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França deve crescer 0,7% em 2026 sob impacto de choque do petróleo, afirma órgão de estatística

França deve crescer 0,7% em 2026 sob impacto de choque do petróleo, afirma órgão de estatística

Reuters

17/06/2026

Placeholder - loading - Oosto de combustível em Paris 25 de março de 2026. REUTERS/Abdul Saboor
Oosto de combustível em Paris 25 de março de 2026. REUTERS/Abdul Saboor

PARIS, 17 Jun (Reuters) - A economia ​da França deve registrar um crescimento modesto em 2026 já que a alta nos preços do petróleo pressiona os consumidores, o que é apenas parcialmente compensado por uma recuperação na produção industrial, informou nesta quarta-feira o INSEE, órgão nacional de estatística.

A segunda maior economia da zona do euro deve crescer 0,7% este ano, após 0,9% ⁠no ⁠ano passado, projetou o INSEE ​em ‌seu cenário mais recente, estimando que o choque nos preços do petróleo causado pela guerra no Irã representará um impacto negativo de 0,2 a ⁠0,3 ponto percentual no crescimento.

À medida que as empresas ​repassam os custos mais elevados, as famílias arcarão ​com o peso do choque de ‌energia devido ​a um ⁠mercado de trabalho fraco, que limita sua capacidade de garantir salários mais altos, afirmou o INSEE.

Enquanto os consumidores restringem ​os gastos e recorrem às economias, as empresas industriais francesas estão se saindo melhor, com os fabricantes de produtos químicos e refinarias conquistando participação de ​mercado dos concorrentes do Oriente Médio, afetados pela interrupção do comércio no Golfo.

O crescimento econômico será sustentado pelos setores de construção naval e aeroespacial, com carteiras de pedidos civis e militares cheias e remessas que devem aumentar 10% este ano, impulsionando as exportações, afirmou o INSEE.

Em termos ​trimestrais, o crescimento deve acelerar para 0,3% no segundo ‌trimestre — revisão para cima em ⁠relação aos 0,2% estimados anteriormente —, após uma contração de 0,1% no início do ano, à medida que ⁠as exportações se recuperam.

O crescimento deverá, ⁠então, desacelerar para 0,1% ⁠tanto no ⁠terceiro ​quanto no quarto trimestre, informou o INSEE.

(Reportagem de Leigh Thomas)

Reuters

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