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    Em guinada histórica, Vaticano cogita padres casados na Amazônia

    Por Philip Pullella

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Um documento do Vaticano emitido nesta segunda-feira disse que a Igreja deveria cogitar ordenar homens casados como padres em áreas remotas da Amazônia, em uma guinada histórica que alguns acreditam poder abrir caminho para outras áreas onde o clero é escasso.

    A recomendação, contida em um documento preparatório elaborado pelo Vaticano para um sínodo de bispos da Amazônia marcado para outubro, também pediu algum tipo de 'ministério oficial' para mulheres da região, mas não entrou em detalhes.

    Trata-se da menção mais direta já vista em um documento do Vaticano da possibilidade do sacerdócio de homens casados, embora limitada, e de um papel ministerial maior para mulheres em uma área do mundo.

    O documento falou da possibilidade de ordenar aqueles conhecidos como 'viri probati' --homens de caráter comprovado, em latim-- para lidar com a falta de padres. Tais homens seriam membros idosos e destacados da comunidade católica local com famílias já criadas.

    'Embora afirmando que o celibato é um presente para a Igreja, houve pedidos de que, para as áreas mais remotas da região, (a Igreja) estude a possibilidade de conferir ordenamento sacerdotal a homens idosos, preferivelmente nativos, membros respeitados e aceitos de suas comunidades', disse o documento.

    O texto disse que tais homens poderiam ser ordenados 'mesmo se já tiverem uma família estabelecida e estável, de forma a garantir os sacramentos que acompanham e sustentam a vida cristã'.

    Só padres podem rezar missas ou ouvir confissões, o que significa que os católicos de comunidades isoladas da Amazônia podem passar meses sem participar de nenhum destes sacramentos.

    Alguns estudiosos católicos disseram que a aprovação dos 'viri probati' na Amazônia pode abrir caminho eventualmente para seu emprego em outras partes do mundo em reação à carência de padres.

    Em uma entrevista a um jornal alemão em 2017, o papa Francisco se disse disposto a cogitar o ordenamento dos 'viri probati' como padres em comunidades isoladas.

    Mas ele descartou uma abertura geral do sacerdócio aos homens casados ou reduzir o compromisso da Igreja Católica com o celibato, visto como uma virtude que liberta os padres para devotarem suas vidas por completo ao serviço de Deus.

    O sínodo de 6 a 27 de outubro no Vaticano incluirá bispos e outros representantes do Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

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    Papa denuncia 'agruras e desafios diários' dos católicos da China

    Por Philip Pullella

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco homenageou os católicos chineses nesta quarta-feira por manterem a fé apesar das 'agruras e desafios', uma referência aparente às restrições de Pequim à religião.

    A declaração a dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a audiência geral semanal vieram no momento em que o Vaticano e a China se encontram na fase de implantação de um acordo histórico para a indicação de bispos, acertado em setembro.

    O acordo dividiu os católicos na China e em todo o mundo, já que alguns críticos do papa dizem que ele cedeu ao governo comunista. O crítico mais duro do pacto é o cardeal Joseph Zen, ex-arcebispo de Hong Kong.

    Francisco observou que a próxima sexta-feira marcará um dia santo particularmente comemorado pelos católicos no santuário de Nossa Senhora de Sheshan, perto de Xangai.

    'Esta ocasião feliz me permite expressar uma proximidade e afeição especial por todos os católicos da China, que, entre agruras e desafios diários, continuam a acreditar, ter esperança e amar', disse.

    O pontífice também exortou os católicos chineses a 'sempre permanecerem unidos na comunhão com a Igreja universal'.

    A Constituição chinesa garante a liberdade religiosa, mas desde que o presidente Xi Jinping tomou posse, seis anos atrás, o governo endureceu as restrições a religiões vistas como um desafio à autoridade do governista Partido Comunista.

    O governo vem reprimindo igrejas clandestinas, tanto protestantes quanto católicas, ao mesmo tempo em que procura melhorar a relação com o Vaticano.

    A China vem seguindo uma diretriz que chama de 'sinicização' da religião, tentando extirpar influências estrangeiras e forçar a obediência ao Partido Comunista.

    As restrições à religião no país despertaram preocupação especial nos Estados Unidos. Em março, durante uma visita a Hong Kong, o embaixador dos EUA para a liberdade religiosa pediu a Pequim que acabe com a perseguição religiosa.

