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    Estudo descobre que música pode substituir sedativos em procedimentos médicos

    A música é capaz de trazer diversos benefícios.

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    Mesa com computador, fone de ouvido e disco (Foto: Pixabay)

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    Que ouvir música pode acalmar as pessoas diante de situações estressantes já se sabia. Agora, cientistas indicam que ouvir música pode até mesmo substituir o sedativo hospitalar quando o objetivo é manter o paciente tranquilo antes de um procedimento médico.

    Para evitar que o paciente fique ansioso ou estressado antes de um exame ou cirurgia, os profissionais da saúde costumam utilizar sedativos. O novo estudo, no entanto, descobriu que as pessoas que ouvem música antes de uma intervenção médica apresentam queda nos níveis de ansiedade semelhante aos daqueles que recebem sedativo. Os resultados foram publicados na revista Regional Anesthesia & Pain Medicine.

    “Qualquer um pode se beneficiar usando música em vez de pré-medicação. Mas algumas pessoas que podem se beneficiar ainda mais, como aquelas que realmente não gostam da sensação de estarem sedadas ou indivíduos que têm problemas médicos em que a sedação pode prejudicial”, explicou Veena Graff, principal autora da pesquisa.

    O estresse antes da cirurgia pode afetar também a recuperação do paciente devido à liberação excessiva de cortisol. Mas os sedativos podem causar efeitos colaterais dependendo do paciente. Diante disso, os estudiosos indicam que os hospitais tenham a música como alternativa além do sedativo, caso o paciente deseje.

    No estudo, os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, observaram 157 pessoas que estavam prestes a ser submetidas a cirurgias. Elas foram divididas em dois grupos: o primeiro recebeu o sedativo, o segundo recebeu apenas um fone de ouvido que tocava apenas a música Weightless, da banda britânica Marconi Union, que havia sido previamente selecionada pelos cientistas. O fone de ouvido também bloqueava ruídos exteriores, fazendo com que o paciente ficasse de fato imerso na música.

    Os níveis de ansiedade dos pacientes foram medidos por meio de questionários, que foram repetidos ao final das observações. Os resultados mostraram que os dois grupos apresentaram queda semelhante nos níveis de ansiedade antes e depois do procedimento médico.

    Os pacientes que receberam o sedativo, no entanto, pareciam ter ficados um pouco mais satisfeitos com o procedimento. Aqueles submetidos à música tiveram algumas dificuldades na hora de se comunicar com a equipe médica – provavelmente por causa do fone de ouvido. Outra observação é que alguns deles preferiam ter escolhido a própria música.

    Os pesquisadores concluíram que, apesar dos pequenos problemas, não há riscos adicionais para o estado mental das pessoas que trocam o sedativo pela música. Agora, os cientistas querem investigar se a preferência por gênero musical pode interferir positivamente nos resultados.

    “Vivemos em um mundo onde a música é onipresente. Muitas pessoas têm smartphones e dispositivos de mídia onde a música está prontamente disponível. Espero que um dia essa seja uma opção de rotina que possa ser oferecida a todos os pacientes na área da saúde”, concluiu Veena. 

    Benefícios da música

    A música serve de remédio para muitos problemas, porque ativa o centro de prazer do cérebro, assim como fazem o sexo e o chocolate, por exemplo. Ela libera dopamina e causa uma sensação de bem-estar.

    Mas os benefícios não param por aí, confira a lista:

    • A música é responsável por melhorar a comunicação, já que propõe uma forma alternativa de organizar as ideias com seus tempos e cadências diferentes da fala.
    • A música pode ser uma ótima aliada nos exercícios físicos, já que ela induz ao movimento dom seu ritmo.
    • Ela pode ser utilizada para criar vínculos. Quando uma mãe canta para o filho, por exemplo, ele consegue memorizar sua voz e criar essa relação.
    • Ao cantar, uma pessoa pode amenizar a dor, já que ela muda o foco e distrai sua atenção do problema.
    • A música também estimula novos caminhos e conexões no cérebro, fortalecendo a memória.
    • Sobretudo, ela promove o autoconhecimento, fazendo com que as pessoas viajem por mundo desconhecidos, descobrindo sensações, emoções e sentimentos próprios.

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