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Frete rodoviário sobe 3,36% em março e mantém alta em abril com diesel e safra, diz Repom

Frete rodoviário sobe 3,36% em março e mantém alta em abril com diesel e safra, diz Repom

Reuters

17/04/2026

Placeholder - loading - Caminhões carregados de soja esperam para descarregar no porto de Miritituba, já que o tráfego intenso de grãos na região levou a longas filas durante a temporada de embarque da colheita no Brasil, em
Caminhões carregados de soja esperam para descarregar no porto de Miritituba, já que o tráfego intenso de grãos na região levou a longas filas durante a temporada de embarque da colheita no Brasil, em

SÃO PAULO, 17 Abr (Reuters) - O preço médio ​do frete por quilômetro rodado no Brasil fechou março em R$7,99, o que representa uma alta de 3,36% em relação a fevereiro, com impulso dos preços do diesel em meio a repasses da alta do petróleo e também com forte demanda do setor agrícola, devido à colheita e escoamento da safra recorde de soja, apontou a plataforma Repom nesta sexta-feira.

O Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborado com base em dados da Repom, registrou uma alta de 8,7% em relação ⁠ao ⁠preço médio de março do ano ​passado, informou ‌a empresa do grupo Edenred, que indicou também que abril deve fechar com nova alta mensal.

O frete é importante fator para a composição da rentabilidade de diversos setores, em especial do agronegócio, com produtores normalmente ⁠registrando descontos no preço da commodity devido aos custos mais altos.

'O ​avanço do frete em março reflete uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. ​De um lado, temos a pressão internacional ‌sobre o preço do ​diesel; ⁠de outro, um ambiente doméstico ainda aquecido, com manutenção da demanda por transporte', afirmou o diretor de Unidades de Negócio na Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, em nota.

Além disso, ​disse ele, mudanças regulatórias como a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) também impactam a dinâmica de custos do setor.

'Para o fechamento de abril, o preço deve continuar subindo', acrescentou.

O IFR é levantado com base nos ​dados exclusivos das 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom.

A empresa observou ainda que o principal fator por trás da alta do frete registrada no período foi o aumento do preço do diesel, impactado pelo cenário global de abastecimento de petróleo, ainda pressionado pelas tensões no Oriente Médio.

No Brasil, esse movimento foi percebido nas bombas: o preço médio do diesel ​S-10 subiu 13,60% em março ante fevereiro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket ‌Log.

O preço do frete já vinha ⁠sustentado desde fevereiro, quando o início da colheita e escoamento da safra impulsionaram os valores, segundo a Repom.

No campo regulatório, a exigência da Agência Nacional ⁠de Transportes Terrestres (Antt) para a emissão do Ciot para ⁠todas as operações, com aplicação de ⁠multas por violação ⁠do ​piso mínimo do frete, também influenciou nos custos.

(Por Roberto Samora; edição de Marta Nogueira)

Reuters

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