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Equipe de Trump investigou agência eleitoral sobre votação de 2020 antes de demitir seus integrantes

Equipe de Trump investigou agência eleitoral sobre votação de 2020 antes de demitir seus integrantes

Reuters

17/07/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump 14 de julho de 2026 REUTERS/Evan Vucci
Presidente dos EUA, Donald Trump 14 de julho de 2026 REUTERS/Evan Vucci

Por Bo Erickson e Erin Banco

WASHINGTON, 17 Jul (Reuters) - O governo ​do presidente Donald Trump passou mais de um ano analisando minuciosamente a agência federal que supervisiona os sistemas eleitorais dos EUA, questionando sua conduta durante a eleição presidencial de 2020 e avaliando possíveis novos líderes antes de demitir seus comissários na semana passada, de acordo com documentos vistos pela Reuters e por duas pessoas a par das discussões.

Essa iniciativa, até então não divulgada, lança luz sobre a tentativa do republicano Trump de exercer maior influência sobre as eleições federais, após anos contestando sua derrota em 2020 para o democrata Joe Biden.

A Comissão de Assistência Eleitoral, uma agência bipartidária pouco conhecida que auxilia no teste e na certificação de sistemas eleitorais, poderia desempenhar um papel central à medida que o ⁠governo pressiona por ⁠mudanças no voto e na administração eleitoral antes ​das eleições ‌de meio de mandato de novembro. Os republicanos afirmam que as medidas reforçariam a segurança eleitoral, mas os democratas argumentam que elas visam restringir o acesso dos eleitores.

Em um discurso na quinta-feira, Trump retomou muitas de suas alegações de longa data de que as eleições nos EUA não são confiáveis e prometeu trabalhar ⁠com os Estados para resolver supostas vulnerabilidades nos sistemas eleitorais antes que os eleitores se ​dirijam às urnas.

QUESTÕES SOBRE PAPEL DA AGÊNCIA NA CAMPANHA PARA AS ELEIÇÕES DE MEIO DE MANDATO

“Se você observar ​o processo de votação hoje, ele está em péssimo estado em ‌tantos estados, e estamos nos ​comprometendo a ⁠consertá-lo. Também estamos nos comprometendo a trabalhar com esses estados e jurisdições locais para ajudá-los a corrigir e sanar vulnerabilidades técnicas conhecidas antes das eleições de meio de mandato”, disse Trump em seu discurso. “Queremos que essas eleições sejam honestas.”

Trump e a ​Casa Branca não revelaram qual papel, se é que há algum, eles preveem para a comissão nesse esforço.

Na semana passada, Trump demitiu os dois comissários democratas da agência e permitiu que seu único comissário republicano renunciasse, deixando o painel de quatro membros vago após a saída do outro comissário republicano em abril.

Após as demissões, a Casa Branca afirmou que ​Trump “se reserva o direito de destituir indivíduos que possam não estar totalmente alinhados com a importante tarefa de garantir a segurança das eleições nos Estados Unidos”.

Documentos analisados pela Reuters mostram que autoridades do governo já questionavam o trabalho da agência nas eleições de 2020 e sua capacidade de proteger as urnas eletrônicas, além de avaliar possíveis novos comissários, muito antes das demissões.

Trump passou anos contestando sua derrota em 2020, apesar de os tribunais, recontagens e análises eleitorais não terem encontrado evidências de fraude generalizada.

As eleições nos EUA são de competência dos estados. A agência eleitoral federal elabora diretrizes voluntárias ​para a tecnologia de votação utilizada pelos estados e supervisiona os testes e a certificação dos sistemas eleitorais. Ela também ‌tem autoridade para revogar a certificação de sistemas eleitorais, ⁠embora nunca tenha feito isso em seus 24 anos de história.

Antes de destituir a liderança da comissão, autoridades do governo passaram meses buscando maneiras de contornar a agência enquanto pressionavam para acelerar iniciativas que incluíam mudanças nas ⁠orientações sobre urnas eletrônicas e nos requisitos de comprovação de cidadania, conforme noticiado ⁠anteriormente pela Reuters.

A Casa Branca não respondeu quando questionada ⁠sobre os documentos analisados ⁠pela ​Reuters ou sobre seus planos para substituir os comissários. Quaisquer comissários indicados por Trump precisam ser confirmados pelo Senado dos EUA.

Reuters

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