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Especialista deixa cargo em programa de HIV nos EUA e critica abordagem de Trump

Especialista deixa cargo em programa de HIV nos EUA e critica abordagem de Trump

Reuters

21/04/2026

Placeholder - loading - Uma enfermeira coleta uma amostra de sangue de uma criança para um teste de HIV em uma clínica em Diepsloot, ao norte de Joanesburgo, África do Sul 12 de março de 2025 REUTERS/Siphiwe Sibeko
Uma enfermeira coleta uma amostra de sangue de uma criança para um teste de HIV em uma clínica em Diepsloot, ao norte de Joanesburgo, África do Sul 12 de março de 2025 REUTERS/Siphiwe Sibeko

Por Simon Lewis

WASHINGTON, 21 Abr (Reuters) - O diretor científico ​do principal programa de HIV/Aids dos EUA deixou seu cargo esta semana e criticou os cortes do governo Trump na assistência externa e o que ele disse ser o uso da ajuda como alavanca para os interesses comerciais dos EUA.

O presidente republicano Donald Trump desmantelou no ano passado a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional, que anteriormente supervisionava a maioria dos programas de ajuda externa. Mas as autoridades disseram que o trabalho que salva vidas, principalmente nas nações africanas em desenvolvimento, sob o Plano de Emergência do presidente para o Alívio da Aids -- uma iniciativa bipartidária criada durante a ⁠presidência de ⁠George W. Bush --, continuaria.

Mike Reid, médico infectologista ​que atuou ‌como diretor científico, disse em um post no Substack na segunda-feira que permaneceu no cargo nos últimos 18 meses na esperança de preservar os programas em risco.

Mas ele disse que o financiamento de programas de saúde no exterior estava sendo usado como alavanca sobre os ⁠países em desenvolvimento, citando uma reportagem do New York Times no mês passado, ​que dizia que o Departamento de Estado estava considerando reter a assistência para ajudar as ​pessoas com HIV na Zâmbia para pressionar o país ‌a assinar um acordo favorável ​de ⁠minerais críticos com os EUA.

'Quando o acesso ao tratamento ou à prevenção se torna emaranhado com o acesso a minerais críticos ou com o posicionamento geopolítico, o trabalho deixa de ser o que diz ser', ​escreveu ele.

O trabalho da saúde global era 'inerentemente antifascista' e incompatível com a trajetória doméstica 'autoritária' do governo, acrescentou.

O Departamento de Estado, depois de ver a postagem na segunda-feira, disse a Reid que seu emprego estava sendo encerrado imediatamente, afirmou ele à Reuters em uma entrevista por telefone na terça-feira.

Questionado ​sobre a postagem de Reid, o Departamento de Estado não respondeu às suas críticas específicas.

Um porta-voz do departamento disse que Reid saiu por acordo mútuo depois que ele 'admitiu que não poderia mais fornecer consultoria científica apartidária'.

'Como em todo governo, o presidente e sua equipe definem a política, e é dever de cada pessoa afiliada ao departamento executar fielmente essa política', disse o porta-voz.

Na semana passada, o Departamento de Estado publicou dados que mostram que o número de pessoas testadas para o HIV caiu ​drasticamente no ano passado em meio a interrupções em programa que foi creditado por salvar 26 milhões ‌de vidas e prevenir infecções por HIV ⁠em 7,8 milhões de bebês nascidos de mães infectadas pelo HIV desde seu início em 2003.

O porta-voz do Departamento de Estado disse que Trump e o secretário de Estado Marco Rubio estavam 'trabalhando ⁠para acabar com a epidemia de HIV/Aids ao defenderem o ⁠trabalho transformador que está acontecendo sob a Estratégia ⁠de Saúde Global America ⁠First', ​e observou que Reid elogiou algumas partes da política do governo Trump em seu post no Substack.

Reuters

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