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    Equipe econômica discorda de pontos de projeto de auxílio a Estados e quer discussão no Senado, diz Sachsida

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    Uma das sedes do Ministério da Economia em Brasília 03/01/2019 REUTERS/Adriano Machado

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    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta terça-feira que a equipe econômica não concorda com pontos do projeto de auxílio a Estados e municípios aprovado na véspera na Câmara dos Deputados, e que quer ver debate sobre o tema antes da apreciação pelo Senado.

    Em conversa virtual com profissionais da XP, Sachsida afirmou que a garantia a Estados de que terão o mesmo nível de ICMS do ano passado fará com que o repasse de recursos a São Paulo, por exemplo, seja muito maior do que ao Piauí.

    'Está correto isso? Será que é isso que nós queremos? Nós queremos mandar mais dinheiro para Estado mais rico e menos para Estado mais pobre?', disse.

    'Será que uma transferência per capita não seria superior? Será que uma transferência focada no sistema de saúde não seria superior?', completou.

    O secretário avaliou que essas são questões legítimas e que devem ser amplamente debatidas, fazendo um apelo para que essa discussão seja 'honesta e transparente'.

    Na noite de segunda-feira, a Câmara aprovou projeto de compensação a Estados e municípios, em modelo de 'seguro-receita', pela queda na arrecadação decorrente da crise do coronavírus. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estimou que o impacto para a União seria de 80 bilhões de reais.

    Considerando a forma como está, o projeto tem oposição da equipe econômica e o ministro Paulo Guedes tem dito que recomendará ao presidente Jair Bolsonaro que vete o texto.

    Guedes avaliou na véspera que a ajuda a Estados e municípios no modelo de compensação por perda de receitas com impostos seria uma irresponsabilidade e um cheque em branco.

    Em mensagem encaminhada a jornalistas, ele também afirmou que esse mecanismo geraria um descuido na gestão das arrecadações estaduais e municipais, uma vez que toda perda seria compensada pela União --ou seja, pelos contribuintes.

    CONGELAMENTO DE SALÁRIOS

    Segundo Sachsida, também é preciso colocar no radar a discussão sobre o congelamento de salários do funcionalismo em meio à crise do coronavírus, num momento em que o resto da sociedade dá sua contribuição para a preservação de empregos e empresas.

    A equipe econômica queria condicionar a transferência direta de recursos a Estados e municípios ao compromisso dos governos em não dar reajustes ao funcionalismo por dois anos, mas o tema acabou de fora do texto aprovado pela Câmara.

    O secretário pontuou que não é 'tão complicado' passar esse período sem aumento, uma vez que a inflação está baixa.

    Sachsida reforçou a importância de o país prosseguir na agenda de reformas e consolidação fiscal após o período emergencial da crise, mantendo a regra do teto de gastos como pilar.

    Sobre as medidas já adotadas pelo governo até aqui, ele avaliou que elas são robustas e foram tomadas 'muito antes' do sistema público de saúde entrar em colapso.

    O secretário disse haver preocupação do governo com o dinheiro chegando na ponta em iniciativas de crédito. Nesse sentido, pontuou ser necessário direcionar crédito para microempresas, frisando, sem dar detalhes, que o governo está 'bem atento' a isso.

    'Hoje quando você compara as medidas de política fiscal e monetária, você vai chegar a cifras próximas de 1 trilhão (de reais). Desse trilhão, você tem algo como 250, 280 (bilhões de reais) de primário. Então as nossas medidas foram tempestivas, foram de magnitude expressiva e estão em linha com a moderna teoria econômica', afirmou.

    Escrito por Reuters

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