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Guerra na Ucrânia corre risco de ser 'esquecida', diz papa

Guerra na Ucrânia corre risco de ser 'esquecida', diz papa

Reuters

10/01/2024

Placeholder - loading - Papa Francisco durante audiência semanal no Vaticano 10/01/2024 Vatican Media/Divulgação via REUTERS
Papa Francisco durante audiência semanal no Vaticano 10/01/2024 Vatican Media/Divulgação via REUTERS

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco está preocupado com o fato de a atenção internacional estar se desviando da guerra de quase dois anos da Rússia contra a Ucrânia, disse a Igreja Católica ucraniana de rito oriental nesta quarta-feira.

A Rússia lançou uma invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, e os dois lados estão presos no que foi descrito como uma guerra de desgaste, em meio a preocupações de que o apoio ocidental a Kiev possa vacilar à medida que o conflito se arrasta.

Em uma carta ao chefe da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Francisco disse lamentar que 'em uma situação internacional cada vez mais trágica, a guerra na Ucrânia corre o risco de se tornar esquecida', disse a Igreja em um comunicado.

O papa respondeu a uma carta do arcebispo Sviatoslav Shevchuk, que levantou preocupações semelhantes sobre a guerra, e o informou em 29 de dezembro sobre os ataques aéreos russos, os maiores desde o início do conflito.

Francisco disse que os ataques contra civis e infraestruturas vitais são 'vis, inaceitáveis e não podem ser justificados de forma alguma', e pediu à comunidade internacional e a todos os envolvidos no conflito que busquem soluções pacíficas, de acordo com a declaração.

O papa tem pedido paz constantemente, com inúmeros apelos para a 'Ucrânia mártir', mas tem enfrentado críticas em alguns setores ucranianos por parecer relutante em criticar abertamente a Rússia, especialmente no início da guerra.

Francisco também enviou um enviado especial para a paz, o cardeal italiano Matteo Zuppi, a Kiev, Moscou, Washington e Pequim, e encarregou-o de ajudar a repatriar as crianças ucranianas da Rússia e dos territórios ocupados pela Rússia.

A Rússia disse que está pronta para negociações de paz se a Ucrânia levar em conta as 'novas realidades', sugerindo o reconhecimento de que a Rússia controla cerca de 17,5% do território ucraniano. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, rejeitou qualquer noção de que Moscou esteja interessada em conversações.

(Reportagem de Alvise Armellini)

((Tradução Redação São Paulo))

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