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    Guedes alerta para abismo fiscal, vê queda em estimativa de expansão do PIB para 1,5%

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira que a projeção de crescimento do governo para a economia neste ano já caiu para 1,5% e que nesse patamar é necessário novo congelamento nas despesas orçamentárias.

    'Vocês vão ver que o crescimento que era 2% quando eles fizeram as primeiras informações já caiu para 1,5% e quando cai para 1,5% as receitas são menores ainda, e aí já começam os planejamentos de contigenciamento de verbas para frente', disse Guedes em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso.

    Também na CMO, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou nesta terça-feira que o governo vai reduzir a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano para menos de 2%.

    Segundo Rodrigues, os novos números serão apresentados no próximo dia 22, data limite para publicação do relatório bimestral de receitas e despesas.

    Por enquanto, o governo estima oficialmente alta de 2,2% do PIB. A redução dessa previsão levará o governo a fazer novo bloqueio no Orçamento --investida antecipada por Rodrigues desde a semana passada.

    Ele deverá se somar ao contingenciamento de cerca de 30 bilhões de reais já anunciado pelo governo em março, após revisar para baixo as receitas contabilizadas para 2019, esperando menos royalties de petróleo e uma arrecadação mais tímida em função da lenta retomada econômica.

    A nova projeção do governo para expansão do PIB ficaria mais alinhada à do mercado financeiro. Na véspera, a pesquisa Focus do Banco Central havia mostrado que a estimativa para alta do PIB em 2019 foi diminuída para 1,45%, na 11ª semana seguida de redução.

    Aos parlamentares, Guedes avaliou que a economia pode se recuperar com certa rapidez caso as reformas que estão encomendadas sejam feitas.

    Nesse sentido, ele pontuou que, se a reforma da Previdência for aprovada até meados deste ano e for iniciada a discussão do pacto federativo, os 12 meses à frente, a partir de julho ou agosto, serão 'virtuosos', com perspectivas de crescimento voltando para casa de 3%.

    SALÁRIO MÍNIMO

    Guedes também apontou que, se as reformas propostas pelo governo para a economia criarem algum espaço fiscal, isso pode ser usado na definição da fórmula de salário mínimo, que o governo deve propor até o dia 31 de dezembro deste ano.

    Por ora, o governo estabeleceu na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) um salário mínimo de 1.040 reais para 2020, corrigido apenas pelo INPC, sem aumento real.

    Guedes lembrou que cada 1 real de aumento no salário mínimo tem impacto de 300 milhões de reais a mais nas despesas do governo, o que ele classificou como 'devastador' para União, Estados e municípios.

    NECESSIDADE DE CRÉDITO ADICIONAL

    Durante sua participação na CMO, Guedes também ressaltou a importância de o Congresso aprovar projeto de lei enviado pelo Executivo pedindo crédito suplementar de 248 bilhões de reais para não descumprir a regra de ouro --que proíbe a emissão de dívida para o pagamento de despesas correntes, como salários e aposentadorias.

    Segundo o ministro da Economia, se o projeto não for aprovado, subsídios param em junho, Bolsa Família para em setembro e benefícios previdenciários acabam em agosto.

    Ele especificou que, do montante total, 200 bilhões de reais são para gastos previdenciários, 30 bilhões de reais para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), 6 bilhões de reais para o Bolsa Família e quase 10 bilhões de reais para o Plano Safra.

    'Estamos à beira de abismo fiscal, precisamos de crédito suplementar para podermos pagar despesas correntes', disse Guedes. 'Vamos nos endividar para pagá-las', acrescentou.

    O ministro afirmou que a regra de ouro 'botou pressão' e está 'ligando o despertador e o sinal de alerta' para o Legislativo e para o Executivo, mas ponderou que ela pode ser aperfeiçoada.

    (Reportagem adicional de Mateus Maia)

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    Comércio e estoques de bens não vendidos impulsionam crescimento dos EUA a 3,2% no 1º tri

    Por Lucia Mutikani

    WASHINGTON (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos acelerou no primeiro trimestre, mas o ritmo foi direcionado pelo comércio e pelo maior acúmulo de bens não vendidos desde 2015, fatores temporários que devem se reverter nos próximos trimestres.

    O Produto Interno Bruto aumentou a uma taxa anualizada de 3,2 por cento no primeiro trimestre, informou o Departamento do Comércio nesta sexta-feira. O crescimento também foi impulsionado por um aumento nos investimentos do governo, que compensou a forte desaceleração nos gastos do consumidor e das empresas.

