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Forças Armadas israelenses admitem que número de mortos em Gaza chega a cerca de 70 mil, diz mídia

Forças Armadas israelenses admitem que número de mortos em Gaza chega a cerca de 70 mil, diz mídia

Reuters

30/01/2026

Placeholder - loading - Locais destruídos por ataques de Israel em Khan Younis, sul da Gaza  22/1/2026   REUTERS/Ramadan Abed
Locais destruídos por ataques de Israel em Khan Younis, sul da Gaza 22/1/2026 REUTERS/Ramadan Abed

JERUSALÉM, 30 Jan (Reuters) - As Forças Armadas ⁠de Israel admitiram que cerca de 70.000 palestinos foram mortos durante a guerra em Gaza, depois de ter anteriormente posto em dúvida o número de mortos relatado pelas autoridades de saúde do enclave, informou a mídia israelense na sexta-feira, citando autoridades militares graduadas.

As Nações Unidas há muito aceitam como precisos os números de mortos registrados pelas autoridades de saúde em Gaza. Israel questionava os números, argumentando que ​o Ministério da Saúde do enclave ⁠era administrado ⁠pelo Hamas e não era confiável.

O Ministério da Saúde de Gaza publica os nomes e idades das pessoas que registra como mortas. Agora, diz que o número de mortos é superior a 71.000, incluindo mais de 480 mortos ‌em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo mediado pelos ​EUA em outubro.

Afirma que muitos milhares ‌ainda estão soterrados ​sob os ​escombros das cidades destruídas de Gaza. Não faz distinção entre civis e combatentes, mas identificou a maioria dos mortos como mulheres ou ​crianças.

Citando uma entrevista na quinta-feira com autoridades militares graduadas, o site de notícias israelense Ynet e outros veículos de comunicação importantes informaram que as Forças Armadas adotaram uma estimativa semelhante.

“Em nossa estimativa, cerca de 70.000 habitantes de Gaza foram mortos durante a guerra, sem incluir pessoas desaparecidas”, disse um oficial citado pelo Ynet.

“Estamos atualmente fazendo o trabalho de distinguir entre terroristas e aqueles que não estavam envolvidos”, afirmou a autoridade, segundo o site.

Solicitados a comentar, os militares de Israel disseram que “os detalhes publicados não refletem ⁠os dados oficiais (das Forças de Defesa de Israel)”.

Acrescentaram: “Qualquer publicação ou relatório sobre ‌este assunto será divulgado através ⁠de canais oficiais e ordenados”.

O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra, matou cerca ‍de 1.200 pessoas em Israel, a maioria delas civis, de acordo com os registros ​israelenses. ‌Mais de 470 soldados israelenses morreram durante a guerra.

(Reportagem de Rami Ayyub)

Reuters

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