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Gabinete de segurança israelense discute possível cessar-fogo no Líbano, diz autoridade sênior

Gabinete de segurança israelense discute possível cessar-fogo no Líbano, diz autoridade sênior

Reuters

15/04/2026

Placeholder - loading - Fumaça é vista após ataque israelense no Líbano 15 de abril de 2026 REUTERS/Florion Goga
Fumaça é vista após ataque israelense no Líbano 15 de abril de 2026 REUTERS/Florion Goga

Por Maayan Lubell e Laila Bassam e ​Maya Gebeily

JERUSALÉM/BEIRUTE, 15 Abr (Reuters) - O gabinete de segurança de Israel se reuniu nesta quarta-feira para discutir um possível cessar-fogo no Líbano, disse uma autoridade israelense sênior, em meio à guerra contra o Hezbollah, um desdobramento do conflito dos EUA e Israel contra o Irã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse anteriormente que a guerra contra o Irã poderia terminar em breve, dizendo ao mundo para ficar atento a 'dois dias incríveis'.

O governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estava sob forte pressão de Washington para chegar a um ⁠cessar-fogo ⁠no Líbano, disse outra autoridade israelense ​sênior.

No entanto, ‌enquanto o gabinete de segurança se reunia, Netanyahu divulgou uma declaração em vídeo na qual dizia que os militares israelenses continuavam a atacar o Hezbollah e estavam prestes a 'tomar' a cidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano.

Combatentes ⁠do Hezbollah estão escondidos em Bint Jbeil, um reduto do grupo ​e uma porta de entrada para os vilarejos vizinhos.

Netanyahu disse que havia instruído ​os militares a continuar reforçando a zona de ‌segurança no sul ​do Líbano ⁠e, ao mesmo tempo, negociar um acordo de paz com o Líbano.

Israel e Líbano realizaram raras conversas entre embaixadores em Washington na terça-feira.

'Essas negociações não ocorrem há mais de ​40 anos. Elas estão acontecendo agora porque somos muito fortes, e os países estão vindo até nós -- não apenas o Líbano', disse Netanyahu.

ISRAEL ESTABELECE ZONA PROIBIDA PARA O HEZBOLLAH

A ofensiva de Israel no Líbano começou em 2 de março, depois que ​o Hezbollah, apoiado pelo Irã, abriu fogo contra Israel em apoio a Teerã, reacendendo a guerra entre os inimigos apenas 15 meses após o último grande conflito.

A guerra matou mais de 2.000 pessoas no Líbano e forçou 1,2 milhão a deixar suas casas, segundo as autoridades libanesas.

Os militares israelenses enviaram tropas para o sul do Líbano, onde prometeram estabelecer uma zona de proteção e manter o controle sobre o território ​até o rio Litani, que se encontra com o Mediterrâneo a cerca de 30 km ‌ao norte da fronteira de Israel.

'Eu ⁠instruí que toda a área do sul do Líbano até o rio Litani se torne uma zona proibida para os agentes do Hezbollah', disse o chefe ⁠do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, ⁠durante uma visita ao sul do ⁠Líbano.

Os ataques do Hezbollah ⁠mataram ​dois civis israelenses, enquanto 13 soldados morreram no Líbano desde 2 de março, segundo Israel.

Reuters

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