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    Ibovespa fecha em queda sem alívio nos temores sobre reflexos do Covid-19

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    Bolsa de valores de São Paulo 25/07/2019 REUTERS/Amanda Perobelli

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    Por Paula Arend Laier

    SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em forte queda nesta sexta-feira, uma vez que o ritmo de contágio do Covid-19 não mostra alívio no mundo, adiando também perspectivas de melhora no ambiente econômico global.

    Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 3,76%, a 69.537 pontos. Na mínima da sessão, chegou a 67.802,47 pontos. O volume financeiro somou 21,9 bilhões de reais.

    Após a trégua na semana passada, o Ibovespa acumulou um declínio semanal de 5,3%. No ano, a perda alcança quase 40%.

    No mundo, os casos do novo coronavírus já ultrapassaram 1 milhão, enquanto o número de mortes supera 50 mil.

    Apenas nos EUA, novo epicentro da pandemia, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) reportou nesta sexta-feira 239.279 casos, alta de 26.135 em relação à contagem anterior. O número de mortes aumentou em 930, para 5.443.

    Números do mercado de trabalho norte-americano também escancararam ainda mais os efeitos nocivos do vírus na economia, com o fechamento de 701 mil vagas de trabalho no mês passado, enquanto a taxa de desemprego passou de 3,5% a 4,4%.

    Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 1,5%.

    'As expectativas à frente para a economia americana são semelhantes ao restante do mundo: a retomada depende de um choque positivo de confiança para voltarem a um dia a dia normal', citou Felipe Sichel, estrategista-chefe do modalmais.

    Ele ressaltou que esse choque depende de avanços médicos consistentes, mas uma vez que ocorra a retomada pode ser confirmada em velocidade acelerada. 'Por ora, não estamos neste momento ainda', ponderou.

    Pesquisa Reuters com mais de 50 economistas na América do Norte, Europa e Ásia sugere que a recessão global será mais profunda do que se pensava há algumas semanas, embora a maior parte aguarde um recuperação rápida.

    Agentes financeiros também têm discutido sobre como uma recuperação da economia global acontecerá, se em U, L, V ou W.

    Para o gestor Sérgio Machado, sócio na Trópico Investimentos, contudo, é precipitada uma discussão sobre o 'abecedário' de como será a retomada das economias, sendo necessária uma visão pragmática do processo.

    Na visão de Machado, a crise que o mundo está passando é a da correção da injeção maciça de recursos pelos BCs na tentativa de adiar a implantação das medidas duras e necessárias para a real solução dos problemas que vêm desde 2000.

    'A conta chegou, com o indutor do processo sendo a pandemia que assola o mundo', afirmou em sua conta no Twitter.

    DESTAQUES

    - USIMINAS PNA desabou 11,88%, após anunciar na quinta-feira que vai parar dois alto-fornos da siderúrgica em Ipatinga (MG), bem como parte de atividades de aciaria na cidade, além de conceder férias de 30 dias para funcionários da companhia na usina de Cubatão (SP). No setor, CSN ON cedeu 10,33% e GERDAU PN recuou 7,07%.

    - LOCALIZA ON caiu 10,83%, retomando o viés negativo, após trégua na véspera, quando fechou em alta de mais de 10%. Os papéis têm refletido as preocupações com os volumes da empresa de frotas e aluguel de veículos em meio a medidas de restrições de circulação, ainda sem sinais de alívio.

    - VIA VAREJO ON fechou em queda de 6,39%, também afetada pelas medidas de confinamento, que fechou atividades consideradas não essenciais, entre elas o comércio de rua. B2W caiu 9,33% e MAGAZINE LUIZA ON perdeu 0,98%.

    - PETROBRAS PN e ON caíram 1,1% e 0,71%, respectivamente, após dispararem na véspera, mesmo com os preços do petróleo ainda em alta relevante.

    - VALE ON terminou com declínio de 5,33%. A Agência Nacional de Mineração (ANM) afirmou na quinta-feira que 47 barragens do país foram interditas por falta de declaração de estabilidade, e que a maior parte pertence à mineradora.

    - ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN recuaram 3,91% e 3,71%, respectivamente, tendo no radar projeto de lei no âmbito das medidas de combate ao coronavírus que prevê aumento da alíquota de Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos para 50%. BANCO DO BRASIL ON perdia 5,5%. (https://bit.ly/39AuNeA) (https://bit.ly/2UZLSJB)

    - COGNA ON subiu 1,64%, entre as poucas altas do Ibovespa na sessão, após forte recuo na véspera. YDUQS ON avançou 1,99%.

    Escrito por Reuters

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