    No mesmo mês, uma autoridade chinesa de alto escalão acusou forças ocidentais de tentarem usar o cristianismo para influencia a sociedade da China e até 'subverter' o governo, alertando que os católicos chineses precisam seguir um modelo chinês de religião.

    O papa defendeu o acordo sobre a indicação de bispos, dizendo que ele, e não Pequim, terá a palavra final sobre quem é escolhido.

    (Reportagem adicional de Ben Blanchard em Pequim)

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    4 S

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    Papa emite decreto para responsabilizar bispos por abusos sexuais ou acobertamentos

    Por Philip Pullella

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco introduziu mudanças abrangentes na lei da Igreja Católica, nesta quinta-feira, para responsabilizar bispos por abusos sexuais ou por acobertá-los, tornando obrigatório que os clérigos os denunciem e permitindo que qualquer pessoa se queixe diretamente ao Vaticano, se necessário.

    O decreto papal, que cobre abusos de crianças e adultos, também obriga todas as dioceses católicas do mundo a criarem sistemas de notificação simples e acessíveis e estimula igrejas locais a envolverem especialistas leigos nas investigações.

    O decreto, cujo preparo foi noticiado primeiramente pela Reuters em abril, é a segunda cláusula papal do tipo desde uma cúpula sobre abusos realizada no Vaticano em fevereiro com bispos veteranos.

    A medida estabelece limites de tempo para investigações locais e a reação do Vaticano a elas e permite notificações retroativas.

    O documento ainda diz que bispos com conflitos de interesse deveriam se eximir das investigações e que também podem ser responsabilizados por abuso de poder em relações sexuais com adultos.

    O decreto de 19 artigos, intitulado 'Vos Estis Lux Mundi' (Vocês São a Luz do Mundo), eleva de 16 para 18 a idade adulta em casos de abuso sexual, e ainda cobre a posse de pornografia infantil.

    Segundo o texto, autoridades locais da Igreja não podem ordenar que aqueles que denunciarem abusos silenciem e que bispos veteranos devem tomar providências para evitar que subordinados destruam documentos, se necessário.

    Os clérigos devem obedecer às leis locais para saber se são obrigados a relatar supostos abusos sexuais às autoridades civis.

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    Revolução sexual dos anos 1960 levou à crise de abusos na Igreja, diz Bento 16

    Por Philip Pullella

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O ex-papa Bento 16 atribuiu os escândalos de abusos sexuais na Igreja Católica aos efeitos da revolução sexual dos anos 1960 e a uma decadência geral da moralidade.

    Críticos acusaram o papa emérito de tentar desviar a culpa da Igreja.

    Em um raro ensaio, Bento 16, que durante 23 anos comandou o escritório doutrinal do Vaticano --muito criticado pela maneira como tratou dos casos de abuso sexual--, argumenta que a revolução sexual levou algumas pessoas a acreditarem que a pedofilia e a pornografia são aceitáveis.

    O religioso de 91 anos, que em 2013 se tornou o primeiro papa a renunciar em seis séculos, também alertou que alguns seminários católicos têm uma cultura abertamente gay e por isso não preparam os padres adequadamente.

    'Pode ser dito que, nos 20 anos entre 1960 e 1980, os padrões normativos anteriores sobre sexualidade desmoronaram completamente, e emergiu uma nova normalidade que a esta altura se tornou o tema de tentativas diligentes de perturbação', escreveu Bento 16.

    Bento 16 comandava o escritório doutrinal em 2002, quando os primeiros casos de abuso sexual na Igreja foram expostos na cidade norte-americana de Boston.

    Desde então, escândalos de abusos na Irlanda, Chile, Austrália, França, Estados Unidos, Polônia, Alemanha e outras partes induziram a Igreja a pagar bilhões de dólares de indenizações às vítimas e a obrigaram a fechar paróquias. Muitos casos ocorreram décadas antes dos anos 1960.

    As revelações de que padres predadores muitas vezes eram transferidos de paróquia em paróquia, ao invés de expulsos ou processados criminalmente, já que bispos acobertavam os abusos, abalaram a Igreja globalmente e minaram sua autoridade.

    No final do ano passado, o cardeal australiano George Pell se tornou a autoridade católica mais graduada a ser condenada por delitos de abuso infantil. Seu papel como ex-assessor do papa Francisco levou o escândalo ao cerne da administração papal.

