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    Finlândia e Suécia oficializam candidatura para aderir à Otan e enfrentam objeção turca

    Placeholder - loading - Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg segura pastas com pedidos de adesão da Suécia e da Finlândia à aliança militar ocidental em Bruxelas 18/05/2022 REUTERS/Johanna Geron/Pool
    Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg segura pastas com pedidos de adesão da Suécia e da Finlândia à aliança militar ocidental em Bruxelas 18/05/2022 REUTERS/Johanna Geron/Pool

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    Por Robin Emmott e Marine Strauss

    BRUXELAS (Reuters) - A Finlândia e a Suécia solicitaram formalmente a adesão à aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta quarta-feira na sede da entidade, em uma decisão estimulada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, mas os dois países enfrentam objeções da Turquia a um processo de adesão que deve levar apenas algumas semanas.

    Neutras durante a Guerra Fria, a decisão da Suécia e da Finlândia de aderir à Otan é uma das mudanças mais significativas na arquitetura de segurança da Europa em décadas, refletindo uma alteração radical na opinião pública da região nórdica desde a invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro.

    'Este é um momento histórico, que devemos aproveitar', disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em uma breve cerimônia na qual os embaixadores sueco e finlandês na aliança entregaram suas cartas de candidatura, cada um em uma pasta branca estampada com sua bandeira nacional.

    'Acolho calorosamente os pedidos da Finlândia e da Suécia para aderir à Otan. Vocês são nossos parceiros mais próximos, e sua adesão à Otan aumentará nossa segurança compartilhada', disse Stoltenberg. A aliança considera que a adesão da Finlândia e da Suécia a fortaleceria enormemente no Mar Báltico.

    Com os pedidos formalmente apresentados, os países nórdicos e seus muitos apoiadores enfrentam agora meses incertos onde quaisquer resistências às suas candidaturas precisam ser superadas, com todos os 30 membros da Otan precisando aprovar a ampliação da aliança.

    A ratificação pelos Parlamentos dos países aliados poderia demorar até um ano, dizem os diplomatas.

    A Turquia surpreendeu seus aliados nos últimos dias dizendo que tinha reservas quanto à adesão da Finlândia e da Suécia, dizendo que os dois países abrigam indivíduos ligados a grupos que ela considera terroristas e que atacam os embargos à exportação de armas impostos a ela após a incursão da Síria em 2019.

    Stoltenberg disse na quarta-feira acreditar que essas questões podem ser resolvidas.

    'Estamos determinados a trabalhar em todas as questões e chegar a conclusões rápidas', disse Stoltenberg, observando o forte apoio de todos os outros aliados às candidaturas dos países nórdicos.

    Procurando levar adiante o processo de adesão, o ministro da Defesa da Suécia já se dirigiu a Washington e será seguido pela primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, e pelo presidente finlandês, Sauli Niinisto, no final desta semana.

    Os países esperam que a rápida ratificação pelos Estados Unidos, principal potência da aliança, ajude a facilitar seu caminho para a adesão, após a Casa Branca manifestar confiança de que quaisquer obstáculos podem ser superados.

    A decisão de buscar um lugar na Otan representa um revés para a Rússia, com a guerra na Ucrânia desencadeando uma ampliação das fronteiras da Otan em direção às fronteiras russas, justamente um dos motivos apontados por Moscou para invadir o país vizinho.

    Até agora, a resposta de Moscou tem sido inesperadamente silenciosa, depois de alertar anteriormente sobre medidas de natureza 'militar-técnica' e que poderia implantar armas nucleares em seu exclave europeu de Kaliningrado caso Suécia e Finlândia aderissem à Otan.

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse na segunda-feira que a adesão sueca e finlandesa à Otan não representava nenhuma ameaça para a Rússia, mas advertiu que Moscou responderia se a aliança ocidental incrementasse a infraestrutura militar nos países nórdicos.

    Escrito por Reuters

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