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FMI alerta países contra subsídios aos combustíveis para lidar com o choque de energia provocado pela guerra

FMI alerta países contra subsídios aos combustíveis para lidar com o choque de energia provocado pela guerra

Reuters

15/04/2026

Placeholder - loading - Rodrigo Valdes, o novo chefe de assuntos fiscais do FMI  15 de abril de 2026. REUTERS/Ken Cedeno
Rodrigo Valdes, o novo chefe de assuntos fiscais do FMI 15 de abril de 2026. REUTERS/Ken Cedeno

Por Andrea Shalal

WASHINGTON, 15 Abr (Reuters) - A guerra no ​Oriente Médio intensificou as tensões sobre uma situação fiscal global já frágil, com taxas de juros mais altas e aumento dos preços da energia alimentando pedidos de suporte dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento, disse o Fundo Monetário Internacional nesta quarta-feira em seu relatório Monitor Fiscal.

Rodrigo Valdes, o novo chefe de assuntos fiscais do FMI, disse que os países deveriam evitar subsídios aos combustíveis para ajudar seus cidadãos a lidar com a escassez de petróleo e o correspondente aumento nos preços da energia. Transferências de dinheiro temporárias e direcionadas que não mascarem ⁠os preços ⁠mais altos seriam uma opção muito melhor, ​disse ‌ele.

'Não temos petróleo. Não temos energia. A energia precisa ser mais cara para todos, para que o ajuste aconteça e consumamos menos', disse Valdes à Reuters em uma entrevista.

Na terça-feira, o FMI reduziu sua perspectiva de crescimento global devido aos picos dos ⁠preços de energia provocados pela guerra e às interrupções no fornecimento, alertando que ​a economia global pode ser levada à beira da recessão se o conflito piorar ​e o petróleo permanecer acima de US$100 por barril ‌até 2027.

'Você pode passar ​por isso (preços ⁠mais altos de energia) e depois fazer outras coisas para ajudar', disse Valdes. 'Trata-se de um choque global e, se os países suprimirem o sinal de preço, o preço global será mais alto... ​É muito importante dar sinais de preço para que a demanda possa se ajustar.'

Valdes disse que os controles de exportação, a extensão dos danos à infraestrutura de energia e a capacidade de outros países de aumentar a produção de petróleo moldarão a avaliação do impacto ​da guerra e suas implicações.

Depois que as condições se estabilizarem, ele disse que é fundamental que os países mantenham o foco nos desafios de longo prazo, já que a dívida pública continua a aumentar, impulsionada pela expansão dos gastos permanentes em programas sociais ou pela redução das receitas, principalmente em algumas das maiores economias.

A dívida pública global atingiu 93,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, um aumento de quase dois pontos percentuais em relação aos 92% do ano ​anterior, e deverá atingir 100% do PIB em 2029, um ano antes do previsto há apenas ‌um ano, de acordo com o último ⁠Monitor Fiscal do FMI.

Isso representaria o maior ônus da dívida pública desde o período posterior à Segunda Guerra Mundial, segundo o relatório. A expectativa é de que a dívida pública ⁠continue aumentando e possa chegar a 102,3% do PIB até ⁠2031, acrescentou.

Os pagamentos de juros também cresceram ⁠acentuadamente, atingindo quase 3% ⁠do ​PIB em 2025, em comparação com 2% há quatro anos, disse o FMI.

(Reportagem de Andrea Shalal)

Reuters

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