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Governo ampliará bloqueio de despesas de ministérios, diz Durigan

Governo ampliará bloqueio de despesas de ministérios, diz Durigan

Reuters

21/05/2026

Placeholder - loading - Ministro da Fazenda, Dario Durigan 24 de abril de 2026 REUTERS/Jorge Silva
Ministro da Fazenda, Dario Durigan 24 de abril de 2026 REUTERS/Jorge Silva

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 21 Mai (Reuters) - O governo ​federal anunciará na sexta-feira uma ampliação do bloqueio de gastos de ministérios para respeitar o limite de despesas deste ano, disse nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Atualmente, o bloqueio está em R$1,6 bilhão. Em entrevista à CNN Brasil, Durigan afirmou que apesar do bloqueio maior, não será necessário promover um contingenciamento -- trava ativada quando a equipe econômica vê risco de descumprimento da meta fiscal do ano.

O governo agendou para 15h de sexta-feira a apresentação de seu relatório bimestral de receitas e despesas, que avalia o andamento ⁠das ⁠contas federais e aponta eventuais necessidades de ​cortes de ‌gastos para atender a regras fiscais.

'A gente vai caminhar para um aumento de bloqueio, portanto, é o governo cortando na própria carne', disse o ministro.

Na entrevista, Durigan disse concordar que os juros no Brasil não são civilizados, acrescentando ⁠que o governo se incomoda com um custo elevado para a rolagem ​de sua dívida pública.

Ele defendeu que o governo siga com uma trajetória gradual ​de saneamento das contas públicas e ajude o Banco ‌Central no controle ​da inflação, ⁠mas afirmou que as atuais pressões sobre preços foram geradas pela guerra no Irã, não pela política fiscal do governo.

Perguntado sobre o risco de medidas do governo estimularem o consumo ​e pressionarem a inflação, Durigan disse que 'não é verdade que estamos injetando dinheiro para aumentar a demanda de maneira geral'. Para ele, as linhas de crédito anunciadas até o momento, como as voltadas para caminhões e motoristas de aplicativo, são direcionadas a ​agentes impactados pelo choque da guerra no Irã.

DIRETORIAS DO BC

Na entrevista, o ministro disse ser contra 'maiores atrasos' nas indicações de nomes para diretorias do Banco Central, afirmando que deve conversar sobre o tema 'em breve' com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele ponderou que ainda não tratou sobre esse assunto com Lula e disse que tem se concentrado em outros assuntos.

A diretoria do Banco Central está desfalcada desde o início do ano, ​com o Comitê de Política Monetária (Copom) tomando decisões de juros sem dois dos nove membros. O ‌governo não indicou nomes para ocupar ⁠as cadeiras diante de dificuldades políticas no Senado, que é responsável por avaliar e aprovar as indicações.

Em outra frente, após o governo decidir zerar o imposto de ⁠produtos de pequeno valor comprados em plataformas internacionais, conhecido como 'taxa ⁠das blusinhas', Durigan disse que o ⁠tributo é regulatório e, ⁠portanto, ​pode ser rediscutido ou retomado se houver algum 'desarranjo' no sistema.

(Por Bernardo Caram;edição de Alexandre Caverni)

Reuters

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