    Ainda assim, o relatório misto pode afastar temores de uma recessão que surgiram após uma série de dados econômicos fracos na virada do ano. Esses temores também foram exacerbados por uma inversão na curva de rendimento dos Treasuries.

    A economia cresceu a um ritmo de 2,2 por cento entre outubro e dezembro. Economistas consultados pela Reuters projetavam alta do PIB de 2,0 por cento nos três primeiros meses do ano.

    O crescimento caiu de um pico de 4,2 por cento no segundo trimestre de 2018, quando o pacote de 1,5 trilhão de dólares em cortes tributários da Casa Branca impulsionou os gastos do consumidor.

    A economia marcará 10 anos de expansão em julho, maior período já registrado.

    As autoridades do Federal Reserve devem desprezar a alta no último trimestre e focar em uma medida de demanda doméstica, que aumentou a uma taxa de apenas 1,3 por cento, a mais lenta desde o segundo trimestre de 2013, depois de crescer 2,6 por cento no trimestre de outubro a dezembro.

    O Fed recentemente suspendeu sua campanha de três anos de aperto da política monetária, descartando previsões de qualquer alta na taxa de juros neste ano. O banco central dos EUA elevou os custos de empréstimos quatro vezes em 2018.

    As exportações aumentaram e as importações caíram no primeiro trimestre, levando a um pequeno déficit que somou 1,03 ponto percentual ao PIB, após ficar neutro no quarto trimestre. As tensões comerciais entre Estados Unidos e China provocaram fortes oscilações no déficit comercial, com exportadores e importadores tentando se manter à frente da disputa tarifária entre os dois gigantes econômicos.

    O impasse também teve um impacto nos estoques, que aumentaram em 128,4 bilhões de dólares no primeiro trimestre, o ritmo mais forte desde o segundo trimestre de 2015. Os estoques cresceram em um ritmo de 96,8 bilhões de dólares no trimestre de outubro a dezembro. Parte do acúmulo nos estoques foi em função da fraca demanda, especialmente no setor automotivo, que deve pesar sobre a produção futura nas fábricas.

    Os estoques contribuíram com 0,65 ponto percentual para o PIB do primeiro trimestre, após adicionar um décimo de ponto percentual no período de outubro a dezembro.

    O crescimento nos gastos do consumidor, que responde por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, desacelerou para uma taxa de 1,2 por cento, vindo de uma taxa de 2,5 por cento no quarto trimestre. A moderação nos gastos refletiu um declínio nas compras de veículos e outros bens, provavelmente relacionado a uma paralisação de 35 dias do governo federal. Houve também uma desaceleração nos gastos com serviços.

    Os gastos das empresas com equipamentos frearam acentuadamente, subindo a uma taxa de apenas 0,2 por cento, a mais lenta desde o terceiro trimestre de 2016. Os gastos foram limitados por investimentos fracos em máquinas agrícolas e móveis para escritórios.

    A construção residencial caiu a uma taxa de 2,8 por cento, marcando o quinto declínio trimestral consecutivo. O investimento do governo se recuperou a uma taxa de 2,4 por cento, impulsionado por gastos dos governos estaduais e locais.

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    Exportações e estoques devem ter ajudado crescimento dos EUA no 1º tri

    Por Lucia Mutikani

    WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos provavelmente manteve um ritmo moderado de crescimento no primeiro trimestre, o que pode dissipar ainda mais os temores de uma recessão mesmo que a atividade seja dirigida por fatores temporários.

    O relatório do Departamento do Comércio sobre o Produto Interno Bruto será publicado nesta sexta-feira às 9h30 (horário de Brasília). A expectativa é de que desenhe um cenário de crescimento econômico próximo do potencial, refletindo principalmente o impacto de um impulso cada vez menor do forte estímulo fiscal e aumentos anteriores dos juros.

    O PIB provavelmente cresceu a uma taxa anualizada de 2 por cento no primeiro trimestre uma vez que o aumento das exportações, forte acúmulo de estoques e investimentos do governo em projetos de construção pública compensaram a desaceleração nos gastos dos consumidores e das empresas, de acordo com pesquisa da Reuters junto a economistas.

    A economia cresceu a um ritmo de 2,2 por cento entre outubro e dezembro. O crescimento vem diminuindo após o pico de 4,2 por cento no segundo trimestre de 2018, quando o pacote de cortes de impostos da Casa Branca ajudou os gastos dos consumidores.

    Economistas estimam o ritmo em que a economia pode crescer em um longo período sem aumentar a inflação entre 1,7 e 2,0 por cento. Em julho a economia chegará a 10 anos de espansão, mais longo período já registrado.

