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    EUA dizem que diplomatas retornarão a Kiev e que 'Rússia falhou' em objetivos de guerra

    Placeholder - loading - Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, ao lado dos secretários norte-americanos de Defesa, Lloyd Austin, e de Estado, Antony Blinken, em Kiev 24/04/2022 Seviço de Imprensa da Presidência da Ucran
    Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, ao lado dos secretários norte-americanos de Defesa, Lloyd Austin, e de Estado, Antony Blinken, em Kiev 24/04/2022 Seviço de Imprensa da Presidência da Ucran

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    Por Pavel Polityuk e Natalia Zinets

    KIEV (Reuters) - Os Estados Unidos prometeram nesta segunda-feira reabrir sua embaixada em Kiev em breve, enquanto o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, e o secretário de Estado, Antony Blinken, visitaram a capital da Ucrânia e elogiaram o sucesso do país até agora contra a invasão da Rússia.

    Os dois disseram que o fato de terem conseguido ir a Kiev é prova da tenacidade da Ucrânia em forçar Moscou a abandonar um ataque à capital no mês passado, e prometeram mais ajuda para afastar as tropas russas que agora tentam avançar no leste.

    'O que vocês têm feito para repelir os russos na batalha de Kiev é extraordinário e inspirador, francamente, para o resto do mundo', disse Austin ao presidente Volodymyr Zelenskiy em uma reunião durante a noite, após uma viagem de trem a partir da Polônia. 'Estamos aqui para apoiá-los de todas as maneiras possíveis.'

    Blinken afirmou: 'A razão pela qual estamos de volta é vocês, por causa da extraordinária coragem, liderança e sucesso que vocês tiveram em repelir essa horrível agressão russa.'

    Autoridades dos EUA disseram que prometeram uma nova assistência no valor de 713 milhões de dólares para o governo de Zelenskiy e outros países da região. Um extra de 322 milhões dólares em ajuda militar para a Ucrânia levaria a assistência total de segurança dos EUA desde a invasão para cerca de 3,7 bilhões de dólares, segundo uma autoridade.

    'Será fornecido suporte para as capacidades de que a Ucrânia precisa, especialmente a luta em Donbas', disse a autoridade. Também ajudará as Forças Armadas da Ucrânia a fazer a transição para armas e sistemas de defesa aérea mais avançados - sistemas essencialmente capazes da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), acrescentou a fonte, sob condição de anonimato.

    O envio de armas ocidentais para a Ucrânia enfureceram Moscou. O embaixador da Rússia em Washington disse que Moscou enviou uma nota diplomática enfatizando 'a inaceitabilidade desta situação quando os Estados Unidos da América despejam armas na Ucrânia, e exigimos o fim dessa prática'.

    A reunião entre a delegação dos EUA e os líderes da Ucrânia durou três horas, ou mais que o dobro do tempo previsto, disse uma autoridade dos EUA.

    'Em termos de objetivos de guerra da Rússia, a Rússia já falhou e a Ucrânia já teve sucesso', afirmou Blinken em um briefing na Polônia depois que as duas autoridades retornaram.

    A Rússia sempre negou a intenção de derrubar o governo da Ucrânia. Os países ocidentais dizem que esse era seu objetivo desde o início, mas fracassou diante da resistência ucraniana.

    Apenas algumas semanas atrás, Kiev era uma cidade na linha de frente sob toque de recolher e bombardeio, com dezenas de milhares de tropas russas concentradas em seus arredores ao norte. Os moradores passavam noites amontoados em estações de metrô, protegidos da artilharia.

    Hoje, as tropas russas mais próximas estão a centenas de quilômetros de distância, a vida normal está voltando à capital, os líderes ocidentais estão visitando-a e os países estão reabrindo suas embaixadas.

    Blinken disse que os diplomatas dos EUA retornarão primeiro a Lviv, no oeste, e devem estar de volta a Kiev dentro de semanas.

    Mas apesar de a Ucrânia ter repelido o ataque a Kiev, a guerra está longe de terminar. A Rússia reagrupou suas forças e enviou mais tropas para o leste da Ucrânia. Na semana passada, lançou um ataque maciço na tentativa de capturar as províncias orientais conhecidas como Donbas.

    Escrito por Reuters

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