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Erdogan presenteia líderes da Otan com revólver após cúpula na Turquia

Erdogan presenteia líderes da Otan com revólver após cúpula na Turquia

Reuters

09/07/2026

Placeholder - loading - Arma oferecida pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ao primeiro-ministro belga, Bart De Wever, na cúpula da Otan em Ancara Gabinete do primeiro-ministro da Bélgica/Imagem cedida via REUTERS
Arma oferecida pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ao primeiro-ministro belga, Bart De Wever, na cúpula da Otan em Ancara Gabinete do primeiro-ministro da Bélgica/Imagem cedida via REUTERS

MADRI, 9 Jul (Reuters) - O primeiro-ministro da Bélgica, Bart De ​Wever, ficou surpreso ao desembarcar em seu país após a cúpula da Otan realizada na Turquia na quarta-feira e descobrir que havia uma arma e munição em sua bagagem.

Depois que os líderes da Otan se reuniram para a cúpula de quarta-feira em Ancara, o anfitrião, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, entregou a cada um deles um presente de despedida incomum: um revólver antigo, acompanhado de munição real, indicando que não se tratava apenas de um objeto de decoração.

Erdogan queria destacar a indústria de defesa da Turquia, que se tornou uma importante ferramenta de exportação e de política externa.

Imagens compartilhadas pelo gabinete do presidente lituano, ⁠Gitanas Nauseda, mostraram ⁠o que parecia ser um Gumusay .357 Magnum, ​um raro ‌revólver de seis tiros produzido pela fabricante turca de armas MKE na década de 1990.

Ele estava exposto em uma caixa de madeira com a bandeira da Turquia e o logotipo da Otan, além de uma placa com a inscrição “Gumusay, a primeira arma do tipo revólver produzida em ⁠nosso país”, em turco e inglês.

NOMES GRAVADOS EM REVÓLVER

O porta-voz do primeiro-ministro espanhol, Pedro ​Sánchez, afirmou que todos os líderes receberam o mesmo modelo, gravado com seus próprios nomes.

De Wever, ​da Bélgica, entregou o seu revólver à polícia do ‌aeroporto de Bruxelas para que ​fosse guardado ⁠em um cofre.

Um assessor do presidente polonês, Karol Nawrocki, disse à rádio RMF FM que seu revólver estava aguardando o desembaraço aduaneiro no Aeroporto de Varsóvia e seria guardado em um local apropriado “para que, em primeiro ​lugar, esteja seguro e, em segundo lugar, seja respeitado como um presente”.

“Certamente ninguém vai atirar com ele”, acrescentou.

Os gabinetes dos primeiros-ministros da Holanda e da Suécia informaram que seus revólveres haviam sido levados para suas respectivas embaixadas em Ancara. O revólver holandês deveria ser desativado, enquanto o sueco aguardava a documentação ​de importação.

A arma entregue a Keir Starmer, do Reino Unido, veio acompanhada de um kit de limpeza e 500 balas, informou uma fonte de Downing Street.

O revólver da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, já estava guardado na sede do governo, o Palazzo Chigi, junto com outros presentes oficiais.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pretendia doar o seu a um museu militar.

A moderna indústria de armas de mão da Turquia concentra-se principalmente em armas semiautomáticas, o que torna o Gumusay uma espécie de curiosidade para colecionadores.

Os ​fabricantes turcos de armas entraram com força no mercado europeu de armas de fogo civis com pistolas e espingardas ‌baratas, desafiando marcas italianas e belgas mais ⁠antigas, há muito associadas a armas esportivas e de serviço de preço mais elevado.

De acordo com o Small Arms Survey, com sede em Genebra, a Turquia foi o terceiro maior exportador mundial de ⁠armas pequenas entre 2019 e 2024, com exportações totalizando cerca de ⁠US$3 bilhões no período, atrás apenas dos Estados Unidos ⁠e da Itália.

(Reportagem de ⁠Omer ​Berberoglu, Andrius Sytas, Aislinn Laing, Yiming Woo, Bart Meijer, Justyna Pawlak, Elizabeth Piper, Niklas Pollard e Angelo Amante)

Reuters

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