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    Expansão da China no 1º tri mantém ritmo inesperadamente, mas é cedo demais para chamar de recuperação

    Por Kevin Yao e Lusha Zhang

    PEQUIM (Reuters) - A economia da China repetiu no primeiro trimestre a taxa de crescimento de 6,4 por cento sobre o ano anterior, desafiando expectativas de uma desaceleração, uma vez que a produção industrial saltou com força e a demanda do consumidor mostrou sinais de melhora.

    A leitura favorável, que incluiu crescimento mais rápido do investimento, vai ampliar o otimismo de que a economia da China pode estar começando a se estabilizar no momento em que Pequim e Washington parecem estar avançando na direção de um acordo comercial.

    Mas analistas alertam que é cedo demais para dizer que essa é uma virada sustentável, e mais suporte é necessário para manter a força da segunda maior economia do mundo. Muitos esperavam uma recuperação apenas na segunda metade de 2019.

    Pequim ampliou o estímulo fiscal neste ano, anunciando bilhões de dólares em cortes adicionais de impostos e gastos em infraestrutura, enquanto os bancos chineses emprestaram um recorde de 5,8 trilhões de iuanes no primeiro trimestre.

    'Precisamos de mais evidências para chamar de uma recuperação plena. Nossa visão para a economia ainda é cautelosa', disse Jianwei Xu, economista sênior do Natixis.

    'Achamos que isso (dados mais fortes do que o esperado) está ligado ao estímulo, mas não podemos atribuir tudo a isso.'

    Analistas consultados pela Reuters esperavam que o crescimento do PIB desacelerasse para 6,3 por cento entre janeiro e março na comparação com o ano anterior.

    O suporte do governo está gradualmente tendo efeito, embora a economia ainda enfrente pressão, alertou nesta quarta-feira Mao Shengyong, porta-voz da Agência Nacional de Estatísticas.

    O crescimento trimestral foi sustentado pelo forte salto na produção industrial, que subiu 8,5 por cento em março sobre o ano anterior, ritmo mais forte em mais de quatro anos e meio. A leitura superou os números de 5,9 e 5,3 por cento projetados para os dois primeiros meses do ano.

    O crescimento da produção industrial deve se manter, com a expectativa de que as exportações continuem aumentando, disse Mao.

    Os dados desta quarta-feira também ajudaram a aliviar temores de enfraquecimento da confiança do consumidor na China. As vendas no varejo avançaram 8,7 por cento em março, superando a estimativa de 8,4 por cento e o dado anterior de 8,2 por cento.

    As vendas foram lideradas pela forte demanda por eletrodomésticos, móveis e materiais de construção, refletindo a retomada no mercado imobiliário.

    Na comparação trimestral, o PIB cresceu 1,4 por cento no primeiro trimestre, como esperado, mas abaixo da taxa de 1,5 por cento entre outubro e dezembro.

    Analistas consultados pela Reuters projetam que o crescimento da China vai desacelerar para a mínima de quase 30 anos de 6,2 por cento neste ano, uma vez que a demanda fraca tanto interna quanto externa e a guerra comercial pesam sobre a atividade, apesar das medidas de suporte.

    O governo tem como objetivo crescimento de 6,0 a 6,5 por cento.

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    Crescimento do PIB dos EUA no 4º tri é revisado para baixo; lucros corporativos são fracos

    WASHINGTON (Reuters) - A economia norte-americana desacelerou no quarto trimestre mais do que se calculou inicialmente, mantendo o crescimento de 2018 abaixo da meta anual de 3 por cento do governo do presidente Donald Trump, enquanto os lucros corporativos deixaram de subir pela primeira vez em mais de dois anos.

    O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 2,2 por cento, disse o Departamento de Comércio nesta quinta-feira em sua terceira leitura do crescimento do PIB do quarto trimestre. O número ficou abaixo do ritmo de 2,6 por cento estimado em fevereiro.

    A economia cresceu a um ritmo de 3,4 por cento no terceiro trimestre. Economistas consultados pela Reuters previam que o PIB no quarto trimestre fosse revisado para 2,4 por cento.

    As revisões da leitura do PIB do quarto trimestre refletiram as quedas nos gastos dos consumidores e das empresas, bem como dos gastos do governo e investimentos em construção residencial.

    Para todo o ano de 2018, a economia cresceu 2,9 por cento, como publicado anteriormente, em meio a um estímulo fiscal da Casa Branca de 1,5 trilhão de dólares em cortes de impostos e mais gastos do governo. O crescimento no ano passado foi o mais forte desde 2015 e mostrou uma aceleração dos 2,2 por cento registrados em 2017.

