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EUA determinam saída de adido da Polícia Federal no país após caso Ramagem

EUA determinam saída de adido da Polícia Federal no país após caso Ramagem

Reuters

20/04/2026

Placeholder - loading - Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin 17 de junho de 2020 REUTERS/Adriano Machado
Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin 17 de junho de 2020 REUTERS/Adriano Machado

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA, 20 Abr (Reuters) - O ​governo norte-americano anunciou nesta segunda-feira, pela rede social X, a expulsão de um delegado brasileiro supostamente envolvido na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem pela polícia migratória dos Estados Unidos na semana passada.

“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso”, diz um ⁠texto ⁠publicado pela conta do Escritório de ​Assuntos ‌do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA.

Apesar de a publicação na rede social não citar nenhum nome, a embaixada norte-americana em Brasília confirmou à Reuters que a autoridade mencionada é o ⁠adido da Polícia Federal em Miami Marcelo Ivo de Carvalho, ​oficial de ligação do governo brasileiro junto à polícia imigratória norte-americana.

Duas ​fontes do governo brasileiro ouvidas pela Reuters ‌disseram não ter ​informações sobre ⁠a expulsão, tendo sido informadas sobre o caso apenas pela imprensa.

Ramagem, que foi chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) do governo Jair Bolsonaro, está foragido ​nos EUA desde setembro do ano passado, após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na tentativa de golpe de Estado liderada por Bolsonaro.

O ex-deputado, que teve seu mandato cassado pela ​Câmara, mora com a família em Orlando, na Flórida, onde foi detido há uma semana pelo ICE, a agência federal dos EUA que atua na aplicação das leis de imigração. Ele foi solto dois dias depois.

No dia da prisão de Ramagem, a PF brasileira afirmou, sem citar nomes, que um brasileiro fora preso nos EUA em decorrência de 'cooperação policial internacional ​entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA', acrescentando que o preso ‌era 'considerado foragido da Justiça brasileira ⁠após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito'.

Aliados de Ramagem ⁠argumentaram que a prisão havia ocorrido por infração leve ⁠de trânsito. A Reuters não ⁠conseguiu confirmar de ⁠forma ​independente essa informação.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu; Edição de Pedro Fonseca e Alexandre Caverni)

Reuters

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