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    Gripe espanhola originou o uso de máscaras cirúrgicas

    A proteção surgiu no final do século 18, mas só foi usada nas ruas após o surto da gripe

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    A máscara cirúrgica começou a ser usada após o surto da Gripe Espanhola. Crédito da imagem: iStock

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    Diante da epidemia do novo coronavírus, várias pessoas têm feito o uso de máscaras cirúrgicas para evitar a infecção. A proteção vem sido muito procurada por brasileiros que desejam se prevenir.

    Além disso, descendentes de chineses estão comprando e enviando as máscaras para os parentes que residem no país asiático. Com isso, a proteção se encontra, no Brasil, com o preço mais elevado.

    Geralmente, é usada em muitos países para prevenir infecções e altos níveis de poluição. Porém, pouco se fala quando o uso das máscaras faciais se iniciou.

    A proteção surgiu no final do século 18, mas só foi usada nas ruas após um surto de gripe que se iniciou em 1918, matando cerca de 50 milhões de pessoas, 5% da população global.

    A Gripe Espanhola foi uma pandemia, que se disseminou em todo o mundo, causada pelo vírus influenza A do tipo H1N1. Especialistas consideram a doença como a mais letal da história da humanidade.

    A origem da gripe é desconhecida, no entanto foi bastante comum entre alguns mamíferos e aves, tanto selvagens quanto domésticos. Não houve registros da enfermidade em outros primatas.

    Isso fez com que estudiosos concluíssem que o vírus era procedente da civilização, surgida pela sedentarização ocorrida no período Neolítico. Isso significa que a transição cultural do povo nômade para permanecer em um único local, pode ter tido como consequência o alastramento do vírus.

    Mesmo sendo denominada de Gripe Espanhola, a doença se iniciou em Fort Riley, Kansas, Estados Unidos, em 4 de março de 1918, e em Queens, Nova York, em 11 de março do mesmo ano.

    O nome foi dado, porque durante a 1ª Guerra Mundial, a Espanha foi o único país a se manter neutro em todos os aspectos: tanto em relação a imprensa e as notícias sobre a doença. As informações dos 8 milhões de infectados pela ‘fiebre de los tres días’ era repassada à população espanhola.

    Enquanto isso, outros países bloqueavam notícias que pudessem desfavorecer as tropas que lutavam na guerra.

    A gripe atingia o aparelho respiratório e os principais sintomas eram: tosse, dor de garganta, febre, calafrios, fraqueza, prostração e dores nos músculos e juntas. A doença era transmitida através do contato com pessoas contaminadas.

    A epidemia afetou diversas nações em três diferentes épocas. Na primeira vez, a enfermidade apareceu entre março e abril, no Kansas, Estados Unidos. Apesar de ter sido considerada branda, levou à morte de 10 mil pessoas, em seis meses.

    Após percorrer diversos continentes, a epidemia retornou aos Estados Unidos em agosto, com uma taxa de letalidade de 6 a 8%.

    No terceiro momento, entre fevereiro e maio de 1919, a infecção foi mais moderada.

    No Brasil, a epidemia ganhou força quando brasileiros que estavam no norte da África foram contaminadas. A pandemia chegou a matar mais de 35 mil pessoas no país.

    Em 2009, o vírus H1N1 — do tipo A — retornou.  No entanto, a força da doença foi muito menor do que no século anterior. Não houve epidemia, e os Governos da maioria das nações investiram na vacina contra a gripe.

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