    Em comparação com o quarto trimestre de 2017, a economia cresceu 3,0 por cento, abaixo dos 3,1 por cento informados no mês passado. O presidente Donald Trump destacou o crescimento ano a ano como prova de que o estímulo fiscal, que contribuiu para um aumento do déficit do governo federal, colocou a economia em um caminho sustentável de forte crescimento.

    Trump gosta de mostrar a economia como uma das maiores conquistas de seu mandato, declarando em julho passado que seu governo 'conseguiu uma reviravolta econômica de proporções históricas'. Na campanha, Trump se gabou de poder aumentar o crescimento anual do PIB para 4 por cento, meta que os analistas sempre disseram ser irreal, dada a baixa produtividade entre outros fatores.

    Há sinais de que a desaceleração no crescimento persistiu no início do primeiro trimestre, com as vendas no varejo subindo modestamente e a produção manufatureira e a construção residencial mornas.

    Isso foi destacado pelos lucros corporativos fracos no quarto trimestre. Após os impostos, os lucros das empresas ficaram inalterados pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2016, após crescer a uma taxa de 3,5 por cento no terceiro trimestre.

    (Por Lucia Mutikani)

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    BC piora projeção de expansão do PIB em 2019 a 2,0%, cita Brumadinho e safra agrícola mais fraca

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central piorou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2019 a 2,0 por cento, contra 2,4 por cento antes, citando a fraqueza observada na atividade no fim do ano passado, consequências da tragédia de Brumadinho (MG) e menor perspectiva para a safra agrícola neste ano.

    Em seu Relatório Trimestral de Inflação, publicado nesta quinta-feira, o BC apontou que o ritmo mais fraco de recuperação econômica também teve um papel nas suas reestimativas, mas menor na comparação com os demais fatores.

    'Essa revisão está associada à redução de carregamento estatístico de 2018 para 2019, resultante do crescimento no quarto trimestre de 2018 em magnitude menor do que esperada; aos desdobramentos da tragédia em Brumadinho sobre a produção da indústria extrativa mineral; às reduções em prognósticos para a safra agrícola; e, residualmente, à moderação no ritmo de recuperação', disse o BC.

    Na prática, o BC alinhou sua estimativa à leitura do mercado, numa postura um pouco mais pessimista que a do Ministério da Economia, que previu uma expansão de 2,2 por cento do PIB neste ano em seu último relatório bimestral de receitas e despesas.

    Na pesquisa Focus mais recente, a expectativa dos economistas é de um avanço de 2,0 por cento do PIB em 2019.

    DETALHAMENTO

    Nas contas do BC, a produção agropecuária deve crescer 1 por cento neste ano, metade do que via no relatório de dezembro, citando como destaque a menor produção esperada para soja, item com o maior peso da agricultura, devido à estiagem ocorrida em importantes regiões produtoras.

    O BC também reduziu para 1,8 por cento a alta esperada para a indústria em 2019, sobre 2,8 por cento anteriormente, por recuo nas expectativas de crescimento para a indústria de transformação e extrativa.

    Somente para a indústria extrativa, a projeção do BC caiu de uma expansão de 7,6 por cento para 3,2 por cento, por menor produção esperada após o rompimento da barragem de mineração da Vale em Brumadinho (MG). O acidente, ocorrido em janeiro, matou centenas de pessoas e paralisou minas no Estado.

    Na véspera, inclusive, a Vale divulgou que realizou baixa contábil de 480 milhões de reais pela mina de Córrego do Feijão, relacionada à estrutura que colapsou em Brumadinho, e também por ativos ligados a barragens com método de construção a montante, com impacto nos resultados a partir do primeiro trimestre de 2019.

    Embora considere ainda difícil avaliar os passivos potenciais com o desastre, a empresa anunciou que prevê provisões bilionárias, incluindo uma de até 2 bilhões de reais por pagamentos emergenciais aos atingidos.

    Para o setor de serviços, o BC agora vê um crescimento de 2 por cento, sobre 2,1 por cento anteriormente, refletindo 'impactos em atividades que apresentam significativa correlação com o comportamento da indústria de transformação'.

    'Com relação aos componentes domésticos da demanda agregada, houve recuo na projeção para o consumo das famílias, de 2,5 por cento para 2,2 por cento, em linha com o relativo arrefecimento no ritmo de recuperação do mercado de trabalho no final de 2018 e início deste ano', destacou o BC.

