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Enviado israelense e funcionária da ONU batem boca em audiência sobre crianças em situações de conflito

Enviado israelense e funcionária da ONU batem boca em audiência sobre crianças em situações de conflito

Reuters

19/06/2026

Placeholder - loading - O representante permanente de Israel junto às Nações Unidas, Danny Danon, discursa na sede da ONU, em Nova York, EUA 11 de março de 2026 REUTERS/Shannon Stapleton
O representante permanente de Israel junto às Nações Unidas, Danny Danon, discursa na sede da ONU, em Nova York, EUA 11 de março de 2026 REUTERS/Shannon Stapleton

19 Jun (Reuters) - As convenções diplomáticas ​foram deixadas de lado na Organização das Nações Unidas nesta sexta-feira, quando o embaixador de Israel e a representante especial do secretário-geral da ONU para crianças e conflitos armados se envolveram em uma acalorada discussão durante uma audiência pública.

Em uma reunião em Nova York para marcar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Sexual em Conflitos, o enviado israelense, Danny Danon, exigiu a renúncia de ⁠Pramila ⁠Patten -- autora de relatório que, ​pela primeira ‌vez, colocou Israel na lista de responsáveis por supostos abusos do tipo --, acusando-a de parcialidade.

“Você cedeu à obsessão do secretário-geral em atacar Israel”, disse Danon, referindo-se ao chefe ⁠da ONU, António Guterres.

Outra funcionária da ONU, Vanessa Frazier, ​representante de Guterres para crianças e conflitos armados e autora ​de um relatório separado que também ‌insere Israel na ​lista, interrompeu, ⁠gritando uma questão de ordem. Ela exigiu que Danon se abstivesse de “ataques pessoais” e acrescentou que tinha “evidências comprovadas”.

Danon disse que Frazier deveria ​ficar calada.

“Somos um Estado-membro, e você trabalha para a ONU, e vai ficar calada agora. Você vai ficar calada... você e seu relatório vergonhoso”, disse ele.

Frazier, ex-embaixadora de Malta na ​ONU, divulgou seu relatório nesta semana em nome de Guterres, alertando que grupos de colonos israelenses poderiam ser incluídos em uma lista global por violações contra crianças, enquanto o chefe da ONU expressava preocupação com o que chamou de um aumento “impressionante” das violações contra crianças palestinas.

Israel já figura nos anexos da chamada “lista da vergonha” ​desse relatório por supostas violações.

Quando o relatório de Patten foi divulgado ‌no mês passado, Danon o ⁠chamou de “um novo ponto baixo” e o Ministério das Relações Exteriores de Israel prometeu romper todos os laços com Guterres, ⁠que deixa o cargo no final do ⁠ano, após 10 anos no ⁠posto.

Os dois relatórios ⁠também ​colocam na lista o Hamas, arqui-inimigo de Israel.

(Reportagem de David Brunnstrom)

Reuters

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