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REEDIÇÃO-Ibovespa fecha em queda e com recorde de mais de R$120 bi em volume

REEDIÇÃO-Ibovespa fecha em queda e com recorde de mais de R$120 bi em volume

Reuters

15/04/2026

Placeholder - loading - Prédio da B3, em São Paulo 4 de abril de 2025 REUTERS/Amanda Perobelli
Prédio da B3, em São Paulo 4 de abril de 2025 REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  15/04/2026

(Corrige o dia da semana no primeiro parágrafo)

Por Paula Laier

SÃO PAULO, 15 ​Abr (Reuters) - O Ibovespa voltou a testar os 199 mil pontos nesta quarta-feira, mas fechou em queda, em pregão de ajustes e com volume financeiro recorde de mais de R$120 bilhões, encerrando uma série de onze altas, quando renovou suas máximas históricas e se aproximou da marca inédita de 200 mil pontos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,46%, a 197.737,61 pontos, no primeiro fechamento negativo de abril. Na sessão, chegou a 199.232,46 pontos na máxima e a 196.966,16 na mínima.

O volume financeiro somou quase R$120,3 bilhões, inflado por R$81 bilhões em operações relacionadas ao vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do índice, segundo a B3.

O recorde anterior de volume havia sido registrado em 16 de dezembro de 2020, quando o movimento alcançou R$113,84 bilhões, segundo a B3.

Na véspera, o Ibovespa ultrapassou os 199 mil pontos pela primeira vez na história no melhor momento, chegando a ⁠199.354,81 pontos, mas não ⁠sustentou o fôlego e encerrou a 198.657,33 pontos. Ainda assim, ​renovou recorde de ‌fechamento e confirmou uma sequência de onze altas, período em que acumulou um ganho de mais de 9%.

Tal performance tem encontrado suporte no fluxo de estrangeiros que veem a América Latina como um porto seguro entre os mercados emergentes e o Brasil como o mais bem posicionado na região.

De acordo com dados da B3, o saldo de capital externo está positivo em R$14,4 bilhões em abril até o ⁠dia 13, totalizando R$67,8 bilhões no ano.

Investidores continuaram atentos à guerra no Oriente Médio e na expectativa de retomada ​no final desta semana das negociações para encerrar o conflito que começou no final de fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã.

O ​barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em alta de 0,15%, a US$94,93, ‌enquanto o S&P 500, uma das ​referências do ⁠mercado acionário norte-americano, avançou 0,8%, registrando novo recorde de fechamento, com agentes financeiros também analisando resultados corporativos.

DESTAQUES

-MBRF ON desabou 10,38%, após três altas seguidas, período em que acumulou uma alta de 13,6%. O pregão também contou com um 'leilão' de 70 milhões de ações da companhia. De acordo com reportagem do Valor Econômico, ​o vendedor desse bloco foi o fundo árabe Salic e a operação foi feita pelo Citi.

-REDE D'OR ON recuou 5,68%, também sofrendo ajustes após seis altas seguidas, período em que contabilizou uma valorização de 6,7%. A sessão também contou com a venda de um bloco de 62 milhões de ações da rede de hospitais. Conforme o site Brazil Journal, o GIC, fundo soberano de Cingapura, foi o vendedor nesse 'block trade' coordenado pelo JPMorgan.

-WEG ON caiu 3,74%, ​engatando o terceiro pregão seguido de baixa. Na véspera, analistas da XP publicaram relatório afirmando que esperam resultados relativamente fracos no primeiro trimestre e também reduziram suas previsões para os lucros neste ano e em 2027. O JPMorgan também colocou a ação em 'negative catalyst watch' (observação para possíveis catalisadores negativos), citando cautela antes do balanço do primeiro trimestre.

-BANCO DO BRASIL ON cedeu 3,86%, pior desempenho entre os bancos no Ibovespa. Para analistas do BTG Pactual, o resultado do BB no primeiro trimestre do ano pode surpreender negativamente. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN subiu 1,1%, BTG PACTUAL UNIT fechou com elevação de 1,71% e BRADESCO PN mostrou alta de 0,1%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 1,22%.

-PETROBRAS PN recuou 2,07%, em meio à acomodação do petróleo no exterior, ​tendo no radar assembleia geral ordinária (AGO) na quinta-feira. Na véspera, a companhia disse que recebeu de acionistas que detêm, em conjunto, mais de 5% das ações ordinárias ‌da companhia, a solicitação de adoção de voto múltiplo na ⁠eleição de membros do conselho de administração na AGO.

-VALE ON avançou 0,16%. No futuro do minério de ferro na China, o contrato mais negociado em Dalian subiu 0,99%.

-PORTO SEGURO ON subiu 2,71%, retomando a tendência positiva após ajuste negativo na véspera, quando caiu mais de 2%. Porto Seguro ⁠e Fleury anunciaram nesta semana o fim das negociações com a Oncoclínicas.

-AZZAS 2154 ON fechou em ⁠alta de 2,57%, ampliando a recuperação desde o tombo na última sexta-feira, ⁠quando fechou com uma queda de ⁠quase ​11% após anunciar durante o pregão que o presidente da unidade de 'Fashion & Lifestyle', Ruy Kameyama, vai deixar a empresa no final de abril.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters

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