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Fazenda mantém visão de alta de 2,3% no PIB de 2026 após aceleração no primeiro trimestre

Fazenda mantém visão de alta de 2,3% no PIB de 2026 após aceleração no primeiro trimestre

Reuters

29/05/2026

Placeholder - loading - Edifício-sede do Ministério da Fazenda em Brasília, 14 de fevereiro de 2023. REUTERS/Adriano Machado
Edifício-sede do Ministério da Fazenda em Brasília, 14 de fevereiro de 2023. REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  29/05/2026

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 29 Mai (Reuters) - ​A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda estimou nesta sexta-feira que a atividade no Brasil deve crescer 2,3% neste ano, mesmo patamar estimado anteriormente, após uma aceleração registrada no primeiro trimestre.

A pasta previu que o crescimento deverá desacelerar na margem no segundo e terceiro trimestres “com a dissipação do efeito de políticas ⁠públicas ⁠sendo parcialmente compensada pela redução ​do ‌custo do crédito”. No quarto trimestre, é esperada uma retomada puxada pela indústria em meio à redução da taxa Selic.

O Instituto Brasileiro de ⁠Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira que o ​Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil iniciou este ano em ​aceleração, com um crescimento de ‌1,1% no ​primeiro trimestre, ⁠ligeiramente acima da previsão de 1,0% apontada por economistas em pesquisa da Reuters.

A Fazenda havia estimado na semana ​passada que o PIB brasileiro crescerá 2,3% neste ano, mesmo nível previsto em março e agora mantido. O Banco Central espera uma alta de 1,6% ​neste ano, em previsão feita em maio, enquanto a estimativa mais recente do boletim Focus indica que o mercado projeta crescimento de 1,89%.

Segundo a SPE, o resultado do primeiro trimestre veio 'marginalmente acima' do estimado pela pasta, mas com um deslocamento em relação à composição prevista.

'A ​indústria surpreendeu positivamente, ao passo que os serviços e ‌a agropecuária ficaram levemente ⁠abaixo do esperado', afirmou.

A secretaria apontou ainda que as exportações recuaram e as importações cresceram no período, ⁠indicando que 'a absorção doméstica foi ⁠o principal motor do ⁠crescimento no período, ⁠compensando ​o setor externo'.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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