    Bento 16 ofereceu suas avaliações em um longo ensaio publicado na Klerusblatt, revista mensal da Igreja de sua região nativa da Baviera, na Alemanha. Uma autoridade do Vaticano confirmou sua autenticidade.

    'Entre as liberdades pelas quais a Revolução de 1968 tentou lutar está a liberdade sexual desenfreada, que não se curva mais a qualquer norma', escreveu, segundo uma tradução em inglês publicada por vários sites católicos.

    Alguns teólogos usaram o Twitter para criticar Bento 16.

    Massimo Faggioli, professor de teologia da Universidade Villanova, classificou o ensaio como uma 'caricatura' da Igreja pós Concílio do Vaticano II, 'com todas as suas inventividades e alguns erros trágicos'.

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    2 M

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    Papa diz que Igreja deve admitir histórico de dominação masculina e abuso de mulheres

    Por Philip Pullella

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Ao abordar uma série de escândalos, o papa Francisco disse nesta terça-feira que a Igreja Católica tem que admitir seu histórico de dominação masculina e de abuso sexual de mulheres e crianças, e restaurar a reputação com os jovens, ou corre o risco de se tornar 'um museu'.

    Mas, em um documento importante que demonstra uma admissão parcial de falhas significativas do clero, o papa também disse que a Igreja 'não pode concordar com tudo que certos grupos feministas propõem', em uma referência clara à proibição católica ao ordenamento de mulheres.

    O papa é alvo de críticas devido à reação da Igreja a uma crise de abusos sexuais de décadas que a prejudicou gravemente em todo o mundo e a levou a pagar bilhões de dólares de indenizações.

    Francisco fez o comentário em uma 'Exortação Apostólica' de 50 páginas, que traz suas reflexões sobre os trabalhos de uma reunião de bispos de um mês ocorrida em outubro que tratou do papel dos jovens na Igreja de 1,3 bilhão de seguidores.

    Francisco também exortou os jovens a não se desiludirem com o escândalo de abusos sexuais que atingiu a Igreja, mas trabalharem com a grande maioria de padres e outros membros do clero que se mantiveram fiéis à sua vocação.

    'Uma Igreja viva consegue contemplar a história e reconhecer uma parcela considerável de autoritarismo masculino, dominação, várias formas de escravidão, abuso e violência sexista', disse o pontífice, de 82 anos.

    'Com esta perspectiva, ela consegue apoiar o clamor pelo respeito aos direitos das mulheres e oferecer um apoio convicto a uma reciprocidade maior entre homens e mulheres, embora sem concordar com tudo que certos grupos feministas propõem', ponderou.

    Alguns grupos de mulheres pedem o ordenamento feminino, que a Igreja descartou com o argumento de que Jesus só escolheu homens como apóstolos.

    No mês passado, a redação exclusivamente feminina de uma revista mensal do Vaticano dedicada a temas femininos renunciou abruptamente, dizendo que o novo editor estava tentando limitar sua autonomia e submetê-las a um 'controle masculino direto'.

    A revista publicou uma série de reportagens, inclusive sobre o abuso sexual de freiras por parte de padres e freiras trabalhando de graça como servas de bispos. O editor negou as acusações.

    29

    2 M

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    Papa visita casa da mãe de Jesus para assinar documento sobre jovens na Igreja

    LORETO, Itália (Reuters) - O papa Francisco assinou um novo documento sobre os jovens durante uma visita feita nesta segunda-feira a um local que alguns católicos acreditam ser a casa da mãe de Jesus Cristo, transportada da Terra Sagrada ao litoral adriático da Itália por anjos pelo ar.

    Francisco foi à cidade de Loreto, que abriga um dos santuários religiosos mais visitados do país, onde rezou uma missa, confortou muitos doentes e assinou um novo documento sobre o papel dos jovens na Igreja.

    Conhecido como 'exortação apostólica', ele é sua avaliação sobre um sínodo de um mês com bispos no Vaticano no ano passado.

    Acredita-se que o texto, atualmente sendo traduzido do original em espanhol, orientará os jovens a não serem obcecados com minúcias doutrinárias, mas a combinarem as regras da Igreja com o ativismo social para ajudar os necessitados. O porta-voz do Vaticano, Alessandro Gisotti, disse que seu título é 'Christus Vivit' (Cristo Vive) e que será publicado em 2 de abril.

