretaria-Geral e classificou de “mentira” qualquer afirmação em contrário.

Olimpio defendeu a permanência de Bebianno à frente do ministério e argumentou que seria 'impossível' o então presidente do PSL fazer o acompanhamento sobre a destinação e o uso dos recursos públicos de todas as candidaturas estaduais do partido.

Durante a campanha, a direção do PSL reservou o repasse de recursos públicos do chamado fundo partidário para as direções estaduais. Olimpio, presidente do PSL em São Paulo, disse não ter usado esses recursos.

'Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se o problema foi dizer da conduta do Bebianno por ação de utilização do fundo eleitoral, sou testemunha como presidente do partido em São Paulo: seria absolutamente impossível de ele, como dirigente, fazer esse controle da destinação depois da utilização', disse o senador.

Olimpio disse que no caso do diretório de Pernambuco, onde há suspeita de uso irregular de recursos, caberia à candidata e ao próprio partido naquele Estado explicar e não a Bebianno. Ele espera que haja uma conversa entre o Bolsonaro e Bebianno para superar essa situação, com o ministro ficando no governo.

'Penalizar o Bebianno numa situação dessas acho que não seria justo', disse o senador. 'Minha expectativa é da continuidade dele no ministério. Nada disso pode ou vai comprometer os nossos objetivos que são a recuperação da economia', completou.

O senador, que não falou nem com Bolsonaro nem com Bebianno desde o início da crise, destacou a atuação do atual ministro da Secretaria-Geral durante a campanha eleitoral e disse que seria 'leviano' se queixar da conduta dele. Destacou que, ao contrário, como presidente do PSL o agora ministro foi responsável por garantir o lançamento de sua chapa ao Senado perto da data limite de inscrição.

'Ele (Bebianno) me ajudou em todos os momentos, deu apoio com advogado. Só tenho boas referências dele à frente da direção do partido e quando acompanhava o candidato a presidente', destacou.

LITURGIA

O presidente do PSL paulista, senador mais votado da história, ressalvou não querer fazer uma avaliação sobre a atuação de Carlos Bolsonaro no episódio. Disse que no relacionamento familiar a relação de estreita confiança é normal em todos os países, com pessoas tendo um acesso 'diferenciado' ao poder.

'Mas há uma liturgia dos cargos e das funções, uma hierarquia em todas as estruturas que deve ser respeitada ao máximo, porque no momento em que se cria situações e caminhos extraordinários, isso em determinado momento pode gerar conflito. Isso é lá na realeza da Inglaterra, ocorre nos Estados Unidos, berço da democracia, em todas as circunstâncias', disse.

'Agora, quando tem a difusão pública, isso momentaneamente --até que haja o esclarecimento-- cria um ruído sim, tanto que estamos conversando sobre isso', completou.

O senador disse que as eleições de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado e da senadora Simone Tebet (MDB-MS) para o comando da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, colegiado por onde vai passar a reforma da Previdência, dão sinalizações positivas para o avanço da agenda.

Mas ele disse que não dá para, de antemão, dizer que já há 49 votos, número mínimo para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com mudanças nas regras da Previdência.

'Estou vendo com muita expectativa, não dá para dormir em berço esplêndido e dizer que tem (os votos)', disse.

Escrito por Thomson Reuters

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