    'A estimativa para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apresentou ligeiro declínio (de 4,4 por cento para 4,3 por cento), enquanto a projeção para o consumo do governo permaneceu inalterada em 0,6 por cento', completou.

    POLÍTICA MONETÁRIA

    O relatório não trouxe novidades em relação à política do BC para os juros básicos, tendo sido publicado apenas dois dias depois da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Mas o documento abriu as projeções de inflação do BC em diversos cenários, jogando mais luz sobre como a autoridade vê essa trajetória daqui para frente.

    Para a diretora da área de Macroeconomia da Tendências, Alessandra Ribeiro, os números não abrem margem para o BC cortar os juros, com as estimativas para o IPCA sem amplas folgas em relação às metas, principalmente no ano que vem.

    As metas são de inflação em 4,25 por cento em 2019 e 4,0 por cento em 2020, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

    'Essas projeções já estão incluindo esse cenário de atividade mais fraca e mesmo assim a gente vê inflação entre 3,8 por cento e 4,0 por cento (em 2020), muito alinhada à meta dependendo do câmbio', disse Ribeiro. 'Pelo menos por essas sinalizações eu não consigo ver espaço para corte de Selic.'

    Desde a semana passada, quando manteve os juros na mínima histórica de 6,5 por cento ao ano, o BC já havia indicado que, diante da retomada econômica abaixo da esperada, o balanço de riscos para a inflação passou a ter pesos iguais tanto para cima quanto para baixo.

    A decisão, a primeira com Roberto Campos Neto no comando da autoridade monetária, tirou o impedimento explícito que o BC vinha apontando para eventualmente diminuir os juros à frente. Mas o Copom indicou que seguirá atento ao desenrolar da atividade econômica antes de qualquer mudança de rota, numa avaliação que será feita com cautela e que lhe tomará tempo.

    'O Comitê julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, com menor grau de incerteza e livre dos efeitos dos diversos choques a que foi submetida no ano passado. O Copom considera que esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo', repetiu o BC nesta quinta-feira.

    No documento, o BC também reiterou que seguirá mantendo 'cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária'.

    'As projeções condicionais de inflação e a linguagem do relatório sugerem que o Copom é da opinião que o atual grau de acomodação monetária é justificado e que, diante da confortável trajetória condicional da inflação e do equilíbrio simétrico dos riscos inflacionários, o Copom não está interessado, no curto prazo, em adicionar ou remover estímulos monetários', avaliou o economista do Goldman Sachs Alberto Ramos, em nota.

    Para o time do Bradesco, o relatório reforça a expectativa de manutenção da Selic nas próximas reuniões.

    'Reconhecemos a possibilidade de corte de juros em algum momento do ano, caso as frustrações com a evolução da atividade econômica se materializem, em um contexto de expectativas de inflação bem ancoradas e avanço da agenda de reformas', trouxe nota do banco, assinada pelo diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos, Fernando Honorato Barbosa.

    'Entretanto, consideramos plausível que o Banco Central queira aguardar mais informações para reavaliar o cenário e decidir pela eventual necessidade de estímulo monetário adicional', acrescentou a nota.

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    Economia do Brasil cresce 1,1% em 2018, mas ano termina em desaceleração

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A economia brasileira fechou 2018 com expansão pela segunda vez seguida, mas bem abaixo do esperado inicialmente e mostrando que o ritmo desacelerou no final do ano, pressionada principalmente pelo recuo dos investimentos no quarto trimestre, o que ressalta a dificuldade de recuperação.

    O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou expansão de 0,1 por cento no quarto trimestre do ano passado sobre os três meses anteriores, mostrou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado traz desaceleração em relação à taxa de crescimento de 0,5 por cento no terceiro trimestre na mesma base de comparação, em dado revisado pelo IBGE de 0,8 por cento divulgado antes.

    Na comparação com o quarto trimestre de 2017, o crescimento foi de 1,1 por cento. Com isso, a atividade econômica brasileira fechou 2018 com expansão de 1,1 por cento sobre o ano anterior, repetindo a taxa vista em 2017, depois de contrações de 3,3 e 3,5 por cento, respectivamente em 2016 e 2015.

    O ano de 2018 foi marcado por uma atividade econômica em ritmo moderado, apesar da inflação e dos juros baixos, com o desemprego ainda elevado.

    Apesar do segundo ano de crescimento, o resultado ficou bem abaixo da decolagem da economia que era esperada no início de 2018-- pesquisa Focus do Banco Central mostra que o mercado chegou a estimar uma taxa de 2,9 por cento em março.