    De acordo com a tradição popular, foi na casinha de Loreto que Maria morou em Nazaré e, segundo a Bíblia, recebeu a visita de um anjo que lhe disse que daria a luz a Jesus. A Festa da Anunciação, que acontece nesta segunda-feira, marca o acontecimento.

    A Casa Santa de Loreto, ou Casa Voadora de Loreto, como é conhecida, foi milagrosamente salva por anjos para que não fosse destruída depois que Cruzados cristãos foram expulsos da Palestina no século XIII, diz a tradição.

    Uma explicação mais terrena, também oferecida no site do santuário como alternativa, é que uma família rica de mercadores que reinava sobre o que hoje é parte da Grécia e da Albânia e cujo sobrenome é Angeli (anjos) transportou as pedras de navio.

    Hoje a casa é parte de uma grande basílica que atrai centenas de milhares de peregrinos todos os anos.

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    2 M

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    Cardeal francês é condenado por acobertar abusos sexuais

    PARIS (Reuters) - Um tribunal francês condenou o arcebispo da Igreja Católica de Lyon nesta quinta-feira por não ter reagido a alegações de abuso sexual de escoteiros em sua diocese, impondo uma pena suspensa de seis meses de prisão ao cardeal Philippe Barbarin.

    Ele é o clérigo mais graduado a ser implicado no escândalo de abusos sexuais de crianças dentro da Igreja na França.

    Barbarin foi considerado culpado de não relatar, entre julho de 2014 e junho de 2015, alegações de abusos ocorridos nos anos 1980 e início dos anos 1990 cometidos por um padre que deve ir a julgamento mais tarde neste ano.

    Barbarin, que não estava presente para ouvir o veredicto, contestará a decisão, disseram advogados. 'Veremos vocês aqui em alguns meses para uma apelação', disse o advogado de defesa Jean-Felix Luciani a repórteres do lado de fora da sala do tribunal.

    O cardeal negou ter ocultado as alegações de que o padre Bernard Preynat abusou de dezenas de meninos mais de uma década antes de sua chegada à diocese de Lyon em 2002.

    Preynat admitiu os abusos sexuais, segundo seu advogado.

    Procuradores de Lyon já haviam investigado Barbarin, e desistiram do inquérito em meados de 2016 sem uma explicação detalhada -- mas uma associação de supostas vítimas chamada Parole Liberée (Palavra Liberada) usou uma cláusula de uma lei francesa para forçar o julgamento do cardeal.

    'Isto enviará uma mensagem forte à Igreja e ao papa', disse a vítima de abuso François Devaux, aplaudindo o veredicto.

    O julgamento de Barbarin volta as atenções ao clero europeu no momento em que o papa Francisco está sob fogo cerrado por causa da reação da Igreja a uma crise de abusos sexuais que engolfou a instituição e danificou sua imagem em todo o mundo.

    No mês passado o pontífice encerrou uma conferência sobre abusos infantis do clero pedindo uma 'luta total' contra um crime que deveria ser 'erradicado da face da terra'.

    Vítimas e seus defensores expressaram uma decepção profunda, dizendo que Francisco só repetiu promessas antigas e ofereceu poucas propostas concretas novas.

    Barbarin disse à corte que só tomou conhecimento dos abusos de Preynat em 2014, depois de conversar com uma vítima. Antes disso, afirmou, só tinha ouvido rumores. Ele afastou Preynat do cargo um ano depois, quando as alegações vieram a público.

    O escândalo é o tema de 'Graças a Deus', filme de François Ozon que conquistou o Urso de Prata do Grande Júri do Festival Internacional de Cinema de Berlim no mês passado.

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    3 M

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    Processo de apelação de ex-tesoureiro do Vaticano irá começar em junho

    MELBOURNE (Reuters) - O ex-tesoureiro do Vaticano, o cardeal George Pell, enfrentará, ao menos, mais três meses de prisão por crimes sexuais com crianças antes de seu pedido de autorização para apelar ser ouvido em 5 e 6 de junho.

    Pell, da Austrália, é o padre católico de mais alto escalão do mundo a ser condenado por crimes sexuais contra crianças.

