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    EXCLUSIVO-Biden vai impor proibições relacionadas a viagens à África do Sul para combater nova variante de Covid-19, dizem fontes

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    Presidente dos EUA, Joe Biden, assina ordens executivas na Casa Branca, em Washington, EUA. 20/01/2021 REUTERS/Tom Brenner/Foto de arquivo

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    Por David Shepardson

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai impor uma proibição à maioria dos cidadãos não americanos entrando no país que estiveram recentemente na África do Sul a partir de sábado, buscano conter a propagação de uma nova variante do Covid-19, disseram autoridades de saúde pública dos EUA à Reuters.

    Biden também está reimpondo na segunda-feira uma proibição de entrada a quase todos os viajantes não americanos que estiveram no Brasil, Reino Unido, Irlanda e 26 países da Europa que permitem viagens através de fronteiras abertas, disseram as fontes, pedindo anonimato.

    O então presidente Donald Trump ordenou em 18 de janeiro que as restrições ao Brasil e à Europa fossem suspensas na terça-feira, mas a proclamação de Biden rescindirá essa decisão.

    Biden, que assumiu o cargo na quarta-feira, está adotando uma abordagem agressiva para combater a propagação do vírus em viagens depois que Trump rejeitou as ordens solicitadas pelas agências de saúde dos EUA.

    Algumas autoridades de saúde estão preocupadas que as vacinas atuais possam não ser eficazes contra a variante da África do Sul, o que também aumenta a perspectiva de reinfecção.

    A variante sul-africana, também conhecida como variante 501Y.V2, é 50% mais infecciosa e foi detectada em pelo menos 20 países. Funcionários do CDC disseram que estariam abertos para adicionar outros países à lista, se necessário.

    A variante sul-africana ainda não foi encontrada nos Estados Unidos, mas pelo menos 20 Estados americanos detectaram uma variante do Reino Unido conhecida como B.1.1.7. As vacinas atuais parecem eficazes contra as mutações do Reino Unido.

    PEDIDOS DO CDC

    A diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, Rochelle Walensky, assinará um pedido separado na segunda-feira exigindo máscaras em todos os aviões, balsas, trens, metrôs, ônibus, táxis e veículos compartilhados, disseram as autoridades. Os novos requisitos devem entrar em vigor nos próximos dias, acrescentaram.

    Na terça-feira, as novas regras do CDC entrarão em vigor exigindo que todos os viajantes internacionais de 2 anos ou mais apresentem um teste de coronavírus negativo feito dentro de três dias corridos da viagem ou prova de recuperação da Covid-19 para entrar nos Estados Unidos.

    O CDC não irá, como disse em 12 de janeiro, considerar a concessão de isenções temporárias às companhias aéreas para isentar alguns viajantes de países com capacidade de teste limitada. Numerosas companhias aéreas dos EUA solicitaram dispensas ao CDC na semana passada, disseram funcionários de companhias aéreas.

    Mas funcionários do CDC disseram que considerariam isenções humanitárias caso a caso para alguns viajantes, se necessário.

    Funcionários do CDC observaram que 120 países atualmente têm requisitos de teste para Covid-19 obrigatórios para viagens internacionais.

    O pedido do CDC diz que os viajantes devem ficar em quarentena por sete dias após o retorno aos Estados Unidos e considerar fazer um novo teste dentro de três a cinco dias após o retorno aos Estados Unidos, disseram autoridades do CDC.

    Funcionários do CDC discutiram durante semanas a possibilidade de adicionar esses requisitos de teste antes dos voos domésticos nos Estados Unidos ou exigir testes no retorno de uma viagem internacional, mas não tomaram nenhuma decisão.

    As restrições americanas que impedem a maioria dos visitantes da Europa estão em vigor desde meados de março, quando Trump assinou proclamações que as impõem, enquanto a proibição de entrada do Brasil foi imposta em maio. A restrição, junto com as novas medidas relacionadas à África do Sul, significa que a maioria dos cidadãos não americanos que estiveram em um desses países nos últimos 14 dias não estão qualificados para viajar para os Estados Unidos.

    Escrito por Reuters

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