    A greve dos caminhoneiros em maio e as incertezas em torno das eleições presidenciais de outubro afetaram diretamente a economia ao conterem os investimentos e prejudicarem a confiança, mesmo com a demanda melhorando.

    'O crescimento de 2017 e 2018 foi igual, mas com composição e características diferentes. O ano de 2018 foi marcado por choque de oferta provocada pelos caminhoneiros, pela crise da Argentina que comprou menos nossos produtos e pela incerteza eleitoral', explicou a economista do IBGE Rebeca Palis, lembrando que os dois resultados positivos não compensaram nem recuperaram a perda de quase 7 por cento em 2015 e 2016.

    A mediana das expectativas em pesquisa da Reuters era de expansão de 0,2 por cento do PIB no quarto trimestre de 2018 em relação ao terceiro e de 1,3 por cento sobre um ano antes.

    INVESTIMENTOS

    Os dados do IBGE mostraram que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), uma medida de investimentos, recuou 2,5 por cento no quarto trimestre na comparação com o terceiro.

    O período também foi afetado pelo recuo de 6,6 por cento nas Importações de Bens e Serviços. Ainda do lado das despesas, o consumo das famílias cresceu 0,4 por cento, enquanto do governo teve queda de 0,3 por cento.

    Na parte da produção, a Indústria foi a única atividade a registrar contração no quarto trimestre, de 0,3 por cento, enquanto Serviços e Agropecuária cresceram 0,2 por cento.

    No acumulado do ano, entretanto, a FBCF teve alta de 4,1 por cento e o Consumo das famílias aumentou 1,9 por cento, com os Serviços crescendo 1,3 por cento e a Indústria registrando avanço de 0,6 por cento.

    'O que compensou em 2018 foi o setor de serviços, que tem peso de 70 por cento na economia. A indústria também deu contribuição positiva depois de quatro anos em queda', completou Palis.

    A economista do IBGE ainda destacou o crescimento do Consumo das famílias ao longo do ano passado, uma vez que esse componente tem peso de 60 por cento na economia. 'É um peso gigante e ditou o ritmo da economia', disse.

    REFORMAS

    Com o foco se voltando para o avanço de reformas, principalmente a da Previdência, a expectativa é de aceleração econômica neste ano. A pesquisa Focus do Banco Central, que ouve semanalmente uma centena de economistas, mostra que é esperado um crescimento de 2,48 por cento do PIB em 2019, indo a 2,65 por cento em 2020.

    A esperada melhora das condições financeiras e do mercado de crédito, bem como uma contínua recuperação do mercado do trabalho, dependem, entretanto, da manutenção da agenda de reformas e ajustes da economia pelo governo.

    Para o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos, a economia deve acelerar a 2 por cento em 2019, diante da demanda doméstica mais firme, particularmente os gastos com investimentos.

    'A aceleração prevista do crescimento deve ser sustentada por um impulso mais firme do crédito, condições monetárias e financeiras mais expansionistas e melhora gradual do mercado de trabalho', disse ele em nota, alertando entretanto que os ajustes fiscais devem estar no centro da agenda do governo para este ano.

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    Crescimento da China em 2018 desacelera para mínima de 28 anos, mais estímulo é esperado

    Por Kevin Yao e Yawen Chen

    PEQUIM (Reuters) - A economia da China desacelerou no quarto trimestre sob o peso do enfraquecimento da demanda doméstica e das tarifas dos Estados Unidos, levando o crescimento em 2018 para o menor patamar em quase três décadas e pressionando Pequim a adotar mais medidas de estímulo para evitar uma desaceleração mais acentuada.

    Sinais crescentes de fraqueza na China estão alimentando o nervosismo sobre riscos à economia mundial e pesando sobre os lucros de empresas que vão da Apple a grandes montadoras.

    O Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre cresceu no ritmo mais fraco desde a crise financeira global, caindo a 6,4 por cento na comparação com o ano anterior como esperado, de 6,5 por cento no terceiro trimestre, informou nesta segunda-feira a Agência Nacional de Estatísticas.

    Isso levou o crescimento no ano de 2018 a 6,6 por cento, taxa mais baixa desde 1990. O PIB em 2017 cresceu 6,8 por cento.

    Autoridades prometeram mais suporte este ano para reduzir o risco de fortes perdas de emprego, mas descartaram uma 'inundação' de estímulo como já aconteceu no passado, que rapidamente aumentou a taxa de crescimento mas deixou enormes dívidas.