    Ele foi considerado culpado por um júri em Victoria, em dezembro, por uma acusação de violência sexual contra um menino de 13 anos e quatro acusações de atos indecentes contra o mesmo garoto e outro de 13 anos. Os eventos teriam ocorrido há 22 anos.

    O veredito não fora divulgado até a semana passada, quando uma ordem de supressão do caso foi suspensa em resposta a novas acusações contra o cardeal de 77 anos.

    Sua fiança foi revogada uma semana antes de sua sentença ser deliberada em 13 de março. Ele enfrenta um máximo de 10 anos de prisão por cada uma das acusações.

    O Tribunal de Recursos disse na quarta-feira que uma audiência sobre o pedido de autorização para apelar foi marcada para 5 e 6 de junho.

    Pell está apelando de sua condenação por três motivos: os vereditos foram 'irracionais', o juiz errou ao não permitir que a defesa mostrasse um vídeo em seu discurso de encerramento e havia 'uma irregularidade fundamental', pois o acusado não foi indiciado na presença do painel de jurados.

    O pedido diz que o júri não poderia ter atestado a culpa de Pell para além de uma dúvida razoável, já que o caso da acusação foi baseado inteiramente na palavra de um acusador, e mais de 20 testemunhas deram 'provas de defesa incontestável'.

    A outra vítima do caso morreu em 2014.

    (Reportagem de Sonali Paul)

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    3 M

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    Tesoureiro do Vaticano é condenado por abuso sexual de meninos de 13 anos

    Por Sonali Paul

    MELBOURNE (Reuters) - O tesoureiro do Vaticano, cardeal George Pell, foi considerado culpado de cinco acusações de abuso sexual cometidas mais de duas décadas atrás contra meninos de 13 anos na Austrália, tornando-se o clérigo católico mais graduado a ser condenado por delitos sexuais contra crianças.

    O veredicto tornou-se público nesta terça-feira, após a revogação de uma ordem de supressão de 2018 de Pell, depois que um segundo caso de abuso contra o religioso foi descartado pela acusação.

    A queda do número 3 do Vaticano leva ao cerne da administração papal um escândalo sobre abusos clericais que abalou a credibilidade da Igreja nos Estados Unidos, Chile, Austrália e outras partes nas últimas três décadas.

    Um júri do tribunal do condado de Vitória, em Melbourne, considerou Pell culpado em 11 de dezembro do ano passado após um julgamento de um mês.

    Ele foi condenado por cinco acusações de delitos sexuais cometidos contra os meninos de 13 anos do coral 22 anos antes na sacristia da Catedral de São Patrício de Melbourne, onde Pell era arcebispo. Uma das vítimas morreu em 2004.

    Cada um dos cinco delitos implica um máximo de 10 anos de prisão. Os advogados de Pell apresentaram uma apelação contra o veredicto com três argumentos – que, se aceita, pode levar a um novo julgamento.

    'O cardeal Pell sempre alegou inocência e continua a fazê-lo', disse Paul Galbally, um dos advogados de Pell, diante da corte.

    Pell, que continua sob fiança, deixou o tribunal nesta terça-feira sem falar com os repórteres, que o cercaram enquanto ele seguia da escadaria da corte para um carro que o aguardava.

    Um sobrevivente de abuso infantil, que se identificou como Michael Advocate, já que a lei australiana veta a divulgação de seu nome verdadeiro, gritou para Pell: 'Queime no inferno'.

    O cardeal deve voltar à corte na quarta-feira para o início da audiência de declaração de sua pena.

    O papa Francisco encerrou uma conferência sobre abusos sexuais no domingo, pedindo uma 'batalha total' contra um crime que deveria ser 'apagado da face da terra'.

    Em dezembro o Vaticano disse que Francisco havia afastado Pell, de 77 anos, de seu grupo de conselheiros próximos, sem comentar o julgamento.

    O Colégio São Patrício, escola de Ballarat, a cerca de 120 quilômetros de Melbourne, que Pell frequentou na infância disse que retirará seu nome de um edifício que foi batizado em sua homenagem.

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    Papa diz esperar que viagem à Península Arábica ajude relações entre islâmicos e cristãos

    Por Philip Pullella

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco disse nesta quarta-feira que espera que sua viagem histórica à Península Arábica ajude a dissipar a ideia de um choque de civilizações inevitável entre o cristianismo e o islamismo.

