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EUA não estão se afastando da Ásia e buscam “parceiros, não protetorados”, diz autoridade do Pentágono

EUA não estão se afastando da Ásia e buscam “parceiros, não protetorados”, diz autoridade do Pentágono

Reuters

10/08/2026

Placeholder - loading - Subsecretário de Defesa dos EUA para assuntos de política Elbridge Colby em Bruxelas    12 de fevereiro de 2026    REUTERS/Tom Nicholson
Subsecretário de Defesa dos EUA para assuntos de política Elbridge Colby em Bruxelas 12 de fevereiro de 2026 REUTERS/Tom Nicholson

MANILA, 10 Ago (Reuters) - Os Estados ​Unidos não estão se afastando da Ásia e, ao contrário, estão “se consolidando” para manter um equilíbrio de poder favorável na região do Indo-Pacífico, mas querem que seus parceiros assumam mais responsabilidade por sua defesa, afirmou na segunda-feira uma autoridade de alto escalão do Pentágono.

Buscando dissipar as preocupações sobre a confiabilidade de Washington, Elbridge Colby, subsecretário de Defesa ⁠para ⁠Políticas, reiterou o interesse dos ​EUA ‌na região ao defender uma maior divisão de encargos e “parceria, não dependência”.

“Os Estados Unidos definitivamente não estão se afastando da Ásia”, disse Colby em um ⁠discurso em Manila. “Não estamos indo embora; na verdade, estamos ​nos consolidando para garantir um equilíbrio de poder favorável ​onde isso mais importa.”

As Filipinas, ‌o mais antigo ​aliado ⁠dos Estados Unidos na Ásia por meio de tratado, são a primeira parada de uma viagem pelo Sudeste Asiático que ​também levará Colby para Indonésia, Tailândia e Camboja.

Colby afirmou que manter um equilíbrio de poder favorável no Indo-Pacífico exige uma “postura de dissuasão por negação ao longo ​da Primeira Cadeia de Ilhas” e destacou o que considera um crescente compromisso militar dos EUA na região.

A Primeira Cadeia de Ilhas refere-se a uma área que se estende do Japão até Taiwan, Filipinas e Bornéu.

A estratégia não pode se basear apenas nas forças norte-americanas, disse ele, argumentando ​que os aliados deveriam investir mais em sua segurança.

“Quando pedimos ‌aos nossos aliados e ⁠parceiros que se mobilizem, invistam mais em sua própria defesa e assumam a responsabilidade por sua própria segurança ⁠soberana, não estamos sinalizando abandono”, declarou ⁠Colby. “Estamos buscando parceiros, não ⁠protetorados.”

“Quando nossos parceiros ⁠são ​fortes, a dissuasão é forte”, acrescentou ele.

(Reportagem de Karen Lema)

Reuters

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