    'O governo tem meios para sustentar a economia. Eles podem expandir os gastos com infraestrutura e podem cortar a taxa de compulsório dos bancos. Então não precisamos nos preocupar com os gastos de capital', disse Naoto Saito, pesquisador chefe do Instituto de Pesquisa Daiwa.

    'Mas o problema está no consumo. Enquanto os EUA e a China se enfrentam em muitas frentes, o sentimento do consumidor parece ter sido afetado. Até agora, o crescimento sólido dos salários tem sustentado o consumo, mas agora parece haver um senso de vaga ansiedade sobre o futuro.'

    Com a expectativa de que leve algum tempo para que as medidas de suporte façam efeito, a maioria dos analistas acredita que as condições devem piorar antes de melhorar, e veem mais desaceleração para 6,3 por cento neste ano.

    Apesar de uma série de medidas até agora, os dados de dezembro divulgados junto com o PIB mostram contínua fraqueza generalizada na economia no final do ano passado.

    A produção industrial acelerou inesperadamente para 5,7 por cento de 5,4 por cento, mas foi um dos poucos pontos bons, junto com um setor de serviços mais forte.

    Outros dados mostraram que o investimento e as vendas no varejo continuaram a definhar, enquanto a taxa de desemprego subiu.

    O investimento em ativo fixo aumentou 5,9 por cento em 2018, o mais baixo em ao menos 22 anos, conforma a repressão regulatória sobre financiamento de risco e dívida pesaram sobre os gastos de governos locais no início do ano.

    Os consumidores chineses estão claramente sentido a pressão. Embora o crescimento das vendas no varejo tenha acelerado marginalmente em dezembro a 8,2 por cento, a medida de força do consumidor está em torno do patamar mais fraco em 15 anos. As vendas de automóveis no maior mercado de carros do mundo encolheu pela primeira vez desde a década de 1990.

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    Expansão do PIB do Brasil acelera a 0,8% no 3º tri com serviços e investimentos após greve

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O crescimento da economia do Brasil acelerou no terceiro trimestre com o avanço do setor de serviços, do consumo e do investimento e registrou o melhor ritmo desde o início do ano passado, mostrando recuperação após a greve dos caminhoneiros ainda que em um ritmo gradual.

    Entre julho e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8 por cento sobre o segundo trimestre, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

    O dado representa a leitura mais forte desde a alta de 1,1 por cento verificada no primeiro trimestre de 2017 e mostra aceleração em relação ao período de abril a junho, em um efeito diretamente ligado ao fato de a atividade ter sido fortemente deprimida pela greve dos caminhoneiros, em maio.

    No segundo trimestre, houve expansão de 0,2 por cento, taxa que não foi revisada pelo IBGE.

    'O resultado agora tem muito efeito da base que foi afetada pela greve dos caminhoneiros. Estamos em trajetória ascendente com sete trimestres de taxas positivas, mas o ritmo é gradual orientado pela demanda interna', explicou a economista do IBGE Rebeca Palis.

    Na comparação com o terceiro trimestre de 2017, a economia do país apresentou expansão de 1,3 por cento, resultado mais forte desde o quarto trimestre de 2017 (2,2 por cento).

    As expectativas em pesquisa da Reuters com analistas eram de expansão de 0,8 por cento do PIB no terceiro trimestre sobre o período anterior e de 1,6 por cento na comparação com um ano antes.

    REAÇÃO

    A pesquisa do IBGE mostrou que no período o destaque foi o aumento de 6,6 por cento por cento na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em um cenário em que os juros permanecem em mínima histórica e em que os investimentos ficaram travados durante a greve. Essa é a taxa de crescimento mais forte dos investimentos desde o quarto trimestre de 2009 (7,1 por cento).

    Parte disso está ligada aos efeitos da adoção do Repetro, um regime tributário especial para as atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás no país.

    'A explicação passa pelo fator específico do Repetro, mas majoritariamente porque o investimento é mais sensível à atividade econômica, reage mais rápido à mudança na confiança', explicou o economista do Banco Votorantim Carlos Lopes.

    Ainda do lado das despesas, o consumo das famílias avançou 0,6 por cento no terceiro trimestre sobre o anterior, enquanto o consumo do governo teve alta de 0,3 por cento.

    'O consumo das famílias foi estimulado pelos juros mais baixos, inflação baixa, melhoras nos indicadores de emprego, e houve uma expansão nas operações de crédito', disse Rebeca.

    Na ótica da produção, o aumento de 0,5 por cento da atividade de serviços exerceu a principal influência para o resultado do PIB do terceiro trimestre, ainda que a agropecuária tenha subido 0,7 por cento. Já a indústria apresentou crescimento de 0,4 por cento no período.