    Francisco voltou a Roma na terça-feira depois de visitar os Emirados Árabes Unidos --em Abu Dhabi ele rezou a maior missa pública já realizada na península, que é o berço do Islã.

    'Em uma era, como a nossa, na qual existe uma tentação forte para ver um choque entre a civilização cristã e a islâmica, e até de considerar as religiões como fontes de conflito, queríamos enviar outro sinal claro e decisivo de que o encontro é possível', disse ele em sua audiência geral de rotina.

    Ele se referia a um documento que assinou com o xeique Ahmad el-Tayeb, grande imã da mesquita e universidade egípcia de Al-Azhar, uma das instituições teológicas e educativas mais respeitadas do islamismo.

    O papa disse que o 'Documento sobre a Fraternidade Humana' prova que 'é possível respeitar um ao outro e dialogar, e que apesar das diferenças de cultura e tradições, os mundos cristão e islâmico prezam e protegem valores comuns'.

    Assinado na segunda-feira, o documento pede que 'todos os envolvidos parem de usar as religiões para incitar o ódio, a violência, o extremismo e o fanatismo cego e evitem usar o nome de Deus para justificar atos de assassinato, exílio, terrorismo e opressão'.

    O papa convidou todos a lerem o documento, dizendo que ele oferecerá ideias sobre como indivíduos podem trabalhar pela tolerância e pela coexistência.

    Católicos ultraconservadores vêm se opondo ao diálogo com o islamismo, e alguns dizem que seu objetivo final é destruir o Ocidente.

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    Dezenas de milhares lotam estádio para primeira missa papal na Península Arábica

    Por Philip Pullella e Stanley Carvalho

    ABU DHABI (Reuters) - Dezenas de milhares de católicos e vários milhares de muçulmanos compareceram, nesta terça-feira, a uma missa pública inédita na Península Arábica do papa Francisco, o primeiro pontífice a visitar a região.

    Mais de 120 mil fiéis lotaram o estádio da Cidade Esportiva de Zayed e seus arredores em Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, para ver o papa, que viajou ao país do Golfo Pérsico para promover o diálogo inter-religioso.

    Os Emirados abrigam cerca de metade dos dois milhões de católicos expatriados que vivem na península, que inclui a Arábia Saudita, o berço do islamismo. A comunidade inclui grandes contingentes das Filipinas e da Índia.'Certamente não é fácil para vocês viverem longe de casa, sentindo falta da afeição de seus entes queridos, e talvez também sentindo incerteza sobre o futuro', disse o papa, pedindo aos presentes para se inspirarem em Santo Antônio Abade, fundador do monacato no deserto.'O Senhor se especializa em fazer coisas novas: ele pode até abrir caminhos no deserto', disse ele ao final de uma viagem durante a qual se encontrou com o grande imã da mesquita de Al-Azhar, no Egito, e com líderes dos Emirados.Francisco entrou no estádio em um jipe branco sem teto e foi saudado com entusiasmo pela plateia. Pessoas usando bonés de beisebol brancos com o logotipo da visita lotavam as arquibancadas e tiravam fotos com seus smartphones.Milhares de pessoas saudavam e acenavam com bandeiras do Vaticano enfileiradas na entrada do estádio, tendo a Grande Mesquita do Xeique Zayed e os arranha-céus de Abu Dabi como pano de fundo.'Para mim, como cristão, este é um dos dias mais importantes da minha vida', disse Thomas Tijo, de 44 anos, que é natural de Kerala, Estado do sul indiano, mora nos Emirados e viajou de ônibus de madrugada para ir ao estádio.'Estamos longe de casa, e isso é como um cobertor aconchegante', disse ele segurando o filho de três anos, Marcus.Organizadores disseram estar esperando católicos de cerca de 100 nações na missa, além de cerca de 4 mil muçulmanos, incluindo autoridades do governo.O papa, que chegou no domingo a convite do príncipe herdeiro de Abu Dabi, aproveitou a visita para repudiar guerras regionais, inclusive a do Iêmen, o país mais pobre da península, onde os Emirados estão envolvidos com uma coalizão militar de liderança saudita. Ele também pediu mais cooperação entre católicos e muçulmanos.Durante o serviço o papa se pronunciou em italiano e inglês, que é amplamente falado nos Emirados, onde os expatriados superam os nativos em uma proporção de nove para um.(Reportagem adicional de Sylvia Westall e Stephen Kalin, em Riad)

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