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FMI diz que Bolsa Família não desencoraja participação de mulheres no mercado de trabalho

FMI diz que Bolsa Família não desencoraja participação de mulheres no mercado de trabalho

Reuters

11/02/2026

Placeholder - loading - Pessoas observam anúncios de emprego em poste de luz no centro de São Paulo 30/09/2020 REUTERS/Amanda Perobelli
Pessoas observam anúncios de emprego em poste de luz no centro de São Paulo 30/09/2020 REUTERS/Amanda Perobelli

Por Victor Borges

BRASÍLIA, 11 Fev (Reuters) - O Fundo Monetário ​Internacional (FMI) avalia que o programa Bolsa Família não tem reduzido sistematicamente a participação de mulheres na força de trabalho no Brasil e aponta a disparidade salarial entre gêneros como um dos fatores que pode desencorajar a participação feminina no mercado de emprego.

'Constatamos que não, o Bolsa Família parece não reduzir sistematicamente a participação na força de trabalho. Exceto para mulheres com crianças até seis anos, em que o benefício está associado a uma menor participação feminina', apontou o FMI em um ⁠relatório ⁠assinado pela economista Bunyada Laoprapassorn e ​divulgado nesta ‌quarta-feira.

Segundo o fundo, mulheres tendem a receber salários mensais 22% inferiores aos recebidos por homens -- em comparações que levam em conta a escolaridade, a idade, a raça, o setor e o cargo -- e a avaliação ⁠é que essa disparidade pode levar mulheres, beneficiárias do Bolsa Família ou ​não, a preferir ficar em casa e cuidar dos filhos mais novos ​a ingressar no mercado de trabalho.

O valor ‌mensal do Bolsa Família, ​que beneficia ⁠aproximadamente 50 milhões de pessoas no país, é de cerca de R$680 para famílias que mantêm seus filhos na escola e cumprem com condicionalidades de saúde como ​vacinação básica.

O fundo destacou que a recuperação dos indicadores de trabalho para níveis anteriores à pandemia de Covid-19, com a taxa de desemprego atualmente nos menores níveis em cerca de 25 anos, deixou mulheres para trás em relação aos ​homens e citou a redução na diferença nas taxas de participação no mercado de trabalho entre os gêneros como um fator que poderia fortalecer a atividade econômica.

'Nossas estimativas sugerem que reduzir pela metade a diferença nas taxas de participação na força de trabalho de homens e mulheres, de 20 para 10 pontos percentuais até 2033, poderia elevar o crescimento anual do Brasil em cerca de 0,5 ponto ​percentual durante esse período', disse o relatório.

Entre os principais elementos que podem reduzir essa ‌desigualdade, o FMI citou ajustes a ⁠regras do Bolsa Família, sobretudo após contratação para vagas formais, com o intuito de reduzir possíveis desincentivos ao trabalho remunerado.

O fundo também apontou a ampliação ⁠do acesso a creches e serviços de assistência ⁠a idosos, ajustes na política de licença ⁠parental e a ⁠implementação ​eficaz da Lei da Igualdade Salarial como possíveis soluções para essa disparidade.

(Por Victor Borges)

Reuters

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