    A atividade econômica se firmou durante o terceiro trimestre, mas ainda opera com alto grau de ociosidade e com o desemprego elevado no país. Até outubro, o país foi marcado pelas incertezas em torno das eleições e, agora, o foco se volta para o avanço das reformas fiscais, destacadamente da Previdência.

    Na pesquisa Focus conduzida semanalmente pelo Banco Central, a projeção mais recente é de um crescimento do PIB este ano de 1,39 por cento, avançando para 2,5 por cento em 2019.

    'O consumo das famílias deve ter uma moderação à frente, mas os resultados se mantiverem perto de 0,5 por cento (nos dois trimestres seguintes), compatível com uma recuperação sólida da economia, chegamos perto de 2,5 por cento no ano que vem', completou Lopes.

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    Crescimento econômico dos EUA desacelera menos que o esperado no 3º tri

    Por Lucia Mutikani

    WASHINGTON (Reuters) - A economia norte-americana desacelerou menos do que o esperado no terceiro trimestre, uma vez que a queda nas exportações de soja foi parcialmente compensada pelos gastos mais fortes do consumidor em quase quatro anos e pelo aumento do investimentos em estoques.

    O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 3,5 por cento, também sustentado por gastos sólidos do governo, disse o Departamento de Comércio nesta sexta-feira em sua primeira estimativa do PIB do terceiro trimestre.

    Embora o resultado tenha representado uma desaceleração em relação ao ritmo de 4,2 por cento no segundo trimestre, ainda superou o potencial de crescimento da economia, que economistas calculam em 2 por cento.

    Em comparação com o terceiro trimestre de 2017, a economia cresceu 3 por cento, o melhor desempenho desde o segundo trimestre de 2015, mantendo-se no caminho para atingir a meta do governo de expansão de 3 por cento neste ano.

    A expansão econômica, agora em seu nono ano, é a segunda mais longa já registrada. Economistas consultados pela Reuters projetavam expansão do PIB a um ritmo de 3,3 por cento no terceiro trimestre.

    A economia é sustentada por um corte de impostos de 1,5 trilhão de dólares e aumento dos gastos do governo. O estímulo fiscal faz parte das medidas adotadas pelo governo do presidente Donald Trump para impulsionar o crescimento anual para 3 por cento em uma base sustentável.

    No entanto, o governo também está envolvido em uma guerra comercial com a China, além de disputas comerciais com outros parceiros e a desaceleração do último trimestre refletiu principalmente o impacto das tarifas retaliatórias de Pequim sobre as exportações dos EUA, incluindo a soja.

    Os produtores anteciparam embarques para a China antes que as tarifas entrassem em vigor no início de julho, impulsionando o crescimento no segundo trimestre. Desde então, as exportações de soja caíram a cada mês, aumentando o déficit comercial. Houve também quedas nas exportações de petróleo e bens de capital não automotivos. A forte demanda doméstica, no entanto, absorveu importações de bens de consumo e veículos automotores.

    O aumento do déficit comercial cortou 1,78 ponto percentual do crescimento do PIB no terceiro trimestre, maior nível desde os segundo trimestre de 1985 e reverteu a contribuição de 1,22 ponto no período entre abril e junho.

    Parte da recuperação das importações refletiu a corrida das empresas para estocar antes que as tarifas de importação dos EUA, principalmente sobre produtos chineses, entrassem em vigor. As importações exercem um peso sobre o crescimento do PIB. Mas algumas das importações provavelmente acabaram em armazéns, aumentando o estoque, o que contribui para o PIB.

    Os estoques aumentaram a uma taxa de 76,3 bilhões de dólares, após um declínio de 36,8 bilhões de dólares no segundo trimestre. Como resultado, o investimento em estoques adicionou 2,07 pontos percentuais ao crescimento do PIB, a maior contribuição desde o primeiro trimestre de 2015, após ter cortado 1,1 ponto percentual da produção no segundo trimestre.

    Excluindo os efeitos do comércio e dos estoques, o PIB cresceu a uma taxa de 3,1 por cento no terceiro trimestre, em comparação a um ritmo de 4,0 por cento no período de abril a junho.

    Um crescimento sólido no terceiro trimestre deve manter o Federal Reserve no curso de elevar os juros novamente em dezembro, apesar do recente aperto nas condições do mercado financeiro ter provocado vendas no mercado acionário e alta nos rendimentos dos Treasuries.

    O Fed elevou a taxa de juros em setembro pela terceira vez este ano e removeu a referência em seu comunicado à política monetária permanecer 'expansionista' .

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